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Conheça a modalidade - Ciclismo Mountain Bike

Publicado  quinta-feira, 30 de junho de 2016


A modalidade de hoje é o CICLISMO MOUNTAIN BIKE, a última das praticadas apenas com bicicletas.


Essa é a modalidade que, talvez, seja mais familiar para o público em geral, já que o tipo de bicicleta utilizada é semelhante àquelas que são vendidas comercialmente. Possuem pneus mais largos para uma maior estabilidade e amortecedores frontal e traseiro.
Surgiu na década de 1970, praticamente junto com o BMX, no estado americano da Califórnia, em que ciclistas buscavam novos desafios, diferentes de pedalar no asfalto, e decidiram buscar trilhas e terrenos acidentados.
Apesar de não ter a preocupação aerodinâmica das outras categorias, as bicicletas têm peso de 8 a 9 kg, mesmo sendo feito de materiais resistentes ao impacto.
O estilo praticado nas Olimpíadas é o cross-country, inserido em Atlanta/1996 com disputa nos dois gêneros e permanece até hoje.
Serão 50 homens e 30 mulheres competindo pelas 6 medalhas disponíveis.
A prova será disputada em um circuito de 5 km com seis voltas no feminino e sete no masculino.
Resistência nas pernas para subir e descer e força nos ombros para suportar o impacto são características primordiais para um bom desempenho.

Curiosidades
O circuito da competição não pode ter mais que 15% do terreno plano;
Dois atletas já foram bicampeões da modalidade, a italiana Paola Pezzo, em Atlanta/1996 e Sydney/2000, e o francês Julien Absalon, em Atenas/2004 e Pequim/2008.

Destaques
Julien Absalon é o atual segundo colocado no ranking mundial, pode conquistar o inédito tricampeonato olímpico, é um dos favoritos.
 A alemã Sabine Spitz, que já foi campeã em Pequim/2008 e vice em Londres/2012 está bem ranqueada e tem chances de conquistar uma nova medalha.

Brasileiros
A goiana Raiza Goulão é quem melhor pode representar o Brasil, está em 15ª no ranking, o que a credencia a tentar um bom resultado, neste final de semana irá disputar o mundial da categoria na República Tcheca e poderá ter um parâmetro dos adversários. Além dela, o país terá mais dois representantes no masculino, Henrique Avancini e Rubens Donizete.

Quadro de medalhas da modalidade
A França é a nação das bicicletas, lidera mais esse quadro com 5 medalhas, 3 ouros, 1 prata e 1 bronze.
A Itália é segunda, com 2 medalhas, as duas de ouro.
Empatados em terceiro, Alemanha e Holanda, com 1 ouro e 1 bronze cada.

Onde e quando ocorre
A pista será no Centro de Moutain Bike, no Parque Radical do Rio.
Dia 20 de agosto será a prova feminina e dia 21, último dia de competições, a masculina.

Amanhã a série continua com a Esgrima. En garde!

Conheça a modalidade - Ciclismo de Pista

Publicado  quarta-feira, 29 de junho de 2016

A modalidade que trago hoje é o CICLISMO DE PISTA, a terceira praticada com bicicleta, a mais rápida de todas.

É uma modalidade incrível, que exige o máximo de esforço físico, num curto espaço de tempo, com muitas disputas emocionantes, decididas nos milésimos de segundos.
As competições têm origem próxima das corridas de estrada, por volta de 1870, na Inglaterra e eram realizados em pistas cobertas, chamadas Velódromos, em formatos ovais, com duas curvas em arco e duas retas. 
Faz parte do programa olímpico desde a primeira edição em Atenas/1896. Só não esteve presente em Estocolmo/1912. Para as mulheres, demorou quase um século para que pudessem competir, apenas em Seul/1988.
Novamente é um esporte em que a tecnologia se faz presente, com bicicletas arrojadas e projetadas para perfurar a resistência do ar com maior eficiência e menor arrasto aerodinâmico. São equipamentos ultraleves, feitos de titânio e fibra de carbono. Além disso, a característica mais relevante é que são bicicletas de marcha única e sem freio. Por atingirem altas velocidades, a utilização de freios representaria um perigo de acidentes e colocaria em risco a integridade física dos competidores, além de atrapalhar a aerodinâmica.
Outro equipamento diferente é o capacete que, na maioria das vezes, é projetado em formato de gota para ganhar milésimos, minimizando os efeitos do atrito com o ar.
A explosão muscular das pernas é fundamental para pedalar o mais rápido possível.
São cinco categorias de provas iguais para os dois gêneros, proporcionando 30 medalhas em disputa.

