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Tóquio 2020 - Dia 09: O ouro da excelência e o bronze da persistência

Publicado  domingo, 1 de agosto de 2021


Como nas manhãs vitoriosas de domingo de algumas décadas atrás, o brasileiro acordou hoje mais cedo e orgulhoso de novas conquistas olímpicas. Primeiro, com o bronze raçudo de Bruno Fratus, na prova mais rápida da Natação. Depois, com Rebeca Andrade, colocando a bandeira no lugar mais alto do pódio na Ginástica Artística prova do salto.

Brasileiros acordaram cedo no domingo para ver outra brasileira no alto do pódio. Já que hoje também foi dia de Fórmula 1, ao melhor estilo Ayrton Senna, Rebeca Andrade mostrou que está entre as melhores ginastas da atualidade e já pode ser considerada a melhor brasileira em Jogos Olímpicos. O ouro no salto confirma o que já tinha sido visto dias antes. 

Foto: Miriam Jeske/COB

A excelência da jovem de 22 anos de idade tem sido apresentada ao mundo a cada prova, a cada exibição de gala da brasileira. Para quem esperava ver Simone Biles, está se deleitando com os movimentos, saltos e acrobacias de Rebeca. Fez uma média de 15.083 pontos com seus dois saltos. Foi a terceira a executar suas tentativas. Teve que esperar pacientemente suas outras cinco adversárias para comemorar. A diferença técnica das atletas traduziu-se nas notas. A média da brasileira foi mais um décimo maior que da americana MyKayla Skinner, que ficou com a prata, e três décimos maior que a sul-coreana Seo-jeong Yeo.

Rebeca já tinha sido a primeira brasileira medalhista da Ginástica Artística. Agora é a primeira a conquistar um ouro e a primeira a levar duas medalhas na mesma edição de Olimpíada. Amanhã ainda pode levar sua terceira conquista para casa na prova de solo. Volto a repetir, apenas 22 anos.

Outra característica de Senna era sempre persistir em melhorar, nunca era suficiente se não fosse a vitória. Bruno Fratus precisou de três Jogos Olímpicos para subir no pódio dos 50m livre da Natação. Em Londres-2012, fez o tempo de 21s61 e ficou na quarta colocação, dois centésimos atrás de César Cielo. No ano de 2015, fez a melhor marca de sua carreira, com 21s37. Caso tivesse repetido esse tempo no Rio-2016, teria ganhou ouro na prova. Mas piorou suas marcas e, com 21s79, amargou o sexto lugar da final.

Foto: Jonne Roriz/COB

Hoje brigou braçada a braçada com nadadores mais altos e com mais desenvoltura na água. Caeleb Dressel, dos Estados Unidos, bateu o recorde olímpico com 21s07. O francês Florent Manaudou alcançou a borda da piscina dois centésimos antes que os 21s57 que deram o tão esperado bronze ao brasileiro. Desta vez, Bruno que ficou três centésimos à frente da marca de corte dos que formaram o pódio. Última medalha brasileira na Natação, já que foi o último dia de competições da modalidade (ainda tem Maratona Aquática, que é natação em águas abertas, mas é considerado outra modalidade).

Resumo do dia


Entre tantas modalidades diferentes, destaque para o Atletismo. A venezuelana Yulimar Rojas bateu o recorde mundial do salto triplo. Já com o ouro garantido, saltou para 15,67m, 17 centímetros a mais que a marca anterior, que era mais velha que a própria atleta. 

E no salto em altura masculino, um caso raro, mas não inédito. Os saltadores do Qatar e da Itália chegaram empatados em primeiro para superar a marca de 2,39m de altura. Até então, ambos precisaram de uma tentativa em cada altura anterior para passar o sarrafo. Nenhum conseguiu avançar sobre a marca, como o atleta da Bielorrússia, terceiro colocado, também não passou, o que deixou a cargo deles escolherem se continuavam saltando para um desempate ou dividiriam a medalha de ouro. Foi escolhido a segunda opção, então não houve medalha de prata.


Além de Rebeca e Yulimar, Neisi Dajomes, do Equador, foi campeã do Levantamento de Peso. Ou seja, uma semana depois da celebração da Mulher Negra, Latina e Caribenha (25 de julho), três representantes deste segmento podem dizer que são as melhores do mundo em suas provas. A equatoriana dedicou o ouro à sua mãe e irmão, que faleceram em 2019 e 2020. 

Outras medalhas:

  • > Ainda no Atletismo arremesso de peso fem. - (CHN > EUA > NLZ) // salto triplo fem. - (VEN** > POR > ESP) // salto em altura masc. - (QAT = ITA > > BIE) // 100m rasos masc. - (ITA > EUA > CAN);
  • > Badminton individual fem. - (CHN > TPE > IND);
  • > Boxe meio-médio masc. CUB e GBR avançam para final, RUS e IRL ficam com o bronze // meio-pesado masc. CUB e GBR avançam para a final, RUS e AZB;
  • > Ciclismo BMX freestyle fem. - (GBR > EUA > SUI) // freestyle masc. - (AUS > VEN > GBR);
  • > Esgrima florete por equipes masc. - (FRA > RUS > EUA);
  • > Ginástica Artística solo masc. - (ISR > ESP > CHN) // cavalo com alças masc. - (GBR > TPE > JAP) // barras assimétricas fem. - (BEL > RUS > EUA);
  • > Golfe individual masc. - (EUA > SLK > TPE);
  • > Levantamento de Peso até 76 kg fem. - (EQU > EUA > MEX);
  • > Natação 50m livre fem. - (AUS* > SUE > DIN) // 1500m livre masc. - (EUA > UCR > ALE) // rev. 4x100 medley fem. - (AUS* > EUA > CAN) // rev. 4x100m medley masc. - (EUA** > GBR > ITA);
  • > Saltos Ornamentais trampolim 3m fem. - (CHN > CHN > EUA);
  • > Tênis dupla fem. - (CZE > SUI > BRA) // individual masc. - (ALE > RUS > ESP) // dupla masc. - (RUS > RUS > AUS) e;
  • > Vela Laser - (AUS > CRO > NOR) // Laser Radial - (DIN > SUE > HOL).
*Estipularam novos recordes olímpicos // ** Estabeleceram novos recordes mundiais

Brasileiros

>No Atletismo, quatro atletas estiveram em eliminatórias. Nenhum avançou. Assim como ficou pelo caminho, Paulo André na semifinal dos 100m rasos. Alison dos Santos venceu sua bateria nos 400m com barreira e está na final da prova.

>Hebert Conceição venceu o lutador do Cazaquistão, no Boxe peso médio, por decisão dividida. Com isso, já garantiu uma medalha ao chegar à semifinal.

>O time do Handebol masculino encerrou sua participação nos Jogos de Tóquio com uma derrota para a Alemanha por 29 a 25. Ficou na 10ª colocação geral.

>No Hipismo curso completo de equitação, Rafael Losano se retirou na prova de cross-country. Os outros cavaleiros estão em 24º e 33º. Por equipes, o time brasileiro é 12º.

>A Luta Olímpica começou com duas participações brasileiras. No estilo livre até 76 kg fem., Aline Silva perdeu nas oitavas para a lutadora da Turquia. Na greco-romana até 130 kg masc., Eduard Soghomonyan também saiu derrotado.

>As equipes feminina e masculina do Tênis de Mesa estrearam na competição conjunta. As mulheres perderam para Hong Kong por 3 partidas a 1 e foram eliminadas. Já os homens, viraram para cima da Sérvia, 3 vitórias a 2, e classificaram para as quartas-de-final.

>Na Vela, Robert Scheidt foi para a regada da medalha da Laser ainda com chances de pódio. Mas dependia de combinação de resultados. Não fez uma volta final boa e terminou em 8º na classificação final. Outras classes: Nacra 17 (dez regatas) - 10º // 470 fem. (oito regatas) - 7ª // 470 masc. (oito regatas) - 15º // Finn (dez regatas) - 14º.

>O time masculino do Vôlei venceu os franceses por 3 sets a 2 e terminou a primeira fase em segundo do grupo B. O adversário das quartas foi definido por sorteio entre Itália e Japão e enfrentaremos os donos da casa.

>As duas duplas do Vôlei de Praia feminino entraram para decidir seus destinos nas oitavas-de-final. Rebecca/Ana Patrícia venceram a dupla chinesa, 2 sets a 0, e seguem. Já Ágatha/Duda perderam para as alemãs por 2 sets a 1 e disseram adeus à competição.

Tóquio 2020 - Dia 04: 水路 [Suirô], o caminho das águas

Publicado  terça-feira, 27 de julho de 2021

Foto: Jonne Roriz/COB

Em dia marcado por intervenção da chuva nos esportes e proximidade de tufão, as águas japonesas deram o caminho para as medalhas brasileiras. Ouro inédito no surfe com Ítalo Ferreira, no mar agitado da baía de Chiba, e bronze, na piscina olímpica de Tóquio, com Fernando Scheffer.

"Mizu", em japonês, significa água. Um rio, uma lagoa, uma praia ou até uma raia na piscina poderia ser chamado de "Suirô" ou via navegável, ao pé da letra. Para quem gosta de toda filosofia oriental, acredita na força dos elementos, o quarto dia de competições mostrou desde cedo que a água seria um fator importante nas provas. Para o Brasil era o prenúncio de onde viriam suas conquistas.

