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Tóquio 2020 - Dia 10: Grandes vitórias que significam o progresso da humanidade

Publicado  segunda-feira, 2 de agosto de 2021


Para aqueles mais pessimistas que só olham as ações ruins feitas pela humanidade e pensam que o mundo está perdido, os Jogos Olímpicos de Tóquio são um banho de renovações de esperanças em todos os continentes. São conquistas de diversos tamanhos, que mostram a constante superação de obstáculos e a escritura de novas e bonitas páginas.

Miltiadis Tentoglou ganhou o primeiro ouro para a Grécia no salto em distância.

Porto Rico ganhou seu primeiro ouro no Atletismo em toda história com Jasmine Camacho-Quinn nos 100m com barreiras.

O francês Jean Quiquampoix foi prata no Tiro Esportivo no Rio-2016 e ouro em Tóquio-2020.


O recorde mundial batido pelo chinês Changhong Zhang no Tiro Esportivo.

A vitória do time feminino de Ciclismo de Estrada por 15 milésimos de segundo de diferença.

A jovem ginasta americana Jade Carey ganhou ouro no solo ao estrear com 16 anos de idade.

Canadá avança para sua primeira final do Futebol feminino com a vitória sobre os Estados Unidos por 1 a 0.

Demorou 49 anos para a Grã-Bretanha voltar a ganhar ouro no CCE do Hipismo por equipes.


Mijaín Lopez Nuñez, cubano, é tetra-campeão olímpico na Luta greco-romana até 130 kg.

A primeira vez que Marrocos ganha os 3000m com obstáculos foi com Soufiane El Bakkali.

A Indonésia não ganhava medalhas no Badminton desde Atenas-2004, ganhou duas hoje.

Nunca uma mulher tinha ganho no Hipismo CCE individual desde quando a prova passou a ser mista até o feito da alemã Julia Krajewski.

Viktor Axelsen quebrou a banca e ganhou ouro no Badminton individual.

Sifan Hassan caiu durante a prova dos 5000m fem., levantou e ganhou o primeiro ouro para Holanda no Atletismo desde Barcelona-92.

A Índia avançou pela primeira vez à semifinal do Hóquei sobre Grama feminino.


Quem estipulou que um país não é capaz de ganhar determinada prova? Quem falou para se contentar com aquilo que já alcançou no passado? Quem determinou que um recorde é inalcançável e insuperável? Quem limitou o esforço ao 100% e que não dá para fazer um pouco a mais? Quem acreditou que as vitórias só vem com a experiência? Quem colocou determinada equipe como imbatível? Quem não pode se reerguer depois de um passado glorioso? Quem disse que uma hegemonia tem tempo certo para cair? Quem decretou que países pobres não podem ser tão bons quanto os ricos? Quem mentiu que mulheres não podem competir no mesmo nível de homens? Quem desacreditou da capacidade de seguir em frente depois de sofrer um tombo?

Estas histórias, além de ser um bom resumo do décimo dia de competições, estão sublinhadas por dois motivos: são conquistas pequenas, médias, grandes ou gigantescas para seus atletas ou países representados e representam diversas quebras de paradigmas. São as mais diversas provas de força de vontade e superação, que trazem alegria, esperança e calor ao coração daqueles que torcem o nariz para grandes feitos da humanidade.

Resumo do dia


Medalhas

  • > Atletismo salto em distância masc. - (GRE > CUB > CUB) // 100m com barreiras fem. - (PUR > EUA > JAM) // lançamento de disco fem. - (EUA > ALE > CUB) // 3000m com obstáculos masc. - (MAR > ETI > QUE) // 5000m fem. - (HOL > QUE > ETI));
  • > Badminton duplas fem. - (INA [Indonésia] > CHN > KOR) // individual masc. - (DIN > CHN > INA);
  • > Ciclismo de Pista sprint por equipes fem. - (CHN > ALE > RUS);
  • > Ginástica Artística argolas masc. - (CHN > CHN > GRE) // solo fem. - (EUA > ITA > JAP) // salto masc. - (KOR > RUS > ARM);
  • Hipismo CCE equipes - (GBR > AUS > FRA) // CCE individual - (ALE > GBR > AUS);
  • Levantamento de Peso até 87 kg fem. - (CHN > EQU > DOM) // acima de 87 kg fem. - (CHN* > GBR > EUA);
  • Luta Olímpica estilo greco-romana até 60 kg masc. - (CUB > JAP > RUS/CHN) // até 130 kg masc. - (CUB > GEO > RUS/TUR) // estilo livre até 76 kg fem. - (ALE > EUA > CHN/TUR) e;
  • Tiro Esportivo pistola tiro rápido 25m masc. - (FRA > CUB > CHN) // carabina 3 pos. 50m masc. - (CHN** > RUS > SER).
*Estabeleceu novo recorde olímpico // **Estabeleceu novo recorde mundial