Categorias

  • Sprint ou velocidade: Dois ciclistas por vez dão três voltas na pista, mas somente a última é cronometrada. Quem cruzar a linha de chegada primeiro vence.
  • Velocidade por equipes: As equipes, compostas de três homens ou duas mulheres, largam em lados opostos da pista. Cada ciclista da equipe deve completar uma volta a frente dos demais. O menor tempo é o vencedor.
  • Keirin: É uma prova que os ciclistas têm que percorrer 2 km. Na primeira parte da prova, eles seguem, alinhados, uma moto que determina a velocidade inicial e vai aumentando gradativamente. Faltando de 600 a 700 metros, a moto sai da pista e os atletas arrancam até a linha de chegada. Quem cruzar a linha primeiro vence.
  • Perseguição por equipes: As equipes, compostas de quatro ciclistas, devem percorrer 4 km. Na primeira fase são classificados os melhores tempos. Depois, duas equipes largam de lados opostos. Se uma das equipes alcançar a outra pelas costas ou quem delas fizer o menor tempo, vence.
  • Omnium: É divida em seis provas: volta lançada, corrida de pontos (30 km para homens e 20 para mulheres), corrida de eliminação, perseguição individual, stratch race (que todos correm juntos) e contrarrelógio.


Curiosidades
Para reduzir a velocidade da bicicleta até que possa ser parada por um auxiliar técnico, há um mecanismo interno que "freia" conforme diminui-se gradualmente a pressão no pedais, porém sem parar de pedalar de maneira brusca;
Tanto na largada, quanto para parar, o ciclista necessita do auxílio de uma pessoa, geralmente alguém de sua equipe técnica, devido à inclinação da pista somado ao fato que as sapatilhas ficam fixas aos pedais;
A pista tem inclinações variadas no decorrer do seu percurso, nas retas é uma inclinação permanente de 13º, já nas curvas varia entre 34º e 38º nas entradas e saídas e no meio delas, entre 38º e 46º.

Destaques
Lasse Hansen é um dinamarquês, atual campeão do Omnium, que lidera o ranking mundial da prova e deve tentar o bicampeonato.
O time britânico feminino de perseguição por equipes vive a mesma situação de Lasse, é atual campeão e favorito, já que lidera o ranking.

Brasileiro
Depois de 24 anos de ausência em Jogos Olímpicos, teremos um representante, o cearense Gideoni Monteiro, na prova do Omnium. Se temos dificuldade para entregar o local de competição a tempo, que dirá ter chances de medalhas.

Quadro de medalhas da modalidade
A França é historicamente líder com 64 medalhas, sendo 28 ouros, 21 pratas e 15 bronzes.
A Grã-Bretanha vem investindo fortemente das últimas edições para cá e passou a ocupar o segundo lugar com 60 medalhas. 24 ouros, 18 pratas e 18 bronzes.
Quem teve um passado forte é a Itália, ocupa ainda a terceira colocação com 36 medalhas, menos que a Austrália que tem 44, mas com mais ouros, 21 a 12. Ainda tem 9 pratas e 6 bronzes.

Onde e quando ocorre
Praticamente agora foi entregue o Velódromo Olímpico, no Parque Olímpico da Barra. No único evento teste, havia muita poeira na pista.
Serão seis dias de competição, do dia 11 a 16 de agosto.

Amanhã, a última das modalidades de ciclismo, o Mountain Bike.

Conheça a modalidade - Ciclismo de Estrada

Publicado  terça-feira, 28 de junho de 2016

Hoje trago uma das minhas modalidades favoritas, o CICLISMO DE ESTRADA.

Esse gosto por esse esporte veio do meu pai, que já chegou a competir em provas mais curtas, quando eu era criança. Depois, ele passou a assistir as grandes voltas e eu peguei gosto também de ver ciclistas num esforço hercúleo de subir montanhas fora de categoria ou sprintando na reta final, depois de muitos quilômetros percorridos. É um esporte que mostra muitas paisagens por onde passa.