Há uma preocupação grande da organização dos Jogos com o clima nos próximos dias, devido a aproximação de um tufão ao arquipélago japonês. Diversas competições disputadas a céu aberto estão sendo afetadas sem tanta margem para adiar. Uma das principais era o surfe, que teria sua final apenas amanhã, mas precisou que fosse antecipado as baterias finais depois dos atletas terem competido nas quartas e semis. Nada que afetasse a dinâmica dos atletas.

Foto: Jonne Roriz/COB

Que bom. Assim, a Brazilian Storm (tempestade brasileira) pôde se apresentar antes do tufão japonês e a primeira medalha dourada brasileira veio um dia antes do que o esperado. Ítalo Ferreira, potiguar, campeão mundial em 2019, foi o responsável pelo feito. Havia uma expectativa que ele enfrentasse Gabriel Medina na final, mas a polêmica das notas contra Kanoa Igarashi na semifinal tirou o surfista de Maresias da disputa dourada, inclusive não conseguiu mostrar mais boas manobras na disputa do bronze, que ficou com Owen Wilson (AUS). A Ítalo sobrou a incumbência de superar o japonês na sua praia e escrever o nome como primeiro campeão olímpico da modalidade em toda a história. Silvana Lima também esteve no mar inconstante da praia de Tsurigasaki, mas não passou das quartas-de-final.

As provas da natação não serão afetadas por condições adversas externas. Mas já mostraram que podem dar bastante alegrias ao Brasil. Fernando Scheffer classificou-se com o oitavo tempo para a final dos 200m livre. Nadou a prova melhorando seu tempo em mais de um segundo, com 1min44s66, superando o romeno por dois centésimos e os tradicionais americano e russo. Só não superou os dois britânicos que fizeram dobradinha. O primeiro bronze nas águas internas.

Resumo do dia


O triatlo feminino foi a primeira prova do dia afetada pelas tempestades e condições ruins das águas. Houve atraso na largada. Durante a competição, Flora Duffy foi a mais resistente e conquistou o primeiro ouro da história olímpica para Bermuda, ilha que enviou apenas dois atletas para Tóquio. Grã-Bretanha ficou com a prata e Estados Unidos com o bronze.

As finais de Canoagem Slalom feminino, Hipismo, Mountain Bike feminino e Softbol, além de etapas preliminares de Futebol feminino, Hóquei sobre Grama masculino, Rugby de sete masculino, Tiro com Arco, Tênis, Vela e Vôlei de Praia ficaram sujeitos às intempéries climáticas. Mesmo assim, medalhas saíram:

  • > Canoagem Slalom K-1 fem. - (ALE > ESP > AUS);
  • > Esgrima espada por equipes fem. - (EST > KOR > ITA);
  • > Ginástica Artística geral por equipes fem. - (RUS > EUA > GBR);
  • > Hipismo adestramento por equipes - (ALE > EUA > GBR):
  • > Judô até 63 kg fem. - (FRA > SLO > CAN/ITA) // até 81 kg masc. - (JAP > MGL > BEL/AUT);
  • > Levantamento de Peso até 59 kg fem. - (TPE* > TKM [Turcomenistão] > JAP) // até 64 kg fem. - (CAN > ITA > TPE);
  • > Mountain Bike cross-country fem. - (SUI > SUI > SUI);
  • > Natação 100m costas fem. - (AUS* > CAN > EUA);
  • > Saltos Ornamentais plataforma 10m sincronizado fem. - (CHN > EUA > MEX);
  • > Softbol - (JAP > EUA > CAN) - primeiro esporte coletivo concluído;
  • > Surfe fem. - (EUA > RSA [África do Sul] > JAP);
  • > Taekwondo acima de 67 kg fem. - (SER > KOR > GBR/FRA) // acima de 80 kg masc. (RUS > MKD [Macedônia do Norte] > CUB/KOR) e;
  • > Tiro Esportivo pistola de ar 10m misto - (CHN > RUS > UCR).
*Estabeleceram novos recordes olímpicos

Em negrito, prova que apenas um país dominou o pódio completo.

Brasileiros


Além das medalhas, Hugo Calderano, no Tênis de Mesa, pode ser considerado um destaque já que foi a primeira vez que um mesatenista brasileiro alcançou a fase de quartas-de-final do torneio individual. Ele é sétimo do mundo, mas está como quarto cabeça-de-chave. Venceu o esloveno, 4 sets a 1, pela terceira rodada, e o sul-coreano, 4 sets a 3, de virada, nas oitavas. Gustavo Tsuboi perdeu na mesma fase para o atleta de Taipe Chinês, 4 sets a 2, e foi eliminado.

>Vitórias dos coletivos femininos de Handebol (33-27) contra Hungria; de Vôlei (3-2) contra Rep. Dominicana; e de Futebol (1-0) contra Zâmbia, que garantiu a classificação às quartas contra o Canadá.

>No Vôlei de Praia, segunda vitória da dupla Evandro/Bruno Schmidt. Primeiro revés de Alison/Álvaro e Ághata/Duda. Todos têm chances de classificação.

>As atuais campeãs da Vela 49er FX, Martina Grael e Kahena Kunze terminaram o primeiro dia com três regatas disputadas e a terceira colocação geral.

>Ainda na Vela, Robert Scheidt subiu para terceiro, na Laser, depois de seis regatas. Jorge Zarif está em 13º na Finn, com duas regatas velejadas. Marco Grael e Gabriel Borges fizeram uma regada da 49er e terminaram em oitavo.

>A dupla Laura Pigossi/Luisa Stefani venceu mais uma no Tênis feminino, 2 sets a 1 contra a dupla da Rep. Tcheca e está nas quartas-de-final.

>Léo de Deus classificou-se, na Natação, com o segundo melhor tempo para a final dos 200m borboleta. Gabriel Santos e Pedro Spajari não avançaram nas baterias do 100m livre. O revezamento 4x200m livre masc. está na final assim como Guilherme Costa nos 800m livre.

>Vittória Lopes terminou em 28º no triatlo e Luisa Baptista, em 32º.

>Jaqueline Mourão foi 35ª no Mountain Bike.

>Eduardo Yudi perdeu na primeira luta do Judô. A porta-bandeira Ketleyn Quadros venceu a primeira luta porque a adversária não bateu o peso da categoria, venceu por ippon nas oitavas. Sofreu outros dois ippons, nas quartas e na repescagem.

>Ana Sátila ficou em 13º na Canoagem Slalom prova caiaque K-1 e não foi para a final.

>Abner Teixeira superou o britânico no Boxe peso pesado pelas oitavas-de-final.

Tóquio 2020 - Dia 02: A Dinastia Abe e as rodas que percorrem o caminho suave

Publicado  domingo, 25 de julho de 2021


Os irmãos Uta e Hifumi Abe estabelecem uma nova dinastia no judô mundial, trazendo mais dois ouros para o país do sol nascente e criador da arte do "caminho suave". Brasileiro conquista o bronze na mesma modalidade e mantém tradição do país. As rodas do skate de Kelvin Hoefler também fizeram um caminho suave até uma prata inédita.

A história do Japão é contada através das dinastias dos grandes imperadores, principalmente em sua época feudal. Era Meiji, Era Tokugawa, Era Edo... Agora é possível dizer que hoje o mundo foi dominado pela Era Abe nas categorias até 52 kg no feminino e até 66 kg no masculino. Isso porque os dois irmãos, Uta, de 21 anos, e Hifumi, de 23, entraram para história como os primeiros a conquistar dois ouros no mesmo dia em um esporte individual. E se pensar que são bem jovens, a dinastia pode durar mais alguns ciclos olímpicos. Curiosamente a trajetória dos dois têm aspectos em comum: o fato dos dois terem eliminado brasileiros no caminho, Uta eliminou Larissa Pimenta logo na segunda fase e Hifumi superou Daniel Cargnin na semifinal. Ambos tiveram campanhas vitoriosas com dois ippons e dois waza-ari. E ajudaram o Japão a ficar em segundo no quadro de medalhas.

Daniel Cargnin tem tatuado no peito "Família" em japonês. Foto: Gaspar Nóbrega/COB

Aproveitando que o assunto é judô, o Brasil conquistou a sua 23ª medalha na modalidade, justamente com o gaúcho Daniel, que teve um desempenho acima do esperado e levou o bronze, a segunda medalha do país no dia. Antes de contar como foi a primeira, é preciso citar que a campanha do judoca foi impecável nas três primeiras lutas, com um ippon sobre o egípcio e dos waza-ari sobre o moldavo e o italiano, número um do ranking mundial. Sofreu ippon na semifinal, mas conseguiu recuperar suas forças mentais e aplicou uma nova pontuação sobre o israelense na disputa do terceiro lugar.


O Japão e o Brasil se cruzaram novamente na estreia do Skate street nos Jogos Olímpicos. O esporte que preza pelo arrojo, também é julgado se os atletas percorrem uma linha limpa, uma espécie de caminho suave das manobras. Yuto Horigome teve quatro notas acima dos 9 pontos, somando 37.18 e conquistou o primeiro ouro. Ele superou a pontuação do brasileiro Kelvin Hoefler, que liderava até antes da penúltima rodada de manobras. Por não ter encaixado nenhum movimento nas segunda e terceira rodadas, Kelvin chegou a ficar em quarto lugar geral. Mas um 9.34 na última chance e a queda do americano Jagger Eaton, devolveram o atleta do Guarujá ao pódio com uma prata igualmente histórica. Assim, o Brasil ingressou no quadro de medalhas e terminou o dia com a 19ª colocação.