Brasileiros

>Izabela da Silva participou da final do lançamento de disco do Atletismo. No entanto, terminou na 11ª colocação. Outras duas atletas participaram das eliminatórias dos 200m rasos, mas nenhuma avançou para as semifinais.

>Na Canoagem Sprint, aconteceu a tão esperada estreia de Isaquias Queiroz. Ele competiu no C-2 1000m, junto com Jacky Nascimento. Não ficaram entre os dois primeiros de sua bateria, mas venceram nas quartas-de-final e seguiram para a próxima fase. O mesmo não aconteceu com Vagner Souta, que não foi adiante no K-1 1000m.

>Os três representantes em finais da Ginástica Artística ficaram fora do pódio: Arthur Zanetti, nas argolas; Rebeca Andrade, no solo; e Caio Souza, no salto.

>O time feminino de Handebol perdeu para a França e ficou fora das fases decisivas. Terminou a competição em 11º, apenas à frente do Japão.

>O melhor cavaleiro brasileiro no concurso completo de equitação, do Hipismo, terminou na 32ª posição. A equipe finalizou sua participação em 12º.

>Jaqueline Ferreira somou 215 kg nas duas provas do Levantamento de Peso até 87 kg, deixando-a com a 12ª colocação.

>No Tênis de Mesa, foi a vez do time masculino perder para os sul-coreanos e se despedirem do torneio.

>Com a vitória do time feminino de Vôlei por 3 a 0 sobre o Quênia, a equipe garantiu a primeira colocação do grupo A e enfrentará as russas nas quartas-de-final.

>Caso Alison/Álvaro Filho e Bruno Schmidt/Evandro vencessem seus confrontos no Vôlei de Praia, se cruzariam na próxima fase. A primeira dupla bateu os mexicanos (2 sets a 0), mas enfrentarão a dupla da Letônia, que superou a segunda dupla pelo mesmo resultado.

Entrevista com Ygor Coelho

Publicado  sexta-feira, 9 de junho de 2017

Entrevista publicada originalmente no site Surto Olímpico, em 20/05/17


Por Bruno Vieira, Daniel Barbosa, Juvenal Dias, Marcos Antônio e Regys Silva

Ygor Coelho foi um dos atletas que jogaram em 'casa' na Rio 2016. Carioca nascido e criado na comunidade da Chacrinha, na zona Oeste do Rio de Janeiro, Ygor teve apoio maciço da torcida brasileira e apesar de estar apenas adquirindo experiência, o que se viu e Ygor era um diamante bruto a ser lapidado. Em 2017, Ygor vem brilhando e atingindo grandes feitos, como o título inédito do Pan-americano de badminton e a entrada no top50 do ranking dos melhores do mundo, tudo isso com apenas 20 anos. Nessa entrevista concedida ao Surto Olímpico, Ygor fala sobre sua carreira, Rio 2016, o bom momento em que vive e suas expectativas para o ciclo olímpico até Tóquio 2020. Confira abaixo:

- Você começou muito cedo no esporte na comunidade da Chacrinha. Como foi o início? E acredita que começou numa idade apropriada para se adaptar ao Badminton?
Comecei a jogar Badminton aos 3 anos de idade. Meu pai tinha montado um projeto social chamado Miratus (www.miratus.org) e ensinava o badminton para as crianças da comunidade. Eu também queria jogar, então no inicio ele cortava o cabo das raquetes para elas ficarem do meu tamanho! Aos 6 comecei a treinar de verdade. Aos 9 ganhei minhas primeiras medalhas internacionais. Aos 11 eu era tricampeão Panamericano Jr. O projeto esta lá até hoje e continua atendendo muitas crianças e lhes dando oportunidade não só no esporte mas também na vida.