É a forma mais tradicional de esportes com bicicleta. A primeira prova oficial ocorreu em 31 de maio de 1868, em Paris e teve o britânico James Moore como vencedor.
O ciclismo, assim como o atletismo, é um dos cinco esportes que estão presentes nos Jogos Olímpicos desde a primeira edição, graças a essa modalidade que estreou em Atenas/1896 com o mesmo percurso da histórica maratona, mas o dobro da distância, já que percorreu o caminho entre Atenas e Marathónas ida e volta.
No entanto, esta modalidade não teve prosseguimento nas três edições seguintes de Olimpíada, regressando em Estocolmo/1912. Assim sendo, somente outras modalidades de ciclismo se fizeram presente nesse período. Desde seu retorno, não saiu mais do programa olímpico.
Novamente as mulheres demoraram para competir, só a partir de Los Angeles/1984 que elas tiveram participação.
Essa é uma modalidade em que a tecnologia está bem presente e é aliada da força humana, pois os quadros das bicicletas são feitos de carbono e o restante com materiais leves, fazendo com que não pese nem 7 kg. Além disso, são projetadas para terem a maior aerodinâmica possível, já que um dos "adversários" é a resistência do ar. Assim como as bicicletas, todo restante do equipamento, capacete, luvas e sapatilhas, também tem essa preocupação de minimizar o arrasto aerodinâmico.
Força nas pernas e reposição de nutrientes é fundamental para aguentar 5 horas pedalando sem parar e ainda chegar com rapidez ao final.
Serão dois eventos, distribuindo doze medalhas: o contrarrelógio e a prova de estrada.

Contrarrelógio: Os participantes largam individualmente, em intervalos regulares, e têm que fazer o menor tempo possível. Caso um atleta alcance outro, não é permitido que um fique no vácuo do outro. Nesse tipo de corrida, os atletas chegam a atingir até 70 km/h, já que são distâncias curtas, 46 km, no masculino, e 32, no feminino e o trajeto tem características mais planas. A prova conta com 40 homens e 25 mulheres.

Prova de estrada: Todos os participantes largam juntos, quem chega primeiro, leva. Geralmente, há trabalho de equipe, revezando quem fica de frente para o vento, para economizar energia para o sprint final. É comum a presença de fugas do pelotão, com tentativas de desgastar os favoritos durante os longos percursos, 250 km, no masculino, e 140, no feminino. O relevo é irregular, com objetivo de aumentar a dificuldade e o ritmo do pelotão. Serão 144 homens e 67 mulheres competindo.

Curiosidades
No decorrer do trajeto, pode ter trecho em circuito, que tenha no mínimo 3 km de extensão. De 3 a 5 km, pode-se dar no máximo 3 voltas. De 5 a 8, o limite aumenta para até 5 voltas. E de 8 a 10, são permitidas um máximo de 8 voltas;
Na prova contrarrelógio, a parte de circuito terá duas voltas para os homens e um para as mulheres. Já na prova de estrada, tem um circuito que terá quatro voltas para os homens e duas para as mulheres e outro que terá duas voltas para os homens;
A holandesa Leontien van Moorsel é a maior vencedora da modalidade, tendo conquistado três ouros em Sydney/2000 e Atenas/2004, em dois contrarrelógios e um de estrada. Nessas mesmas edições, ainda levou mais medalhas no ciclismo de pista.

Destaques
Difícil pensar em ciclistas para destacar, já que as provas ocorrem entre duas das principais voltas, o Tour de France e a Vuelta a España.
Pensando pelo ranking, se vierem os principais ciclistas, Fabian Cancellara (foto) é o favorito para o contrarrelógio.
Nessa linha também, Mark Cavendish, Peter Sagan, André Greipel e Christopher Froome devem brigar roda a roda pelo ouro.
A sueca Emma Johansson é a líder do ranking mundial e olímpico, pode ser considerada uma das favoritas.

Brasileiros
Infelizmente, Kleber Ramos e Clemilda Fernandes não terão chances de medalhas.