Resumo do dia

Um domingo que trouxe as primeiras medalhas da natação, inclusive para o Japão. Nos 400m medley individual masculino, ouro e prata para os Estados Unidos e bronze para Austrália. Na mesma prova do feminino, ouro para a japonesa Yui Ohashi e prata e bronze para as norte-americanas. Mas as grandes histórias ficaram para o revezamento 4x100m livre feminino e os 400m livre individual masculino.

As australianas Bronte Campbell, Meg Harris, Emma McKeon e Cate Campbell simplesmente pulverizaram o record olímpico que pertencia ao próprio time, marca alcançada em 2018. O tempo de 3min29s69 foi 36 centésimos mais rápido que o anterior e serviu para deixar os revezamentos do Canadá e dos Estados Unidos mais de três segundo para trás.

Ahmed Hafnaoui, da Tunísia. Foto: Twitter/Fina

O futuro (e porque não dizer o presente) dos 400m livre masculino tem um novo nome: Ahmed Hafnoui. O tunisiano tem apenas 18 anos e surpreendeu os favoritos, e ganhou na batida de mão dos favoritos Jack McLoughin (AUS) e Kieran Smith (EUA).

Além disso, foram disputadas medalhas no:

  • > Ciclismo de estrada fem. - (AUT > HOL > ITA);
  • > Esgrima Florete individual fem. - (EUA > RUS > RUS) // Espada individual masc. - (FRA > HUN > UCR);
  • > Levantamento de Peso masc. até 61 kg - (CHN* > INA [Indonésia] > CAZ) // masc. até 67 kg - (CHN* > COL > ITA);
  • > Saltos Ornamentais Trampolim sincronizado 3m fem. - (CHN > CAN > ALE);
  • > Taekwondo até 57 kg fem. - (EUA > RUS > TUR/TPE [Taipe Chinês]) // até 68 kg masc. - (UZB > GBR > CHN/TUR);
  • > Tiro Esportivo Pistola de ar 10m fem. - (RUS* > BUL > CHN) // Carabina de ar 10m masc. - (EUA*> CHN > CHN) e;
  • > Tiro com arco Equipes fem. - (KOR > RUS > ALE).

*Estabeleceram novos recodes olímpicos

Brasileiros

Ítalo Ferreira foi o primeiro destaque brasileiro do dia

A grande estreia ficou por conta dos surfistas brasileiros, que não decepcionaram. Os quatro avançaram. Ítalo Ferreira foi o primeiro a cair na água, acumulou 13.67 pontos e passou em primeiro na bateria 1. Gabriel Medida teve um pouco mais de dificuldade na bateria 5, mas fez 12.23 pontos e também ficou em primeiro. Pontuação parecida com os 12.13 de Silvana Lima, que passou em segundo na bateria 3 entre as mulheres. Tati Weston-Webb fez 11.33, o suficiente para lhe garantir a primeira colocação na bateria 4.

>Wanderson de Oliveira venceu o refugiado Wessam Salamana no Boxe peso leve e avançou para as oitavas-de-final.

>Ana Sátila ficou em sétimo após duas baterias da Canoagem Slalom K1 e avançou para as semifinais.

>Dois empates em esportes coletivos: na estreia do Handebol feminino, 24-24 contra a Rússia. Já no futebol masculino, 0-0 contra Costa do Marfim.

>Na natação, Felipe Lima não passou da semifinal dos 100m peito. Assim como Murilo Setin não avançou para as semi nos 200m livre. Nesta mesma prova, Fernando Scheffer estipulou novo record sulamericano (1min45s05) e está entre os 16 melhores. Guilherme Bassettonão avançou nos 100m costas, mas Guilherme Guido sim e disputa a semifinal. Por fim, o revezamento 4x100m livre no masculino avançou para a final.

>Verthein Ferreira fez o segundo tempo em sua bateria do Remo Single Skiff 2000m e está na semifinal.

>Edval Pontes perdeu para o turco nas oitavas-de-final do Taekondo até 68 kg e foi eliminado.

>Gustavo Tsuboi estreou com vitória no Tênis de Mesa individual, 4 sets a 1. Já Bruna Takahashi perdeu por 4 sets a 0 e está fora da competição feminina.

>Patrícia Freitas está em 11º depois de três regatas da Vela Windsurf RS:X. Assim como Robert Scheidt, após uma regata da classe Laser.

>Vitória no Vôlei de Praia Masculino, com Evandro e Bruno Schmidt fazendo 2 a 1 nos irmão Grimalt, do Chile.

>Grande estreia do Vôlei feminino: 3 sets a 0 na Coreia do Sul (25/10, 25/22 e 25/19).

Tóquio 2020 - Dia 01: A altitude equatorial faz a diferença no ciclismo de estrada

Publicado  sábado, 24 de julho de 2021


Finalmente as competições de Tóquio 2020 começaram para valer. No primeiro dia de distribuição de medalhas, algumas foram barbadas, mas Richard Carapaz ganhou destaque e surpreendeu os favoritos no ciclismo de estrada, dando a primeira medalha dourada para o Equador e para a América do Sul na modalidade.

Para quem não acompanha regularmente o ciclismo, Carapaz é considerado um dos atletas mais combativos e entra como um dos favoritos nas grandes voltas. Tanto que veio de uma terceira colocação no Tour de France acabado há uma semana. Contudo, o esloveno Tadej Pogacar foi impositivo nas estradas francesas. Somado a isso, havia a crescente performance do belga Wout van Aert. Assim, o equatoriano, que se orgulha de ter nascido e começado a pedalar nos Andes, não era apontado como o principal nome da prova deste sábado, mesmo com uma altimetria positiva de mais de quatro mil metros nos 234 km, um tipo de etapa que Richard se sente confortável.


Carapaz passou pelo percurso que escalou o Monte Fuji e chegou no circuito internacional usado para corridas de carro com o tempo de 6h05min26. Faltando 25 km, saiu em fuga com o americano Brandon McNulty e manteve cerca de 20 segundos de vantagem para o pelotão perseguidor. A pouco mais de seis quilômetros da linha de chegada, deu uma investida, deixou o adversário direto para trás, que acabou sucumbindo, e ganhou escapado com 1min07 de vantagem para os outros ciclistas. Van Aert superou Pogacar na linha final para assegurar a prata e o esloveno teve que se contentar com o bronze.

A história é fantástica porque é o campeão olímpico que surgiu de um povoado pequeno e humilde e teve a seu favor justamente a formação e resistência de pedalar em altitudes acima de três mil metros. Uma amostra que é possível dar a volta por cima uma semana depois de um resultado inesperado.

Resumo do dia

Zhihui Hou bateu dois recordes olímpicos e ganhou um dos três ouros da China no primeiro dia

O dia teve mais dez pódios em disputa. A China já mostrou sua foça logo de cara. Qian Yang bateu o record olímpico do Tiro Esportivo, na competição de Carabina de ar 10m feminino. E já deixou o país asiático na liderança do quadro de medalhas.

Ainda no Tiro, o brasileiro Felipe Wu, prata no Rio-2016, não avançou às finais da competição de Pistola de ar 10m masculino, terminou na 32ª colocação e encerrou a participação brasileira na modalidade. O iraniano Javad Foroughi ficou com o ouro, também superando o record olímpico da prova.

O Japão justificou ser o favoritismo no Judô. Naohisa Takato venceu no masculino até 60 kg e Funa Tonaki perdeu a final feminina até 48 kg para a atual campeã mundial Distria Krasniqi, do Kosovo. Essas duas medalhas deixam o país-sede em segundo no quadro, empatado com a Itália. O país da bota teve sua maior glória no Taekwondo masculino até 58 kg, com Vito Dell'Aquila, e a prata, com Luigi Samele, na Esgrima, modalidade sabre individual. O ouro ficou com o húngaro Áron Szilágyi.

Ao todo, 28 países subiram no pódio pelo menos uma vez no primeiro dia. Curiosamente, potências como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e Alemanha, não estão entre os laureados. Em compensação, Equador, Irã, Kosovo, Tailândia tiveram seus momentos de protagonismo.

A estreia ficou por conta do Basquete 3 x 3 nos Jogos Olímpicos. Para ambos os gêneros já aconteceram duas rodadas da fase de grupos. A modalidade mostrou-se bastante dinâmica e atraente quando puder ter público no futuro. Entre as mulheres, duas vitórias para os Estados Unidos e o Comitê Olímpico Russo. Entre os homens, apenas a Sérvia manteve-se invicta. Ainda tem mais três dias nessa fase, antes dos momentos decisivos.

Brasileiros

Foto: Alexandre Castello Branco/COB

A esgrimista Nathalie Moellhausen, atual campeã mundial do evento espada, perdeu logo na primeira luta contra a italiana Rossella Flamingo e ficou fora da disputa de medalhas.

As primeiras aparições de esportes individuais, além do Tiro e da Esgrima foram no Judô, mas Eric Takabatake e Gabriela Chibana tiveram desempenhos iguais, tendo vencido suas primeiras rodadas, mas sendo eliminados na fase seguinte.

O dia começou com o time de Handebol masculino surpreendendo e fazendo jogo duro contra a Noruega. Até viraram o primeiro tempo em vantagem (13-12), mas passaram muito tempo sem balançar a rede adversária e perderem por 27 a 24 na primeira rodada do grupo A.