- Você evoluiu muito rapidamente em pouco tempo de carreira. A que você deve essa evolução no badminton? 
Devo esta evolução principalmente à base que meu pai (que foi meu treinador até os 18 anos) me deu neste esporte. Ele me ensinou primeiro a defender e assim desenvolvi uma variedade de golpes que foi muito importante para minha evolução.

- Que parte do seu jogo você considera sua melhor qualidade e o que acha você tem melhorar? 
Minha melhor qualidade é a defesa. O que tenho que melhorar?  Muita coisa!(risos).

-Seu esporte prima pela velocidade que a peteca viaja. Há um treinamento específico para melhorar seu tempo de reação? Conte-nos como funciona

Tem varias coisas que eu faço para trabalhar isto porque é muito importante durante um jogo. Um dos treinos que faço é o multi petecas onde faço series de 50 ou mais petecas uma atrás da outra. É bem cansativo mas ajuda muito a reagir rápido e bem.

- Como você avalia sua participação para a Rio 2016 e que lições você tirou dela para um possível participação em Tóquio?
Os Jogos Rio 2016 foram uma experiência maravilhosa. Infelizmente não consegui passar da fase de grupos (perdi para o irlandês Scott Evans e o alemão Marc Zwiebler) mas aprendi demais sobre o que é uma Olimpíada e com certeza isto deve me ajudar a chegar mais preparado em Tóquio.   

- Antes da Olimpíada, você era um ilustre desconhecido para muita gente. Como tem sido o assédio depois dos Jogos? Você tem sido reconhecido por onde passa?
(Risos) Até que alguns já me conheciam graças ao projeto do meu pai, que é bastante conhecido, mas é verdade que a visibilidade aumentou. Só que foi mais nos meses que antecederam os Jogos e durante eles. Cheguei a dar mais de 50 entrevistas para mais de 10 países entre Maio e Agosto de 2016. Foi bem legal. Agora, já esta muito mais tranquilo, mas é bacana ver que sou uma referência neste esporte aqui no Brasil.

- E você está sendo destaque em um esporte desconhecido do grande público. Acredita que o seu sucesso poderá impulsionar a prática do badminton no país?
Espero que sim, é um dos meus sonhos. Quero realmente ajudar a divulgar mais o meu esporte no pais e por isto tento comunicar bastante nas redes sociais. Aproveito alias para incentivar as pessoas a curtirem a minha pagina de atleta no Facebook (https://www.facebook.com/atletaygor/) para aumentarmos esta comunidade do badminton e podermos assim impulsionar a prática.
 
- Após os Jogos de 2016, boa parte dos atletas do Brasil vem sofrendo com pouca verba e pouco patrocínio. Como você tem passado por esse problema?
Pois é, a situação não esta simples mas eu posso dizer que tenho muita sorte com relação a este ponto porque sempre tive pessoas acreditando em mim. Hoje tenho 4 apoios muito grandes que me ajudam demais. Sou patrocinado por duas empresas grandes, Artengo e Nissan do Brasil que me apoiam financeiramente e com material/carro. Além disto sou 3° Sargento da Aeronáutica ha quase um ano e a Força Aérea brasileira esta me ajudando muito nesta fase da minha carreira e também recebo o Bolsa atleta do Ministério do Esporte. Mas preciso de tudo isto porque tenho hoje que bancar quase tudo. Outra entidade que esta sendo essencial na minha carreira hoje é a Federação francesa de Badminton que por três vezes nos últimos seis meses, me abriu as portas do seu centro de treinamento para eu treinar com seus atletas.

- Qual a sua expectativa para o campeonato mundial em agosto?
Vai ser mais um momento magico porque sera minha primeira participação a um mundial adulto. Não me coloco pressão porque não tenho nada a perder. Toda rodada passada sera lucro. Mas quero muito ter um bom desempenho lá e vou treinar muito para chegar bem preparado.