Quadro de medalhas da modalidade
A Itália lidera com 18 medalhas no total, sendo 9 de ouro, 7 pratas e 2 bronzes.
A França tem as mesmas 18 medalhas, mas 8 ouros, 4 pratas e 6 bronzes.
Fecha o pódio, a Holanda com 11 medalhas no total, menos que Estados Unidos, Suécia, Bélgica e Grã-Bretanha, mas com muito mais ouros, 8 e mais 2 pratas e 1 bronze.

Onde e quando ocorre
A largada e chegada do contrarrelógio será na Praia do Pontal, na zona Oeste da cidade e as provas masculina e feminina ocorrem no mesmo dia 10 de agosto.
A prova de estrada tem largada e chegada no Forte de Copacabana, mas percorre as praias de Ipanema, Leblon, São Conrado, Barra da Tijuca, Recreio e Grumari, dia 06 é a prova masculina e dia 07, a feminina.

Amanhã será a vez do Ciclismo de Pista.

Conheça a modalidade - Ciclismo BMX

Publicado  segunda-feira, 27 de junho de 2016

O esporte de hoje é o CICLISMO BMX, a primeira modalidade de ciclismo que trago.

É a modalidade mais nova do ciclismo.
Surgiu na década de 1960 como uma brincadeira, na qual crianças da Califórnia imitavam seus ídolos do motocross com suas bicicletas em pistas de terra. Daí o nome Bicycle Moto Cross, ou BMX (Cross em inglês é cruz, frequentemente respresentado pela letra X).
As provas são disputadas em baterias com oito atletas cada. Os quatro primeiros avançam de fase, até a bateria final.
Trajeto da pista feita para os Jogos do Rio
A largada ocorre em uma plataforma de quase dez metros de altura. A pista é constituída por curvas fechadas e apertadas, obstáculos de saltos e um final plano. O trajeto terá 470 metros no masculino e 430 no feminino.
Serão 32 ciclistas homens e 16 mulheres competindo pelas seis medalhas oferecidas, três para cada gênero.
É preciso destreza e agilidade nas pernas para descer o mais rápido possível sem esbarrar nos concorrentes e cair.
Estreou como esporte olímpico em Pequim/2008.

Curiosidades
As bicicletas usadas pelos competidores possuem rodas com aro 20", uma marcha e um freio;
Até hoje, foram distribuídas apenas 12 medalhas, mas sete países diferentes já subiram ao pódio;
Em Londres/2012, Mariana Pajón venceu e levou para a Colômbia o segundo ouro da história do país.

Destaques
Maris Strombergs, da Letônia, foi o vencedor tanto em Pequim/2008 como em Londres/2012, se tornando o primeiro bicampeão da modalidade. Ele vem para o Rio para tentar o tricampeonato.
A colombiana Mariana Pajón é a atual segunda no ranking, tentará vencer pela segunda vez em Olimpíadas, mas terá uma dura batalha contra a líder, a australiana Caroline Buchanan.

Brasileiros
Renato Rezende e Priscilla Carnaval serão os representantes brasileiros. Como há um fator sorte presente nessa modalidade, se eles tiverem bastante podem chegar à final competindo por medalhas, mas as chances reais não são das mais otimistas.

Quadro de medalhas da modalidade
A Letônia lidera com 2 medalhas, ambas de ouro.
A França é segunda, também com 2 medalhas, mas um ouro e uma prata.
E a Colômbia é terceira, novamente com 2 medalhas, um ouro e um bronze.

Onde e quando ocorre
O Centro Olímpico de BMX, que está no Parque Radical de Deodoro, é o local onde foi criado a pista para as competições. No evento teste, já realizado, a pista foi considerada perigosa e melhorias foram feitas para reparar e deixar mais competitiva
As disputas ocorrerão em apenas três dias, 17, 18 e 19 de agosto.

Amanhã será a vez do Ciclismo de Estrada, uma das minhas competições favoritas.