No Vôlei de Praia, duas vitórias sobre a Argentina. No masculino, Alison e Álvaro Filho, e no feminino, Ágatha e Duda, venceram por 2 sets a 0 os hermanos.

O Tênis feminino trouxe uma vitória da dupla Luísa Stefani e Laura Pigossi sobre a dupla canadense e avançaram para a próxima fase. Já no masculino, duas derrotas de simples e uma de duplas: Thiago Monteiro foi facilmente batido, assim como também sucumbiram a dupla de Marcelos (Melo e Demoliner). João Menezes fez uma partida memorável contra Marin Cilic, da Croácia, mais caiu depois de quase três horas e meia de batalha nas quadras japonesas.

O time de Vôlei masculino bateu a Tunísia na primeira rodada do grupo B, por 3 sets a 0 (25/22, 25/20 e 25/15).

Jéssica Yamada estreou com derrota no Tênis de Mesa individual, 4 sets a 2 para a suíça Rachel Moret.

Nathasha Rosa fez um acumulado de 173 kg no levantamento de peso, categoria até 49 kg, e ficou com o 9º lugar geral.

O time feminino de Futebol conquistou um empate importante contra a Holanda. O placar foi de 3 a 3. Somado à goleada da primeira rodada por 5 a 0 na China, deram um importante passo para tentar se classificarem em primeiro de seu grupo.

Nas primeiras eliminatórias da natação, o revezamento 4 x 100m livre feminino, ficou em sexto em sua bateria, 12º tempo geral e não avançou para a final da prova. Assim como Guilherme Costa nos 400m livre, que ficou com a 11ª melhor marca. Já nos 100m peito, Caio Pumputis ficou em 34º no geral, mas Felipe Lima trouxe a boa notícia da classificação para as semis, com o 8º tempo geral, 59s17, sua melhor marca na carreira.

Por fim, apesar da seleção masculina de Ginástica Artística não conquistar a vaga na final por equipes, levou quatro atletas às finais individuais: Arthur Zanetti, nas argolas, Caio Souza no salto e no geral, assim como Diogo Soares, no geral.

Conheça a modalidade - Natação

Publicado  quarta-feira, 20 de julho de 2016

Agora venho falar sobre um dos esportes mais conhecidos, a NATAÇÃO.

Essa é, muitas vezes, a primeira modalidade em que a criança tem contato na escola como formato de competição. Antes mesmo disso, quando ainda recém-nascido, que a mãe coloca a criança numa banheira de água morna para se acalmar. É tão primitiva quanto correr e intimamente ligado ao desenvolvimento da humanidade, principalmente para buscar alimento. Onde houvesse um rio ou lago, em qualquer parte do planeta, havia seres humanos utilizando-os para melhorar suas habilidades aquáticas.
As primeiras competições surgiram na Europa no final do século XVIII. Mais de cem anos antes, porém, um primitivo nado peito já era praticado, descrito pelo francês M. Thevenal. Contemporâneo ao surgimento das competições, nascia o nado costas com sua primeira forma nadada com os dois braços juntos. Anos mais tarde, foi desenvolvido um estilo mais rápido, que viria a se transformar no nado crawl, mais comum hoje em dia. Por fim, já na metade do século XX, veio surgir o nado mais difícil em termos de resistência, o borboleta.
É uma das modalidades que está presente desde a primeira edição dos jogos em Atenas/1896.
A natação é considerado um dos esportes mais completos parar praticar, pois desenvolve diversos grupos musculares, por isso é difícil determinar uma característica predominante, já que há provas de explosão física como os 50 metros livres, de resistência como o 1.500 metros livres e de versatilidade como os 400 metros medley.
A piscina deve medir 50 metros de comprimento, 25 de largura e 3 de profundidade, com 10 raias de 2,5 metros cada, sendo utilizada as 8 mais centrais em cada prova.
São 16 provas para cada gênero, 32 no total, fornecendo 96 medalhas a serem disputadas, é uma das modalidades que mais distribui medalhas.

Peculiaridades de cada estilo
Crawl (livre) - é o estilo que mais tem provas, usado inclusive na maratona aquática, não é permitido nadar de baixo d'água, obrigatoriamente uma parte do corpo deve estar sempre do lado de fora.
Costas - único estilo que larga já dentro d'água, o corpo pode ficar submerso nos 15 primeiros metros após viradas e largada, a demarcação de cores diferentes nas boias serve para orientar sobre essa distância.
Peito - estilo mais lento e técnico, os movimentos de braços e pernas precisam ser realizados simultaneamente, o toque na borda nas viradas ou na chegada é preciso ser feito com as duas mãos.
Borboleta - as rotações dos dois braços é feita ao mesmo tempo assim como na batida de mão, é permitido até duas "golfinhadas" (ondulações) antes da próxima rotação.Reúni
Medley - reúne os quatro estilos na ordem Borboleta, Costas, Peito e Livre.

As provas
50m livre (M/F)
100m livre (M/F)
200m livre (M/F)
400m livre (M/F)
800m livre (F)
1.500m livre (M)
100m costas (M/F)
200m costas (M/F)
100m peito (M/F)
200m peito (M/F)
100m borboleta (M/F)
200m borboleta (M/F)
200m medley (M/F)
400m medley (M/F)
Revezamento 4x100m livre (M/F)
Revezamento 4x200m livre (M/F)
Revezamento 4x100m medley (M/F)

Curiosidades
As provas mais curtas (50, 100 e 200 metros) têm eliminatórias, semifinais com os 16 melhores e finais com os 8 melhores. As provas mais longas têm apenas eliminatórias e finais;
Caso o nadador, ao subir no bloco de partida, caia na água antes do disparo será desclassificado da prova, por isso é um momento de bastante tensão;
O maior medalhista de todos os tempos vem da natação, é o americano Michael Phelps que ganhou nada menos que 22 ao todo, sendo 18 ouros de Atenas/2004 a Londres/2012. Ele havia anunciado a aposentadoria, mas regressou e irá competir no Rio podendo aumentar sua coleção.

Destaques
Michael Phelps competirá em
seis provas atrás de novas medalhas
É um esporte que gera muitos nomes conhecidos e que acabam brigando por muitas medalhas. Acho que o principal atrativo é a equipe americana, que contará com nomes já conhecidos como Michael Phelps, Ryan Lochte, Nathan Adrian, Katie Ledecky e Missy Franklin e mais um tanto de novatos que devem ganhar muitas medalhas e se tornarem mais conhecidos a partir desses Jogos.
Pelo mundo, tem o australiano Cameron McEvoy, o tunisiano Oussama Mellouli, o sul-africano Cameron van der Burgh, a australiana Cate Campbell, a italiana Federica Pellegrini e a húngara Katinka Hosszu.

Brasileiros
O Brasil terá a maior delegação de sua história com 29 atletas para competir em 20 provas individuais e quatro revezamentos. Há nomes bem conhecidos como Bruno Fratus, Etiene Medeiros, Thiago Pereira, Felipe França e Joanna Maranhão, mas não me parece estarem num grande momento para apontar como favoritos para conquistar ouro. Penso que as maiores chances de medalhas devem aparecer com os revezamentos.

Quadro de medalhas da modalidade
Não há país que se compare aos Estados Unidos, são absolutos. Têm 519 medalhas, sendo 230 ouros, 163 pratas e 126 bronzes.
A Austrália investiu bastante desde Sydney/2000 e cresceu para o segundo lugar com 178 medalhas, 57 delas de ouro, 60 pratas e 61 bronzes.
A Alemanha Oriental teve uma grande época conquistando 92 medalhas, 38 eram ouro, 32 prata e 22 bronzes.
O Brasil ocupa a 27ª colocação com 13 medalhas, sendo 1 ouro, 4 pratas e 8 bronzes.

Onde e quando ocorre
O novíssimo Estádio Aquático Olímpico, na Barra da Tijuca, será onde descobriremos quem são os mais rápidos na água.
Serão oito dias de competições com muitas finais, do dia 06 ao dia 13 de agosto.

Depois trarei o Pentatlo Moderno como modalidade.