- Quais são suas metas para este ciclo olímpico? Você tem metas de terminar em qual posição no ranking neste ano?
Eu quero tentar chegar em Tóquio com um ranking no Top 20 mas tenho que pensar "etapa por etapa". Já estou super feliz hoje porque eu tinha três metas este ano, ser campeão pan-americano, participar do mundial e entrar no Top 50 e só estamos em Maio e eu já conquistei as três (só tenho que me manter no Top 50 até o final do ano. Sou o 47 do mundo hoje). Ou seja, vou poder investir no segundo semestre para treinar muito e já começar a ir buscar o Top 40 que a principio era a minha meta do ano que vem.

- O que significa para você entrar no Top 50 do mundo? E o que significa para o país ter um atleta nesse nível?
Significa muito para mim. Estar entre os 50 melhores jogadores do mundo para um jovem que começou a jogar descalço numa comunidade do Rio de Janeiro é algo grande. Estou super feliz. E para o pais também é bacana, estou abrindo portas e espero que outros seguirão o meu caminho e me ajudarão a desenvolver o esporte no nosso pais.

- Considera o Pan-americano de Badminton como o campeonato mais importante que já conquistou? Como foi sua trajetória nesse torneio?
Sim, este titulo pan-americano é provavelmente o titulo o mais importante que eu já conquistei e ele é inédito pois nenhum brasileiro tinha conseguido este titulo até agora. O torneio em si, não foi o torneio mais difícil que eu disputei mas teve a particularidade de enfrentar cubanos (donos da casa já que o torneio era em Havana) tanto na semifinal quanto na final, o que "apimentou" os confrontos. Na final ganhei de Osleni Guerrero, que foi durante muito tempo o número 1 das Américas e já tinha conquistado duas vezes este torneio.

-Em quem você se inspira dentro da modalidade para continuar crescendo e melhorando?
Eu tenho muita sorte porque um dos jogadores que tenho como grande referencia, é o meu técnico quando treino com a seleção francesa em Paris. Estou falando do Peter Gade, dinamarquês que já foi Número 1 do mundo e hoje é Diretor de Alto Rendimento da seleção francesa. Espero conseguir voltar a treinar com ele em agosto.

Conheça a modalidade - Badminton

Publicado  quarta-feira, 22 de junho de 2016

Nesse segundo episódio da série, a modalidade que trago para conhecer um pouco a respeito é o BADMINTON


É um esporte que tem suas raízes na Índia e tinha o nome de Poona. Em meados do século XIX, mudou-se o nome quando uma nova versão do esporte foi jogada na propriedade de Badminton, pertencente ao Duque de Beaufort's, em Gloucestershire, um condado localizado na região sudoeste da Inglaterra, onde hoje situa a Federação Internacional de Badminton (IBF).
Apesar de ser antigo, passou ser considerado modalidade olímpica oficialmente apenas em Barcelona/1992, já que Munique/1972 e Seul/1988 foi disputado como demonstração.
Quem domina esse esporte são os asiáticos, mais especificamente a China é a grande potência, tanto que por não ter vaga para tantos talentos, "exporta" gente que se naturaliza por outras nações para competir. Por ser tão popular em lugares como Cingapura, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, Malásia, Paquistão, Japão e Tailândia, tem o status de segundo esporte mais praticado no mundo.
As principais características são de um esporte de muita agilidade, flexibilidade e reflexos rápidos.
Os sistemas de disputas são em simples (masculino e feminino) e duplas (masculino, feminino e mista). Então, estarão em jogo 15 medalhas olímpicas.
Tem semelhanças com o tênis, do saque ter que atravessar a quadra na diagonal, de usar raquete, do objeto batido passar por cima da rede, de jogar simples ou duplas e dos nomes dos golpes. Mas tem suas peculiaridades. Para explicá-las vou utilizar uma adaptação de infografia (ao lado) que fiz para o Lance! para explicar a modalidade no Pan de Guadalajara.

Curiosidades
Há dois tipos de saque: o curto e o longo, por conta deste segundo que existe uma segunda linha de base, 76 cm atrás da primeira;
Quando chega a 11 pontos para um lado, há uma parada de um minuto para descanso;
Podendo chegar a 400 km/h de velocidade, a peteca pode ser mais rápida que um carro de Fórmula 1.