Inglês é bicampeão do Tour de France

Publicado  segunda-feira, 27 de julho de 2015

Christopher Froome se consagrou ao vencer pela segunda vez a volta mais difícil do ciclismo de estrada. Ele repetiu o feito de 2013 e ganhou o Tour de France com uma vantagem de 1min12s sobre o colombiano Nairo Quintana, depois de percorrer mais de 3300 km em 21 etapas, chegando em Paris ao lado de seus companheiros de time Sky e vestindo a camisa amarela de líder geral, herdada ainda na primeira semana, depois do abandono de Tony Martin.
Essa foi uma das voltas mais difíceis dos últimos tempos, com tombos incríveis desde as primeiras etapas, fugas de tirar o fôlego, ganhando do  pelotão. Começou na Holanda, passou pela Bélgica e por lugares belos da França, em cidades como Le Havre, Pau, e Gap, com muitos estágios com montanhas conhecidas e consagradas como o Col du Tourmalet e o Alpe D'Huez. Teve polêmica envolvendo o queniano-britânico Froome, quando venceu a décima etapa de forma avassaladora, e um suposto uso de doping, depois de um vídeo divulgado sobre sua potência gerada ao subir o Mont Ventoux em 2013, sendo muito díspar do restante dos ciclistas.
De qualquer forma, Chris superou todas essas adversidades e ciclistas com forte nome no circuito internacional como Alejandro Valverde, Vicenzo Niballi e Alberto Contador. Além de ser o melhor ciclista geral e vestir a tradicional camisa amarela, o atleta da Sky ainda faturou o prêmio de maior escalador, que é medido por pontos em montanhas, não por tempo, com a camisa branca com bolinhas vermelhas. O eslovaco Peter Sagan terminou com a camisa verde, ou seja, foi o que mais pontuou nas metas para sprinters, o maior velocista nas arrancadas planas. Ele e outros sprinters não tiveram muitas chances nesta edição. Por fim, entre os principais premiados, Quintana levou a camisa branca, que é o melhor ciclista entre aqueles que têm até 23 anos.
Nesta 21ª etapa, com chegada na famosa Champs-Élysées, o alemão André Greipel arrancou nos metros finais e mostrou grande forma ao cruzar a linha de chegada com uma roda de vantagem sobre o francês Bryan Coquard.
Se os velocistas não tiveram vez, até pela característica da prova de ser de resistência, terão a Vuelta a España para mostrar mais trabalho, mas terão grandes chances no Rio-2016, já que a prova é realizada em apenas um dia e em circuito, ou seja, pura explosão. Então, Sagan, Greipel, Cavendish são nomes a ficar de olho e estarão entre os favoritos à medalha de ouro.

Resumo do dia - 28/07/12

Publicado  domingo, 29 de julho de 2012

Ontem foi um dia em que já tiveram diversas competições e o Brasil figurou entre os principais destaques do dia.

  • A primeira medalha saiu no tiro esportivo, por volta de 8h da manhã, com a chinesa Siling Yi. Ela fez 502.9 pontos na categoria Rifle de ar 10m feminino. Superou a polonesa Sylwia Bogacka, que fez 502.2 pontos, e a compatriota Dan Yu, que fez 501.5.

  • Depois foi a vez dos homens na Pistola de ar 10m. O ouro foi para o sul coreano Jongoh Jin, a prata ficou com o italiano Luca Tesconi e o bronze com o sérvio Andrija Zlatic.

  • No ciclismo de estrada masculino, os atletas percorreram 250 km, uma distância considerada grande para uma etapa de Tour de France por exemplo, competição que boa parte deles participaram há poucos dias atrás. O vencedor foi Alexandr Vinokurov, do Cazaquistão. Ele compete pela equipe Astana no circuito mundial, mas não conseguiu se destacar no Tour desse ano. Fez o tempo de 5h45min57, mesmo tempo que o segundo colocado, o colombiano Rigoberto Uran, mas como chegou uma bicicleta a frente levou o ouro. Completou o pódio o norueguês Alexander Kristoff. Nomes famosos como Luis Leon Sanches, Roman Kreuziguer, Alejandro Valverde, Sylvain Chavanel, Robert Gesink, Andre Greipel, Tom Boonen ficaram mais para atrás, mas a grande decepção, talvez, tenha sido Mark Cavendish, que competia em casa e era tido como grande favorito, mas terminou na 29ª colocação com o tempo de 5h46min37. O brasileiro Murilo Fischer terminou três posições atrás com o mesmo tempo. Os outros dois brasileiros não completaram a prova.

  • O judô teve seu primeiro dia com as categorias ligeiro masculino (-60kg) e feminino (-48kg) sendo definidas.