Brasil não rende bem em Kazan

Publicado  segunda-feira, 10 de agosto de 2015

O Mundial de Esportes Aquáticos acabou neste domingo e o Brasil terminou sua participação com sete medalhas, as três da Ana Marcela Cunha nas maratonas aquáticas e mais quatro na natação, o que fez o país se posicionar em 13º no ranking. Foi um ouro, quatro pratas e dois bronzes.
A China terminou como a grande campeã geral com 35 medalhas no total. sendo 15 ouros. Os Estados Unidos ficaram em segundo, com 33 conquistas, 13 douradas. E a Rússia, como anfitriã, fez um bom papel ao ficar no terceiro posto, 17 vezes no pódio, com 9 vezes no lugar mais alto.
Falando especificamente da natação, o Thiago Pereira foi prata nos 200m medley, Nicholas Santos teve o mesmo resultado nos 50m borboleta, assim como Etiene Medeiros nos 50m costas, se tornando a primeira brasileira a ganhar uma medalha em mundiais de piscina longa. Por fim, Bruno Fratus ficou com o bronze nos 50m livre. Além das conquistas, tiveram mais seis finais com participações brasileiras. 
Como é o campeonato mais importante, tirando as Olimpíadas, o desempenho foi mediano para baixo, até porque os dois principais nomes Cesar Cielo e Felipe França não obtiveram resultados competitivos, Cielo, inclusive, teve diagnosticado uma lesão no ombro e teve que abandonar o mundial antes do fim. Os brasileiros podem ter sido prejudicados assim como todos os outros americanos, por conta do Pan ser em Toronto e o mundial com o fuso horário bem à frente em Kazan. Aliás, algo interessante e frustrante ao mesmo tempo ocorreu. Muitos brasileiros não conseguiram repetir seus tempos obtidos no Canadá, se tivessem feito, haveria mais participações em finais.
Os Estados Unidos, apesar de terem vencido com 23 medalhas, foram "apenas" 8 ouros. Um desempenho também abaixo do esperado. Não tiveram Michael Phelps, que certamente venceria algumas provas. Ryan Lochte e Nathan Adrian não estiveram bem, Missy Franklin e Katie Ledecky levaram o time nas costas. Mas não é bom subestimá-los. São os mais velozes e serão destaques no Rio. Outros países a se destacar: a Austrália voltou a mostrar força e ficar em segundo. Duas nações que aproveitaram muito bem o fato de sediar uma edição dos Jogos Olímpicos, a China e o Reino Unido, fizeram ter ótimo desempenho e ficaram em terceiro e quarto, respectivamente. Por último, há os países que produzem um nadador bom em algumas provas e se elevam, como a Hungria com Katinka Rosszu e László Cseh, a França com Florent Manaudou, a Itália com Federica Peregrini, a África do Sul com Chad Le Clos, e outros, Suécia, Japão. São países que figuraram entre os primeiros e terão suas bandeiras hasteadas.
Para o Brasil, uma pena que apenas as conquistas de Thiago Pereira e Bruno Fratus valeriam se fosse nas Olimpíadas. Ainda dá para melhorar em um ano de preparação com o troféu José Finkel, o Maria Lenk e o Pan-Pacífico.

Etiene é o nome do ouro

Publicado  sábado, 18 de julho de 2015

Impressionante como o Brasil é forte nas Américas e como tem melhorado nos esportes olímpicos. Prova disso é que o país já assumiu a terceira colocação no quadro geral de medalhas no Pan-Americano com 22 ouros, 19 pratas e 32 bronzes, somando 73 medalhas no total, até o momento, com uma semana de competições. Perdemos apenas para os donos da casa, Canadá com 45 ouros e 110 no total e Estados Unidos com 40 ouros e 114 no total. Isso não tendo mandado todos os principais atletas, tendo em vista que muitos deles estão focados em mundiais que ocorrem do meio para o final do ano. Mesmo assim, os brasileiros têm conseguido resultados inéditos e pouco esperados até algum tempo atrás.
Um desses resultados aconteceu na noite dessa sexta-feria e vale o destaque. O Brasil nunca tinha conquistado um ouro em Pans na natação feminina. Mas a pernambucana Etiene Medeiros tratou de mudar essa história. A nadadora de 24 anos já tinha um bronze no revezamento 4x100m livre. Ontem não só venceu os 100m costas, como também bateuo recorde pan-americano da prova com o tempo de 59s61. Foi a primeira mulher brasileira a baixar da casa de 1 min. Como referência, se fosse em Londres, há três anos, seria o 5º melhor tempo para passar às finais e o 7º tempo da grande decisão, ou seja, um ótimo feito.
Como se não bastasse essa importante conquista, ainda voltou para a piscina pouco tempo depois, nos 50m livre e faturou a prata. Parabéns a esta jovem que ainda pode trazer mais conquistas. Lembrando que foi a primeira brasileira a ser campeã mundial e a bater recorde mundial em piscina curta.
Muitos resultados no Pan não servem de muita referência, porque os melhores do mundo são asiáticos ou europeus em determinados esportes, mas é bem sintomático o crescimento do Brasil, a natação é uma dessas modalidades que demonstram essa evolução. Porém já está acabando as provas, acompanharemos esses atletas no mundial de Kazan, daqui 14 dias. Ainda resta outras modalidades, como o atletismo e as coletivas para ver mais conquistas brasileiras em Toronto.

Resumo do dia - 02/08/2012

Publicado  sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Ontem foi dia de alguns feitos notáveis dentro dos Jogos Olímpicos:

O Dream Team de basquete bateu o recorde de pontos e diferença em uma partida, foi pela terceira rodada do torneio contra a Nigéria. O massacrante 156 a 73 superou quando o Brasil derrotou o Egito por 138 a 85, em Seul-1988. De quebra, Carmelo Anthony se tornou o cestinha com mais pontos em uma partida, 37, com incríveis dez acertos de três pontos e mais três acertos de quadra e um lance livre.

O Brasil perdeu sua primeira partida no basquete masculino para a Rússia, por 75 a 74. O embate foi decidido por uma bola de três nos últimos quatro segundos de jogo a favor dos russos. Mas foi incrível pela sequência, que o Brasil vencia por cinco pontos, com a posse de bola, teve uma andada, deixou os adversários encostarem em dois pontos e não conseguiram marcar a última jogada que a bola partia da meia-quadra. A Espanha lidera o grupo, com os russos em sequência e os brasileiros em terceiro.

Seleção brasileira de vôlei masculino também sofreu sua primeira derrota, de virada para os Estados Unidos, por 3 sets a 1. Começou jogando bem, impôs ataques eficazes, defendendo e passando bem a bola, mas no terceiro set, os americanos mostraram porque são considerados favoritos. Infelizmente, o Brasil parece estar um nível abaixo e, por isso, deve brigar por pódio.

As duplas de vôlei de praia Alison e Emanuel e Maria Elisa e Talita venceram suas partidas na última tarde. Com isso, as quatro duplas brasileiras se classificaram em primeiro de seus grupos, com três vitórias em três jogos. Agora começa os playoffs.

Na natação Cesar Cielo e Bruno Fratus se classificaram para a final dos 50m livre, com os tempos de 21s54 e 21s63, primeiro e quarto tempos, respectivamente. Há uma grande chance de termos duas medalhas nessa prova, que acontece hoje a tarde.

Ainda nas águas, Michael Phelps venceu nos 200m medley e conquistou sua 20ª medalha, 16ª de ouro. Ryan Lochte ficou em segundo e o húngaro Laszlo Cseh ficou em terceiro. Thiago Pereira foi quarto. Essa foi a mesma sequência que teve em Pequim-2008. Mais uma vez o brasileiro não conseguiu superar seus adversários. Nadou razoável o borboleta, muito bem o costas e o peito, tanto é que virou em segundo nas duas vezes, mas depois tomou mais de um segundo no livre e não conseguiu sustentar a vantagem que obteve. Como Phelps já tinha anunciado que essa seria sua última Olimpíada, Thiago pode ter mais sorte aqui no Rio. Michael Phelps se tornou o primeiro tricampeão olímpico de uma mesma prova.

Rebecca Soni bateu o recorde olímpico dos 200m peito com o tempo de 2min19s59 e sagrou-se bicampeã da prova. É a primeira mulher a baixar a casa dos 2min20, recorde que melhorou a marca dos supertrajes. Ela havia perdido os 100m peito para a lituana Ruta Meilutyte, de 15 anos.

Na esgrima, a italiana Valentina Vezzali conquistou sua sexta medalha de ouro seguida. Desde Atlanta-1996 ela sobe ao lugar mais alto do pódio. Essa conquista veio junto com o restante da equipe italiana no florete. Ela já tinha conquistado esse título em Atlanta e Sydney. Na cidade australiana também conquistou ouro individual, repetindo o feito em Atenas e Pequim. Nesta edição foi bronze individual. Agora ela soma seis ouros, uma prata e três bronzes.

Para finalizar o giro, no tênis Federer se classificou para a semifinal e vai enfrentar Juan Martin del Potro da Argentina, no outro lado da chave, Novak Djokovic venceu Tsonga e enfrentará Andy Murray, tenista da casa, por um lugar na final. Tsonga voltou às quadras ao lado de Llodra e venceram os brasileiros Marcelo Melo e Bruno Soares. Pela chave feminina, Sharapova pegará sua compatriota Maria Kirilenko e a bielorrussa Victoria Azarenka terá pela frente Serena Williams.

Phelps já é lenda olímpica

Publicado  terça-feira, 31 de julho de 2012

Hoje pela tarde, o americano Michael Phelps alcançou uma marca que deverá permanecer por muito tempo com seu nome estampado. Ele se tornou o maior medalhista de toda história dos Jogos Olímpicos. Conquistou sua 18ª e 19ª medalhas nas provas dos 200m borboleta e no 4x200m livres, prata e ouro, respectivamente. A primeira igualou o número conquistado pela ginasta Larisa Latynina, que obteve as medalhas nas edições de 1956, 1960 e 1964. Mesmo assim, acabou irritando o nadador, pois ele liderava a prova até as últimas braçadas, mas perdeu para o sul-africano Chad le Clos. Os 200m borboleta é considerada a prova na qual ele é especialista.
Pouco tempo depois, Phelps caiu novamente nas águas do Centro Aquático de Londres junto com o restante do time americano para consolidar sua soberania. Ryan Lochte (concorrente direto que já lhe tirou uma medalha dessa Olimpíada), Conor Dwyer e Ricky Berens entregaram para Phelps a liderança no revezamento e ele teve o trabalho de manter a vantagem. Com o tempo de 6min59s70, eles chegaram mais de três minutos a frente da França, segunda colocada.
Phelps agora soma 15 medalhas de ouro, 2 de prata e 2 de bronze desde Atenas-2004. E ainda tem mais três provas para ele disputar. Fica claro a queda de rendimento dele desde há quatro anos em Pequim, mas é incontestável que um cara como esse fica como o maior nadador e conquistador de medalhas de todos os tempos. Se fosse um país, pouco mais de 60 outras nações teriam mais medalhas no total e menos de 45 teriam mais ouros. Gênio do esporte.