Destaques
O chinês Lin Dan é o grande nome do esporte na atualidade. Pode se tornar o primeiro atleta tricampeão olímpico da modalidade, já vem de conquistas em Pequim/2008 e Londres/2012, no simples masculino.
A espanhola Carolina Marin é a líder do ranking mundial e pode conquistar a primeira medalha para seu país.
A dupla masculina coreana formada pelos atletas Yong Dae Lee e Yeon Seong Yoo vêm dominando o circuito na sua categoria, dificilmente ficarão fora do pódio.

Brasileiros
Por mais otimistas que possamos ser, o Brasil será apenas figurativo nesta modalidade, mas terá uma importante experiência para os atletas Ygor Coelho (atual número 61 do mundo) e Lohaynny Vicente (atual 71 do mundo).

Quadro de medalhas da modalidade
A China domina amplamente, com 38 medalhas no total, sendo 16 ouros, 8 pratas e 14 bronzes.
Coreia do Sul está em segundo com 18 medalhas, 6 ouros, 7 pratas e 5 bronzes.
A Indonésia também tem 18 medalha e 6 ouros, mas fica em terceiro por ter 6 pratas e 6 bronzes.

Onde e quando ocorre
As competições serão realizadas no Riocentro - Pavilhão 4.
As primeiras fases começam dia 11 e os jogos vão até a última final, dia 20 de agosto.

Amanhã a série continua com o Basquete.

Grandes feitos e grandes decepções

Publicado  segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Nestes últimos dias, temos visto algumas das competições olímpicas acabarem, outras apenas no começo e outras tantas que duram quase a edição inteira. Com elas, temos acompanhados a grande evolução no esporte e homens e mulheres virarem sobre-humanos, batendo records e alcançando feitos inimagináveis.

É o caso da natação, encerrada no último domingo, com o maior nome dos Jogos Olímpicos tendo conseguido seu objetivo e se tornando o grande nadador de todos os tempos, Michael Phelps. Ele conquistou oito medalhas de ouro com sete records mundiais batidos e se tornou o único atleta a conseguir tal feito em uma mesma Olimpíada. Mas não foi apenas ele merecedor de destaque no Cubo d'Água. Foram quebrados 24 records mundiais em 32 possíveis. Dara Torres, americana, deu um grande exemplo de longevidade e aos 41 anos, não só competiu como também obteve três medalhas. Eamon Sullivan foi a decepção do time australiano, terminando em segundo no quadro de medalhas com 6 ouros, 6 pratas e 8 bronzes. Eamon era considerado o nadador mais rápido, mas não venceu nenhuma de suas provas, os 50m e os 100m. Da parte feminina, Katie Hoff vinha como Michael Phelps, disputando 6 provas, mas não levou nenhuma. O Brasil terminou sua participação melhor do que nas últimas edições, apesar de ter conquistado apenas 2 medalhas com César Cielo.

Outros esportes também tiveram os encerramentos de suas competições neste fim de semana, como foi o caso do badminton, ou mais conhecido como peteca no Brasil, que não contou com presença de brasileiros e amplamente dominado por asiáticos, principalmente a China que venceu três categorias. Assim como o badminton, a esgrima teve suas atividades encerradas. O Brasil participou em dois dias, mais nada além disso. A França foi o país que mais ganhou, 3 ouros e 2 pratas, seguida da Ítalia com 2 ouros e 2 bronzes. O remo também teve atletas brasileiros competindo, mas o Reino Unido que teve mais sucesso, conseguindo 2 medalhas de cada tipo, seguido pela Austrália. O tiro teve seu término neste domingo e, apesar de dois casos de doping entre norte-coreanos, foi uma competição emocionante. A China comandou o quadro de medalhas, com 5 ouros, 2 pratas e 1 bronze, seguido de longe pelos EUA, que conseguiram 2 ouros apenas, assim como Rep. Tcheca e Ucrânia, mas ficou à frente pelas pratas e bronzes.