  • No levantamento de peso feminino até 48 kg, domínio asiático. Ouro para a chinesa Mingjuan Wang, que levantou o total de 205 kg, somando arranque e arremesso. Prata para o Japão e bronze para a Coreia do Norte.

  • No tiro com arco, a Itália superou os Estados Unidos na final, por um ponto, no masculino por equipes. 219 a 218. O bronze ficou com a Coreia do Sul que passou pelo México na disputa de terceiro.

  • A esgrima foi dominada pelas italianas. No florete individual as três italianas que competiam ficaram no pódio. Será que são favoritas quando for por equipes?

  • Na natação já tiveram algumas finais, 400m medley masculino, 400m estilo livre masculino vencida pelo chinês Yang Sun, 400m medley feminino, que a chinesa Shiwen Ye venceu e o revezamento 4x100m livre para mulheres, que foi o grande destaque de hoje com as australianas vencendo e batendo o recorde olímpico com o tempo de 3min33s15. A prata ficou com a Holanda e os Estados Unidos com o bronze.

  • Também teve a participação dos brasileiros. Além das três medalhas, teve vôlei de praia masculino com Ricardo e Pedro Cunha, que venceram os noruegueses por 2 sets 0, mesmo placar do feminino com Juliana e Larissa, sobre a fraca dupla das Ilhas Maurício. 

  • O vôlei de quadra feminino passou um sufoco mas conseguiu passar pela Turquia, por 3 sets a 2, resultado preocupante.

  • As meninas do futebol conquistaram sua segunda vitória ao passar pela Nova Zelândia por 1 a 0 e já se classificaram para a próxima fase do torneio. 

  • No tênis masculino de duplas, Marcelo Melo e Bruno Soares venceram os americanos Roddick e Isner, dupla forte. Artur Zanetti se classificou nas argolas e Sergio Sasaki no individual geral para as finais da ginástica artística. 

  • Kyssia da Costa se classificou para as quartas de final no remo Single Scull.

  • No boxe, Robenilson de Jesus avançou no peso mosca e Esquiva Falcão herdou a classificação nos médios.

  • Por outro lado, o Brasil não teve só glórias. Perdeu na outra chave de tênis com Bellucci e Andre Sá, contra os irmão Bryan. Diego Hipolyto decepcionou-se mais uma vez, ao cair de barriga no solo e ficou em 58º, sem nota para a final. Felipe França também não esteve bem, ele que era considerado uma esperança de medalha nos 100m peito, mas não passou das semifinais, assim com Felipe Lima. No CCE, de hipismo, Jorge Carvalho ficou em 30º e Sergei Fofanoff terminou o dia em 41º. No remo Single Scull masculino, Anderson Nocetti vai disputar repescagem. Pelo tênis de mesa, Gustavo Tsuboi, Hugo Hoyama, Ligia Silva e Caroline Kumahara perderam na primeira fase e só voltam a competir por equipes. Para completar, o basquete feminino estreou, assim como há quatro anos, com derrota. 73 a 58 para as francesas.