Mulheres olímpicas

Publicado  

Ontem foi um dia incrível, de coincidentemente, três histórias que ficam gravadas por muito tempo na nossa memória e que só o esporte pode nos propiciar. São três mulheres que já fazem parte da galeria de grandes personagens desta edição dos Jogos Olímpicos. Três fatos inusitados que deixaram de lado outras conquistas, outros atletas, outras competições.
A mais trágica delas e a que, provavelmente, tenha chamado mais a atenção de todos, veio de um esporte que é pouco praticado aqui no Brasil, mas que deve ter comovido quem estava acompanhando, mesmo que não entendesse as regras, mas só pelo choro da esgrimista sul-coreana A Lam Shin. Devido a uma polêmica na decisão da arbitragem, que a eliminava da final na categoria espada, já que ela tinha empatado no tempo regulamentar com a alemã Britta Heidemann e teria que decidir no tempo extra. No último segundo, houve três investidas das atletas ao mesmo tempo, o que não computou ponto para ninguém (toda ataque que marca ponto de alguém ou toque simultâneo, o cronômetro para e continua quando o juiz sinaliza e o responsável pelo relógio aciona o aparato). Mas como os três ataques foram muito rápidos, não houve tempo para o relógio correr até o zero. Na quarta vez, apenas a alemã conseguiu o toque, que a levaria para a disputa do ouro. O treinador da asiática protestou contra o resultado, alegando que não dava para que ocorressem tantas ações em um segundo de luta e o impasse demorou até que chegassem ao veredito de que a alemã era a real vencedora.
Lam ficou inconsolada, sentou-se no tablado da luta e permaneceu lá chorando por uma hora. Pelas regras da esgrima, ao não deixar o local da luta, significa que a esgrimista não concordou com o resultado da luta. E os árbitros permaneceram discutindo a validade do resultado diante de representantes da delegação coreana. A delegação foi informada que terá que pagar um valor ainda não determinado para apelar do resultado da decisão. Lam foi retirada pelos organizadores e lhe restou ser ovacionada pelo público que permaneceu no local, já que teve apenas 20 minutos para se recuperar do trauma e perdeu a luta pelo bronze para a chinesa Yujie Sun. A alemã também perdeu o ouro para a ucraniana Yana Shemyakina. Mas essa é uma daquelas histórias que torcemos para que tenha um desfecho favorável para compensar toda angústia.
Outro fato impressionante foi a nadadora chinesa Shiwen Ye, de apenas 16 anos, ter batido o recorde mundial dos 400m medley com o tempo de 4min28s43, ficando com a medalha de ouro e sendo a primeira atleta a superar um recorde que tinha sido alcançado com os supertrajes tecnológicos. O mais surpreendente é que na última parcial dos 50m, ela foi mais rápida que Ryan Lochte, vencedor da mesma prova, no masculino. Isso pode ter algumas explicações. Minha hipótese é que simplesmente Lochte diminuíra seu ritmo de prova já que se encontrava muito a frente de seus concorrentes, e mesmo assim chegou a mais de três segundos de vantagem. Se isso não explicar tamanha velocidade da chinesa, quero acreditar que realmente ela tem uma genética muito favorável à natação e que os treinos realizados no país são tão especificamente bons, que outros resultados semelhantes acontecerão em breve; fugindo da suspeita de doping já levantada.
Mas a história mais bonita do dia ficou por conta de uma jovem nadadora de 15 anos, que também tem assombrado o mundo com seu talento. A lituana Ruta Meilutyte conquistou o ouro nos 100m peito com o tempo de 1min05s47 e não conteve as lágrimas de felicidade ao ver o placar ainda na água. Depois voltou a chorar quando ouviu o hino de seu país no pódio. Superou a favorita americana Rebecca Soni, que ficou com a prata. Mas foi uma chegada extremamente apertada, decidida na batida de mão, apenas oito centésimos separaram as duas. Foi a primeira medalha de ouro da Lituânia na história da natação olímpica. Ao receber a medalha, estampava um sorriso de uma criança ao ganhar um novo brinquedo, mas por trás dessa felicidade, já carrega uma responsabilidade de gente grande. Ela ainda disputará os 50m e 100m livre e tem um futuro brilhante pela frente. Só de pensar que ela chegará ao Rio-2016 defendendo o título de campeã olímpica com apenas 19 anos é algo formidável para qualquer atleta. Tenho a impressão que ela ainda não deve ter dado conta das dimensões desse feito. Lembrou o Cesar Cielo há quatro anos, quando subiu ao pódio e comoveu a todos enquanto tocava o hino brasileiro.
Sabe o que elas três têm em comum? Espírito olímpico. Vontade de ser competitivas, de se superar e de não se sentirem derrotadas.
Para completar, vale mencionar um grupo de guerreiras brasileiras que estão fazendo bonito em Londres. Trata-se das meninas do handebol, que estão no começo do campeonato, mas já venceram duas partidas duríssimas contra as croatas e montenegrinas. Tomara que possam continuar surpreendendo, já que é um esporte tão praticado nas escolas e seria um grande incentivo para aumentar o número de interessados.
Espero que venham mais dessas histórias humanas nesses Jogos.

Resumo do dia - 28/07/12

Publicado  domingo, 29 de julho de 2012

Ontem foi um dia em que já tiveram diversas competições e o Brasil figurou entre os principais destaques do dia.

  • A primeira medalha saiu no tiro esportivo, por volta de 8h da manhã, com a chinesa Siling Yi. Ela fez 502.9 pontos na categoria Rifle de ar 10m feminino. Superou a polonesa Sylwia Bogacka, que fez 502.2 pontos, e a compatriota Dan Yu, que fez 501.5.

  • Depois foi a vez dos homens na Pistola de ar 10m. O ouro foi para o sul coreano Jongoh Jin, a prata ficou com o italiano Luca Tesconi e o bronze com o sérvio Andrija Zlatic.

  • No ciclismo de estrada masculino, os atletas percorreram 250 km, uma distância considerada grande para uma etapa de Tour de France por exemplo, competição que boa parte deles participaram há poucos dias atrás. O vencedor foi Alexandr Vinokurov, do Cazaquistão. Ele compete pela equipe Astana no circuito mundial, mas não conseguiu se destacar no Tour desse ano. Fez o tempo de 5h45min57, mesmo tempo que o segundo colocado, o colombiano Rigoberto Uran, mas como chegou uma bicicleta a frente levou o ouro. Completou o pódio o norueguês Alexander Kristoff. Nomes famosos como Luis Leon Sanches, Roman Kreuziguer, Alejandro Valverde, Sylvain Chavanel, Robert Gesink, Andre Greipel, Tom Boonen ficaram mais para atrás, mas a grande decepção, talvez, tenha sido Mark Cavendish, que competia em casa e era tido como grande favorito, mas terminou na 29ª colocação com o tempo de 5h46min37. O brasileiro Murilo Fischer terminou três posições atrás com o mesmo tempo. Os outros dois brasileiros não completaram a prova.

  • O judô teve seu primeiro dia com as categorias ligeiro masculino (-60kg) e feminino (-48kg) sendo definidas.

  • No levantamento de peso feminino até 48 kg, domínio asiático. Ouro para a chinesa Mingjuan Wang, que levantou o total de 205 kg, somando arranque e arremesso. Prata para o Japão e bronze para a Coreia do Norte.

  • No tiro com arco, a Itália superou os Estados Unidos na final, por um ponto, no masculino por equipes. 219 a 218. O bronze ficou com a Coreia do Sul que passou pelo México na disputa de terceiro.

  • A esgrima foi dominada pelas italianas. No florete individual as três italianas que competiam ficaram no pódio. Será que são favoritas quando for por equipes?

  • Na natação já tiveram algumas finais, 400m medley masculino, 400m estilo livre masculino vencida pelo chinês Yang Sun, 400m medley feminino, que a chinesa Shiwen Ye venceu e o revezamento 4x100m livre para mulheres, que foi o grande destaque de hoje com as australianas vencendo e batendo o recorde olímpico com o tempo de 3min33s15. A prata ficou com a Holanda e os Estados Unidos com o bronze.

  • Também teve a participação dos brasileiros. Além das três medalhas, teve vôlei de praia masculino com Ricardo e Pedro Cunha, que venceram os noruegueses por 2 sets 0, mesmo placar do feminino com Juliana e Larissa, sobre a fraca dupla das Ilhas Maurício. 

  • O vôlei de quadra feminino passou um sufoco mas conseguiu passar pela Turquia, por 3 sets a 2, resultado preocupante.

  • As meninas do futebol conquistaram sua segunda vitória ao passar pela Nova Zelândia por 1 a 0 e já se classificaram para a próxima fase do torneio. 

  • No tênis masculino de duplas, Marcelo Melo e Bruno Soares venceram os americanos Roddick e Isner, dupla forte. Artur Zanetti se classificou nas argolas e Sergio Sasaki no individual geral para as finais da ginástica artística. 

  • Kyssia da Costa se classificou para as quartas de final no remo Single Scull.

  • No boxe, Robenilson de Jesus avançou no peso mosca e Esquiva Falcão herdou a classificação nos médios.