O tênis também teve seu desfecho nos últimos dias, com a consagração de Rafael Nadal como novo número um do mundo. Nadal dominou o torneio todo e venceu na final o chileno Fernando González por 3 sets a 0, com parciais de 6-3, 7-6(7-2), 6-3. Roger Federer, ex-número um, também conquistou sua medalha de ouro, em duplas com Wawrinka, como consolo, contra os suecos Aspelin e Johansson. Mas fica a impressão que seu reinado de 4 anos e meio no topo do ranking chegou ao fim e um novo rei surge como tenista mais completo e apto para bater todos os records que o próprio suíço superou, seu nome é Rafael Nadal. No feminino, as irmãs Williams, confirmaram o favoritismo e vencerem nas duplas. Mas no individual, o domínio foi das russas, com as três medalhas conquistadas por tenistas do país, Vera Znovareva, bronze, Dinara Safina, prata e Elena Dementieva com o ouro.


Por outro lado, outros esportes tiveram início, como foi o caso do atletismo, que já teve records mundiais quebrados e atletas, tidos como medalhistas certos, impossibilitados de competir. O homem mais rápido do mundo é Usain Bolt, que bateu o record dele mesmo na prova dos 100m rasos, com o tempo de 9s69. O outro jamaicano, Asafa Powell, decepcionou e ficou apenas na quinta colocação. Na maratona feminina, a romena Constantina Tomescu foi a vencedora com o tempo de 2h26min44s. Nos 100m rasos, a Jamaica dominou a prova com os três primeiros lugares e a grande esperança americana Lauren Williams, em quarta. Na prova do salto com vara, aconteceu o maior deslize da organização dos Jogos e, pouco tempo depois, um dos records mais impressionantes e esperados foi superado. A brasileira Fabiana Murer foi prejudicada na competição após saltar 4,45m. Sua vara de saltos intermediários simplesmente sumiu e a organização não conseguiu uma resposta para a situação. Resultado: Murer se irritou, perdeu o foco da competição e não conseguiu passar a meta seguinte de 4,65m. É uma pena, pois a brasileira era considerada medalhista de prata. Fabiana saiu extremamente desapontada, tentando segurar a emoção e tão triste, que chegou a declarar: "Nunca mais volto para China!". Em compensação, a russa, atual campeã olímpica e detentora dos últimos 23 records mundiais, Yelena Isinbayeva venceu a prova e fez questão de dar espetáculo ao público presente no Ninho do Pássaro. Com 4,85m, ela tinha garantido a medalha de ouro, mas quis bater os records olímpico e mundial. Primeiro saltou 4,95m para garantira nova marca em Olímpiadas e depois foi para a marca histórica de 5,05m. Antes, o record era um centímetro mais baixo. Na última tentativa deu seu melhor salto e superou a marca, consagrando-se pela 24ª vez e tornando-se bicampeã olímpica.


Na ginástica artística, o Brasil não conseguiu medalha nenhuma. A grande decepção foi Diego Hipólito, que tinha se classificado com a melhor nota para a final do solo. Mas, por obra do destino, escorregou na última e mais fácil passagem de sua apresentação. Acabou em sexto e saiu desapontado consigo mesmo, pois sabia de suas possibilidades. Jade Barbosa também não foi bem em seus saltos sobre a mesa e terminou em sétimo. Daiane dos Santos, que tinha ressurgido após o trauma de Athenas 2004, voltou a outra final no solo. Apresentando-se com a música Brasileirinho, ela foi bem, mas saiu fora do tablado duas vezes e acabou em sexto. Nesta prova também, a favorita americana Shanw Johnson foi superada pela romena Sandra Izbasa.
Duas esperanças chineses, que falharam foi a ginasta Fei Cheng que caiu no solo e o corredor Liu Xiang, herói olímpico chinês, que não conseguiu se classificar para as semifinais por motivos de forte contusão na perna direita e por enorme pressão de um país de mais de 1,3 bilhões de pessoas e seu comandante que chegou a declarar: "Se ele não ganhar o ouro nos 110m com barreiras, tudo o que ele fez até agora não servirá de nada."
Essa edição dos Jogos tem sido, ao mesmo tempo surpreendente com superações e com grandes vacilos punidos com a falta de medalhas a quem vinha como franco-favorito.