Ces't parti le Tour de France

Publicado  terça-feira, 6 de julho de 2010

Este sábado teve início a competição mais importante e mais tradicional do ciclismo de estrada do mundo. A volta da França, ou Tour de France, é disputada anualmente e o terceiro evento mais assistido, cerca de dois bilhões de pessoas, só perdendo para a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Como o próprio nome diz, os ciclistas tem que percorrer, em 21 dias, um percurso que atravessa o país. Neste ano, porém, a caravana passará por países diferentes: tendo começado no porto de Rotterdam (Holanda), em uma prova contra o relógio, seguiu para Bruxelas (Bélgica), continuou por este país até a cidade de Spa, e hoje, finalmente adentrou a fronteira francesa. Ainda passarão pelos Alpes e pelos Pirineus na parte sul, antes de pegarem o trem até a chegada em Paris. Serão 19 etapas e dois dias de descanso, intercalados.
A prova conta com nomes importantes como o vencedor do ano passado e bicampeão Alberto Contador, o americano Lance Armstrong, que anunciou que este seria seu último Tour, os irmãos Andy e Frank Schleck, o australiano Cadel Evans, Fabian Cancellara, Sylvain Chavanel, Thor Hushovd, Carlos Sastre, Bradley Wiggs, entre tantos outros. Foram 197 ciclistas que partiram do porto holandês. Hoje, chegaram oito a menos.
A disputa é dividida por camisas:
  • Amarela: é o vencedor do Tour, permanece com ela quem faz o menor tempo acumulado;
  • Verde: o mais veloz, vence quem faz mais pontos nas metas-volante de sprinter;
  • Branca com bolas vermelhas: melhor escalador, quem faz mais pontos nas metas de montanha;
  • Branca: jovem melhor colocado, ciclistas de até 23 anos com menor tempo acumulado;
  • Número vermelho: mais combativo na etapa anterior.
Resumindo o que aconteceu até agora: no sábado, o prólogo de 8.9km o suíço Fabian Cancellara venceu com uma diferença de 10 segundos para Tony Martin, Lance foi quarto e Contador, o sexto.
A primeira etapa foi plana entre Rotterdam e Bruxelas, houve algumas quedas, uma no começo por conta de um cachorro que invadiu a pista e envolveu o italiano Ivan Basso, que retorna ao Tour depois de quatro anos. As outras foram nos últimos quilômetros, mesmo assim todos chegaram com o mesmo tempo para efeito de classificação, mas Alessandro Petacchi foi quem venceu.
Ontem, teve a primeira etapa de média-montanha, com chuva pelo caminho. Com três metas de categoria 4, que são as mais fáceis, e outras três de categoria 3, um pouco mais inclinadas. Chavanel, que estava em fulga solitária, venceu com a diferença de 3min56s para o pelotão principal, que, em protesto das quedas de vários ciclistas durante a prova, deciciu não atacar no final.
Com isso, o francês assumiu a liderança com Cancellara em segundo e Tony Martin em terceiro. Jérôme Pineau é o primeiro a usar a camisa branca com bolas vermelhas. Chavanel também é líder entre os velocistas, mas quem usou a camisa verde foi Petacchi e o alemão Tony Martin vestiu novamente a camisa branca.

Brasil, derrotas e glórias

Publicado  domingo, 10 de agosto de 2008

Nesse segundo dia de competição, o Brasil foi bem em alguns esportes coletivos e bem mal nos esportes individuais. Em compensação, o americano Michael Phelps já ganhou seu primeiro ouro com quebra de record mundial e olímpico.
As seleções feminina e masculina venceram seus segundos jogos. As meninas ganharam de 2 a 1 da Coréia do Norte, com gols de Daniela Alves e Marta. Com esse resultado, as brasileiras ficam a um empate com a Nigéria para classificar. Os homens desencantaram e fizeram 5 a 0 na Nova Zelândia, com gols de Anderson, Alexandre Pato, duas vezes Ronaldinho Gaúcho e Rafael Sóbis. Fizeram belas jogadas com uma apresentação imponente, mesmo sendo contra um adversário infinitamente inferior, garantindo assim, antecipadamente, sua vaga na próxima fase e ficando a um empate contra a anfitriã de ser primeiro do grupo.
No vôlei de praia, a principal dupla feminina, Ana Paula e Larissa, venceram as, também brasileiras, Cris e Andrezza, representantes da Geórgia, de virada por 2 sets a 1. Assim como elas, a dupla Renata e Talita, segunda representante do país, ganhou sua partida de estreia por 2 sets a 1 contra uma dupla mexicana. A dupla masculina, Márcio e Fábio Luiz, ganharam mais tranquilamente, 2 sets a 0 contra dupla italiana.
Saindo das areias, para quadras, a seleção masculina do treinador Bernardinho, venceu o Egito por 3 sets a 0 em seu início de caminhada do tricampeonato olímpico. O embate não foi uma grande atuação de Giba e cia., mas serviu para dar confiança ao grupo, que chegou para esses jogos questionada a respeito do 4º lugar recentemente conquistado na última Liga Mundial, realizada no próprio país e das discussões filmadas no treino entre o comandante Bernardinho e o central Gustavo, dois dias antes da partida.
No handebol masculino, o time brasileiro perdeu para o francês por 34 a 26.
Na ginástica artística, depois de Diego Hipólito se classificar para a final do solo com a melhor nota, as meninas conseguiram um feito inédito: classificaram a equipe como uma das oito melhores e vão a final, além de classificar individualmente, Daiane dos Santos no solo e Jade Barbosa no salto sobre a mesa e como uma das 24 melhores ginastas no geral, disputando a final em todos os aparelhos e somando a nota de todos.
Apesar das vitórias coletivas, o Brasil ainda não conquistou nenhuma medalha, e suas chances até agora seriam com modalidades individuais, principalmente com o judô, esporte no qual o país já passou sua primeira decepção olímpica. Grandes esperanças de medalha estavam depositadas em João Derly, bicampeão mundial da categoria até 66kg. Após vencer sua primeira luta, João encontrou grande dificuldade contra seu oponente português, que contou com ajuda da arbitragem em não puní-lo adequadamente. E assim, Derly deu adeus a disputa pelo ouro, pela diferença de 1 Koka, penalidade mínima do esporte. Mais tarde também deu adeus a briga pelo bronze com a falta de sucesso do português em prosseguir na chave. João saiu com os olhos marejados e decepcionado consigo próprio, pois ele mesmo acreditava num melhor resultado e queria alcançá-lo pelas pessoas que o apoiavam, como ele mesmo se referiu em entrevista. Outros três atletas brasileiros, Andressa Fernandes, Sarah Menezes e Denílson Lourenço também não conseguiram sucessos em suas primeiras lutas e ficaram longe do pódio.
No remo, categoria double-skiff 2000m, tanto masculino como feminino chegaram em 5º em suas baterias e vão disputar repescagem.
No ciclismo de estrada, a britânica Nicole Cooke venceu sob chuva a prova de 146 km, com Emma Johansson da Suécia em segundo e a italiana Tatiana Guderzo completando o pódio. A brasileira Clemilda Fernades encerrou na 51ª posição com pouco mais de nove minutos atrás da líder.
Na natação houve a final dos 400m Medley, com a presença de Thiago Pereira e Michael Phelps, em sua saga de conquistar 8 medalhas de ouro. O americano teve trabalho até o final do terceiro estilo, mas depois quebrou o record mundial, que era dele mesmo e conquistou sua primeira façanha. Thiago não soube dosar o ritmo e ficou em último colocado, piorando seu tempo de eliminatória em 4 segundos. Maior balanço da natação e judô nos próximos posts.