  • Por outro lado, o Brasil não teve só glórias. Perdeu na outra chave de tênis com Bellucci e Andre Sá, contra os irmão Bryan. Diego Hipolyto decepcionou-se mais uma vez, ao cair de barriga no solo e ficou em 58º, sem nota para a final. Felipe França também não esteve bem, ele que era considerado uma esperança de medalha nos 100m peito, mas não passou das semifinais, assim com Felipe Lima. No CCE, de hipismo, Jorge Carvalho ficou em 30º e Sergei Fofanoff terminou o dia em 41º. No remo Single Scull masculino, Anderson Nocetti vai disputar repescagem. Pelo tênis de mesa, Gustavo Tsuboi, Hugo Hoyama, Ligia Silva e Caroline Kumahara perderam na primeira fase e só voltam a competir por equipes. Para completar, o basquete feminino estreou, assim como há quatro anos, com derrota. 73 a 58 para as francesas.

Brasil é ouro, prata e bronze

Publicado  

O Brasil não poderia ter estreado nos Jogos Olímpicos de Londres de melhor forma do que foi ontem. Conseguimos uma medalha de cada material. Foi o melhor primeiro dia de competições da história brasileira. E estamos bem colocados no quadro de medalhas geral.
O dia de conquistas começou com o bronze do aniversariante Felipe Kitadai, da categoria Ligeiro (-60kg), que fazia sua estreia em Olimpíadas. Fez uma boa campanha, venceu as duas primeiras lutas, mas perdeu nas quartas de final, para o bicampeão mundial e líder do ranking, Rishod Sobirov do Usbequistão. Mas venceu a luta na repescagem, que lhe deu direito de disputar o bronze, contra o italiano Elio Verde. Venceu por yuko no Golden Score. Felipe, que completou 23 anos, não conteve a emoção e, ao sair do tatame, beijou os anéis olímpicos estampados. O ouro ficou com a Rússia, a prata, com o Japão e o outro bronze, com o judoca usbeque.
Em paralelo, também na categoria Ligeiro (-48kg) feminino, Sarah Menezes, 3ª colocada no ranking olímpico conseguiu um feito incrível, ao se tornar a primeira judoca brasileira a conquistar ouro em Olimpíadas. A piauiense de 22 anos superou a atual campeã olímpica, a romena Alina Dumitru por um wazari e um yuko de vantagem e fez tocar pela primeira vez o Hino Nacional Brasileiro em terras britânicas.
Fez uma campanha irretocável, com vitórias taticamente conscientes, não aplicou nenhum ippon, o golpe perfeito, mas nunca correu riscos em qualquer que fosse a adversária.
Reveja quantas vezes quiser a última luta de Sarah
Ela se iguala a Maurren Maggi como as campeãs brasileiras de esportes individuais em Jogos Olímpicos, até agora, e escreve seu nome nas páginas do esporte nacional. Foi a 21ª de ouro de toda história brasileira. Fazia 20 anos que o Brasil não subia ao lugar mais alto do pódio na modalidade, a última vez tinha sido em Barcelona-92 com Rogério Sampaio.
Com esse feito, já era o melhor primeiro dia de competições do Brasil. Teoricamente aquela pressão pelas primeiras medalhas acabou, nas últimas duas Olimpíadas demorou-se três dias até que surgissem as primeiras conquistas.
Nesse momento do dia, liderávamos o Quadro de Medalhas. Sim, pela primeira vez na história, fomos líderes mundiais olímpicos.
Mas ainda restava uma "surpresa" por assim dizer. Thiago Pereira finalmente conquistou uma medalha na natação, foi nos 400m medley. Ficou atrás, apenas do americano Ryan Lochte e levou a prata, com o tempo de 4min08s86. Ele já havia batido na trave em Atenas-04 e Pequim-08, mas dessa vez ele nadou bem, mostrou evolução no nado peito, que lhe garantiu ultrapassar seus concorrentes diretos, o japonês Kosuke Hagino e o americano Michael Phelps. Thiago já tinha 18 medalhas em Pan, mas nunca tinha conseguido resultado melhor que um quarto lugar na China. Agora seu foco volta-se para a prova dos 200m medley, prova da qual ele se sente melhor competindo, será que vem mais uma medalha dele?
Essa conquista mostra o grande momento em que a natação brasileira vive, foi só o primeiro dia, muitos outros nomes ainda podem nos dar alegrias.
Particularmente é com muita alegria que escrevo esta postagem já que há exatos quatro anos eu começava este blog e esta é a 200ª postagem do Esporte pelo Juva. Nada melhor do que escrever sobre as conquistas que os atletas brasileiros tiveram no dia de ontem. Espero que venham mais logo.

Como foi o domingo

Publicado  domingo, 9 de maio de 2010

Alguns campeonatos nacionais foram definidos hoje, como o Inglês, que teve o Chelsea conquistando-o pela quarta vez em sua história. Goleou o Wigan por 8 a 0 e levantou a taça da Premier League. Ainda teve o artilheiro Didier Drogba como goleador do campeonato, com 29 gols. Benfica venceu o Português e o Bayern, o Alemão.
O Barcelona conquistou o bicampeonato da Euroliga de Basquete sobre o Olympiacos pelo placar de 86 a 68, em Paris.
No tênis, o Brasil venceu o Uruguai na Copa Davis por 5 a 0, hoje as vitórias foram de Bellucci e Marcelo Melo.
Na final da segunda etapa do Circuito Mundial de volei de praia, Larissa e Juliana perderam para as americanas Kessy e Ross por 2 sets a 1 com parciais de 15-21, 21-16 e 15-12. As brasileiras haviam vencido a primeira etapa, em Brasília.
O Pinheiros venceu o Troféu Maria Lenk de natação, torneio que reúne os melhores nadadores brasileiros divididos pelos clubes que treinam. Grande destaque para César Cielo, que foi o melhor nas provas que é especialista: 50 e 100m livre.

Notícias do fim de semana

Publicado  domingo, 4 de abril de 2010

  • Pela Superliga feminina de volei, o Osasco venceu o primeiro jogo da semi-final contra o Pinheiros por 3 sets a 1. O outro time vencedor foi o São Caetano, que fez um partidasso contra o Rio de Janeiro, com o placar de 3 sets a 0. No meio da semana, as equipes se enfrentam novamente, com mando de quadra invertido.
  • Poliana Okimoto venceu a Travessia dos Fortes, prova de 3,3 km, pela terceira vez, a primeira como atleta do Corinthians.
  • Seguindo os nadadores que são recém-contratados de clubes de futebol, Cesar Cielo conquistou o ouro nos 100m livre, no GP de Ohio, com o tempo de 49s. Nicholas Santos, seu companheiro de Flamengo, chegou em terceiro. Cielo já havia conquistado o ouro em outra prova que é sua especialidade, 50m livre.
  • Por fim, Andy Roddick confirmou a boa fase com o tênis que vem apresentando. Chegou a segunda final consecutiva de Masters 1000, desta vez em Miami. Diferentemente de Indian Wells, não deu margem a seu adversário, venceu o tcheco sensação do torneio Tomas Berdych por 2 sets a 0, com parciais de 7-5 e 6-4. Desde 2004 que um americano não vence em Miami, na ocasião o próprio Roddick foi o vencedor. É seu bicampeonato no torneio e o quinto Masters.

César Cielo: imbatível e com record mundial

Publicado  sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Infelizmente não pude assistir ao vivo a transmissão de mais um fato histórico para o esporte brasileiro e, porque não, mundial. Na última competição do ano para a natação nacional, a última também que é permitida a utilização dos supermaiôs especiais, César Cielo bateu o record mundial dos 50m nado livre. Com o tempo de 20s91, superou em três centésimos o tempo do francês Frederick Bousquet, se tornando o nadador mais veloz de todos os tempos. Como nas Olimpíadas, César não respirou uma vez sequer durante toda prova.

A conquista foi especial, pois ocorreu na "casa" de Cielo, o clube Pinheiros, no qual o brasileiro passou 16 anos de sua vida, treinando e competindo. Depois do mundial em Roma, decidiu voltar e treinar lá novamente, e não em Auburn, Estados Unidos, onde vinha treinando constantemente nos tempos recentes.
Césão dedicou a vitória ao seu técnico Alberto Santos, o Albertinho. Disse que ele (Alberto) merecia esse resultado em sua carreira. Também falou que é uma nova era da natação brasileira e que os brasileiros também podem bater records dentro de seu país, como Estados Unidos e Austrália.
Parabéns ao César Cielo Filho, pelo ano fabuloso, mas principalmente por seus grandes feitos: medalha de bronze nos 100m e medalha de ouro no 50m nas olímpiadas, com record olímpico; campeão mundial nos 100m com record e nos 50m; e agora recordista também nos 50m.


Aproveitando o embalo da natação, começou hoje o desafio internacional dos Estados Unidos contra um combinado da Europa, disputado na cidade de Manchester. A competição é diferente das habituais, pois são apenas as finais com seis atletas por balizamento, com no máximo três por equipe de forma alternada. Além de haver pontuação para os três primeiros de cada prova, ou seja, vence quem somar mais pontos no decorrer de todas as provas que são disputadas em piscina curta.

Brasil campeão mundial, você sabia?