No ciclismo de estrada, ouro para Espanha

Publicado  sábado, 9 de agosto de 2008

Nesta madrugada, foi disputada a prova de ciclismo masculino, em etapa única, pelas estradas de dez bairros de Pequim e a percorrer mais de 243 km. A corrida contou com grandes nomes do ciclismo, presentes inclusive no último Tour De France, como o australiano Cadel Evans, os irmãos Schleck, de Luxemburgo, o alemão Stefan Schumacher, Alejandro Valverde, Oscar Freire e Alberto Contador, ambos espanhóis e os brasileiros Murilo Fischer e Luciano Pagliarini.Mas o vencedor foi outro espanhol, Samuel Sanchez, sétimo colocado no Tour, com um tempo de 6h23min49s. A prova foi muito desgastante pela distância, pelo calor exacerbado que fazia, pelo aspecto de a maior parte do percurso ser com voltas em escalada e por tantos competidores com condições de vencer. Na última volta, faltando pouco mais de 23 km, um grupo se desgarrou do pelotão, mas, assim como todas as fugas anteriores, foi neutralizado. Contudo, quando chegou na última subida, faltando 10 km, um grupo de cinco ciclistas, Sanchez, o italiano Davide Rebellin, o russo Kolobnev, Andy Schleck e o australiano Michael Rogers escaparam e o pelotão não conseguiu acompanhar, acabou se fragmentando em vários pequenos grupos. No sprint final, o suíço participante do Tour, Fabian Cancellara alcançou esse grupo e conquistou o terceiro lugar. O espanhol venceu nos últimos 100m, abrindo uma bicicleta de vantagem para o italiano que chegou em segundo.
O brasileiro Murilo Fischer chegou em 20º, a melhor colocação de um brasileiro numa prova deste tipo na história das Olimpíadas. Conseguiu conquistar seu objetivo de permanecer no pelotão de elite, chegando a 2min28s do primeiro. O outro brasileiro foi o último dos que chegaram, 90º. A prova foi marcada por muitos abandonos, inclusive de alguns dos grandes nomes.