Publicado  quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Nesta quarta feira, uma brasileira de sobrenome japonês venceu e se sagrou campeã mundial. Poliana Okimoto conseguiu um feito inédito num esporte que, apesar de recente, vem ganhando destaque no cenário aquático, a maratona de 10 km, disputada em mares pelo mundo. Poliana precisava apenas completar a prova de hoje, pois já havia vencido outras oito provas anteriores de dez que tinha participado, mas acabou vencendo novamente na última etapa nas águas agitadas de Sharjah, cidade dos Emirados Árabes. Poliana já havia ganho medalha de bronze na prova dos 5 km no mundial em Roma e coroa o ano vencendo a campeã olímpica de Pequim, a russa Larissa Ilchenko, e a campeã mundial do ano passado, a alemã Angela Maurer.
A atleta tem como curiosidades ser treinada pelo marido e ter tido medo do mar quando criança.
Allan do Carmo conquistou o vice campeonato pelos homens.

Passagem para Roma, desastre em Barcelona

Publicado  terça-feira, 12 de maio de 2009

Nesse final de semana dois eventos chamaram a atenção no meio esportivo, as finais do troféu Maria Lenk de natação e o GP da Catalunya de Fórmula 1.
Nas piscinas do Rio de Janeiro, 27 atletas brasileiros garantiram suas vagas para o mundial que acontecerá em julho, na cidade de Roma. São especialistas em suas provas, as quais venceram ou chegaram em segundo, e obtiveram entre os 20 melhores tempos no ano. Graças ao supermaiô, desenvolvido por uma empresa italiana, a delegação brasileira aumentou consideravelmente, pois no último mundial, realizado em Melbourne, 2007, foram 15 nadadores, sendo só duas mulheres. Desta vez, serão 17 homens e 10 mulheres. Independente do equipamento, fica clara a evolução no esporte dos atletas nacionais. Uma grata surpresa foi na sexta-feira, nas eliminatórias do 50m peito masculino, o garoto de 21 anos, Felipe França, bateu o record mundial, com o tempo de 26s86. É o primeiro homem a baixar de 27s na prova. A antiga marca era do sul-africano Cameron Van der Burgh, com 27s06. O Brasil não tinha um record em piscinas longas desde 1982 com Ricardo Prado, nos 400m livre. No dia seguinte, França conquistou a medalha de ouro, mas dessa vez sem record.
Nas pistas da Espanha, o GP teve ar de dramaticidade para os brasileiros. Um circuíto que é conhecido pelas poucas oportunidades de ultrapassagem, teve muitas alternativas com relação a estratégias. Começando pelo pacote aerodinâmico estreado pelas grandes equipes. Quem mostrou maior evolução foi a Ferrari, principalmente como Felipe Massa que conseguiu se classificar em quarto no sábado. Na largada, a impressão que seria um bom fim de semana para os brasileiros, pois Massa passou o alemão Sebastian Vettel e Rubens Barrichello passou seu companheiro, o inglês Jenson Button. Assim, no começo o Rubinho estava em primeiro e Massa em terceiro. Mas como que por um capricho do destino, não puderam abrir vantagem, pois no pelotão de trás, houve um acidente que envolveu alguns carros e o Safety Car foi obrigado a entrar e permanecer por algumas voltas. Depois, no decorrer da corrida, os pilotos estavam todos de pneu macio e tiveram que fazer o primeiro pit-stop. Aí a corrida começou a tomar novos rumos. Button parou uma volta antes do que Barrichello como previsto, mas colocou muito mais combustível, alterando sua estratégia. Dessa forma, o brasileiro manteve a estratégia de três paradas. Estava rendendo melhor, mesmo depois da parada. Continuou a situação na mesma: Rubinho, Button, Massa e Vettel. O líder continuava abrindo de seu companheiro, mas foi antecipada sua segunda parada. Voltou atrás dos pilotos da Ferrari e da RBR, passando a render bem menos do que antes. Avançando nas voltas veio a janela da segunda parada para reabastecimento e troca de pneus. Jenson foi o primeiro, colocando pneus duros, como manda o regulamento. Sabidamente, esse conjunto de pneus rendia pior nessa pista. Junto com Jenson, foram Massa e Vettel. Foi o pecado da Ferrari no fim de semana, pois não reabasteceu o suficiente, sendo que o brasileiro teria condições de seguir por mais uma ou duas voltas antes de colocar pneu duro. Voltou em quarto atrás do companheiro de Vettel, o australiano Mark Webber, que prolongou sua estadia na pista, abrindo o suficiente para parar e ainda voltar na frente dos outros dois adversários. Barrichello antecipou novamente sua parada, indo na volta seguinte de seu companheiro e voltando logo atrás dele. Estava delineado que assim permaneceria até o final, mas na disputa com Vettel, veio a ordem dos boxes: "deixe-o passar e diminua o ritmo, caso contrário você não terminará a prova". Era o que faltava para o fim de semana dos brasileiros. Felipe Massa ainda tentou resistir o que pôde, mas teve que ceder. Pior que isso, na última volta, andando muito mais lento que todos os outros, foi ultrapassado pelo piloto da casa, Fernando Alonso, chegando em sexto. Logo que cruzou a linha de chegada seu carro parou, por falta de combustível. Nelsinho Piquet fez uma corrida extremamente discreta e terminou em 12º. Seu lugar, cada vez mais, está ameaçado. Rubinho ainda quase perdeu a posição para Webber. Agora Button tem 4 vitórias em 5 corridas e abriu 14 pontos de vantagem para seu companheiro.
Claramente, o chefe da equipe Ros Brawn já está pensando em fazer com que Jenson abra o maior número de pontos no campeonato para o segundo colocado (Rubinho), para que, se por um acaso alguma equipe desenvolver bem seu carro, não dê para recuperar mais para frente. Prova maior disso, foi que o piloto brasileiro só ficou sabendo da mudança de tática depois que já não teria mais como reverter a situação. Ros Brawn é o mesmo que, quando Barrichello estava na Ferrari, era diretor-técnico da escuderia e articulador das táticas de Michael Schumacher. Obviamente o piloto brasileiro não irá admitir, mas houve favorecimento por parte da equipe. O pensamento é simples: precisa-se de um acertador de carros, ele, e um para ser campeão, Button. De qualquer forma, a BrawnGP continua soberana, com a RBR e a Toyota disputando o segundo posto e a Ferrari ainda espera por fins de semana melhores, assim como todas as outras equipes.

A emoção dos esportes continua

Publicado  sexta-feira, 8 de maio de 2009

Peço desculpas pela abstinência de não ter escrito do final do ano passado para cá, mas confesso que havia perdido interesse em escrever uma vez que o público leitor deste meio de comunicação se restringe a alguns amigos fiéis, então o estímulo fica reduzido. Contudo, percebo que o mais importante é a prática da escrita para aprimoramento de um trabalho que tem se consolidado com o passar do tempo, praticamente o segundo semestre do curso já acabado e vamos caminhando com as pretensões de sempre, de tornar-se conhecido no meio em que trabalharei. Enfim, aos eventos que têm acontecido nesse meio tempo.
A Fórmula 1 foi o esporte que teve as mudanças mais significativas. A começar pelo design , que perdeu todos os penduricalhos aerodimânicos, a asa do bico tem que ter a largura do carro e pode ser regulada sua inclinação por dentro, conforme o piloto desejar. Outros apetrechos eletrônicos foram permitidos, como o KERS, que consiste numa bateria que acumula energia das frenadas e a devolve em forma de potência para o motor. Isso significa um ganho de até 80cv que podem ser usados durante 6.6s em uma volta. Esse equipamento não tem dado tantos efeitos positivos quanto se esperava, tem se mostrado mais como um lastro mal distribuído. Além disso, tem mais mudanças, visando a maior disputa por posições, como a volta do pneu Slick e a redução da asa traseira. Porém, o grande pulo do gato ocorreu por parte das equipes Toyota e, a recém criada BrawnGP, antiga Honda, que encontraram uma brecha no regulamento e desenvolveram difusores de ar que passam de baixo do carro, no assoalho. Esse sim, significou um ganho considerável de tempo e aerodinâmica. Prova disso que nas quatro primeiras corridas do campeonato, Austrália, Malásia, China e Bahein, os dois construtores lideram o campeonato, tendo a BrawnGP vencido três delas com o inglês Jenson Button. Aliás outro britânico no caminho dos brasileiros, já que Hamilton e Massa ainda não acertaram a mão, Rubens Barrichello tem sido a vítima do seu companheiro de equipe, apesar de estar em segundo no campeonato. Esse fim de semana terá o GP da Catalunya, Espanha, com promessas de "pacotões" das grandes escuderias, Ferrari, McLaren e BMW, para tentar se equipararem com BrawnGP, Toyota e RBR. Veremos.
Há outros esportes que continuam a mesma coisa. O ténis é um bom exemplo. Rafael Nadal continua como rei do saibro, tendo ganho os Masters de Barcelona e Roma, franco favorito ao tetracampeonato de Roland Garros. Federer ainda é segundo do mundo seguido por Djokovic. No feminino, continua-se a alternância de títulos, mas Ana Ivanovic continua imperando no quesito beleza. Outro esporte que sofreu poucas mudanças foi a natação, com o troféu Maria Lenk acontecendo e nomes já conhecidos, como Thiago Pereira, César Cielo, Joana Maranhão e Fabiola Molina, disputando vagas para o mundial que acontecerá em Roma. O vôlei da mesma forma. A Super Liga Feminina foi decidida por Rio de Janeiro e Osasco, com vitória das cariocas e a Masculina ficou entre Florianópolis e Minas, com resultado favorável aos catarinenses.