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Tóquio 2020 - Dia 13: A arte da alquimia com medalhas

Publicado  quinta-feira, 5 de agosto de 2021


Atletas brasileiros estão empenhados em transformar um sonho em medalha, um bronze em prata ou ouro e, com seus elixires, buscam a vida eterna no Panteão Olímpico. Pedro Barros transformou suas manobras em prata, Bia Ferreira e Herbert Conceição evoluíram seus bronzes e o Vôlei masculino, perdeu a mão mágica, e voltou ao pó.

Alquimia é a prática medieval que utilizava os primeiros fundamentos da química, física, biologia, medicina, semiótica, arte, antropologia, matemática e outras ciências. Tinha dois objetivos principais: transmutação de metais de menor valor em ouro e obtenção da vida eterna, com a retirada de todos os males. Pois bem, ao chegar os momentos decisivos da Olimpíada de Tóquio, muitos competidores brasileiros estão se tornando especialistas nesta ciência mística. Alguns tiveram sucesso, outros chegaram a ver o brilho, mas amarguraram o insucesso das transformações.

Foto: Gaspar Nóbrega/COB

O caso de maior sucesso comprovado foi de Pedro Barros, no Skate park. O catarinense "Super Sayajin" executou uma alquimia quase perfeita na pista de Bowl japonês. Levitou, voou, girou, saltou. E para quem já tinha um título mundial, transformou o sonho olímpico em uma prata verdadeira, além de ter conseguido a imortalidade. Seu nome estará para sempre no Hall da Fama olímpica, como um dos três primeiros a figurar no pódio da modalidade na história. Só não esteve tão encantado quanto o australiano Keegan Palmer, que encontrou a melhor fórmula logo na primeira volta e apenas aperfeiçoou seu ouro na sequência.

Por muito pouco, Luiz Francisco não encontrou o caminho para o bronze. Fez tudo o que era necessário para que surgisse o metal, mas havia o americano Cory Juneau que já tinha tocado e imantado para perto de seu peito.

Darlan Romani, no arremesso de peso do Atletismo, foi na mesma linha de Luizinho. Como ele mesmo descreveu, deu 200% na prova. Contudo 21, múltiplo dos míticos 3 e 7, não era o resultado da equação necessária para chegar ao pódio. Lançou a esfera a 21.88m de distância. Talvez fosse impossível alcançar o mais reluzente metal com o novo recorde olímpico de 23,30m obtidos pelo americano Ryan Crouser. Mas para chegar ao bronze, precisava de mais 60 cm. Ficou em quarto.



Um esporte que, assim como o Skate, tem fornecido os ingredientes ou materiais perfeitos para grandes transformações, em todos os sentidos, é o Boxe. Como se não bastasse estar transformando socialmente pessoas carentes para o lado da cidadania e capacidade, tem produzido verdadeiros campeões. Depois de Abner Teixeira ter fabricado bronze, hoje foi a vez de Beatriz Ferreira, no peso leve, e Hebert Conceição, no peso médio, transformarem o metal menos nobre. Não se sabe qual será o resultado, pois demora alguns dias a transformação completa. Venceram suas lutas nas semifinais e, se tiverem a mão de pedra filosofal certa, podem alcançar a imortalidade na final, ao lado de Servílio de Oliveira, Éder Jofre, Popó e tantos outros.

Por outro lado, um laboratório que era conhecido por seus fantásticos resultados, perdeu a mão. Esse "centro de excelência", como ficou conhecido a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), depois de ver todas as suas duplas construírem castelos de areia, está vendo suas cartas marcadas da quadra se transformar em pó. Isso porque o time masculino perdeu de forma inacreditável para a Rússia na semifinal e vai disputar o bronze com a Argentina. Tinha todos os ingredientes para continuar fabricando o mesmo ouro da Rio-2016, mas distribuições erradas de jogo somadas com apatia e falta de substituições fizeram toda a receita vitoriosa ser revertida em latão, um metal usado para sucata. O único bruxo que pode salvar a credibilidade da entidade é Zé Roberto e suas feiticeiras raivosas.

Resumo do dia

  • > Atletismo salto triplo masc. - (POR > CHN > BKN [Burkina Faso]) // arremesso de peso masc. - (EUA* > EUA > NZL) // 110m com barreiras masc. - (JAM > EUA > JAM) // marcha atlética 20 km masc. - (ITA > JAP > JAP) // salto com vara fem. - (EUA > RUS > GBR) // 400m masc. - (BHM [Bahamas] > COL > GRA [Granada]) // heptatlo fem, - (BEL > HOL > HOL) // decatlo masc. - (CAN > FRA > AUS);
  • > Boxe peso leve fem. - (bronze para FIN/THA - disp. ouro BRA x IRL) // peso mosca masc. - bronze para CAZ/JAP - disp. ouro GBR x FIL) // peso médio masc. - (bronze para RUS/FIL - disp. ouro BRA x UCR) // peso pena masc. - (RUS > EUA);
  • > Canoagem Velocidade K-1 200m masc. - (HUN > ITA > GBR) // C-1 200m fem. - (EUA > CAN > UCR) // K-1 500m fem. - (NLZ > HUN > DIN) // K-2 1000m masc. - (AUS > ALE > CZE);
  • > Caratê kata fem. - (ESP > JAP > ITA/HKG) // kumitê até 67 kg masc. - (FRA > TUR > CAZ/JOR) // kumitê até 55kg fem. - (BUL > UCR > TPE/AUT);
  • > Futebol fem. disp. bronze - EUA 4 x 3 AUS;
  • > Luta Olímpica estilo livre até 57 kg masc. - (RUS > IND > EUA/CAZ) // até 86 kg masc. - (EUA > IRA > SMN/RUS) // até 57 kg fem. - (JAP > BLR > BUL/ EUA);
  • > Maratona Aquática - 10km masc. - (ALE > HUN > ITA);
  • > Saltos Ornamentais plataforma 10m fem. - (CHN > CHN > AUS);
  • > Skate park masc. - (AUS > BRA > EUA) e;
  • > Tênis de Mesa por equipes fem. - (CHN > JAP > HKG).

Brasileiros

>Os revezamentos 4x100m fem. e masc. correram para buscar uma final, mas não ficaram entre os melhores tempos. Três marchadores foram para a prova dos 20 km. Um terminou em 13º, outro 46º e o último não completou. Teve ainda Darlan Romani no arremesso já falado.

>No Pentatlo Moderno, Maria Ieda Guimarães terminou a parte de esgrima em 33º. Amanhã a prova continua.

>Três brasileiros tinham chance de medalha no Skate park. Só Pedro Barros subiu ao pódio. Luiz Francisco ficou em quarto e Pedro Quintas, em oitavo.

Tóquio 2020 - Dia 03: Um conto de fadas e um roteiro de cinema

Publicado  segunda-feira, 26 de julho de 2021


Duas histórias que poderiam ficar apenas no papel, tornam-se realidade e seus personagens sobem no pódio de Tóquio: Rayssa Leal, a fadinha que trouxe uma nova prata para o Brasil no Skate Street, e Tom Daley, o galã britânico que finalmente ganhou ouro nos Saltos Ornamentais.

A essa altura do terceiro dia olímpico, a maioria dos brasileiros já conhecem a "pequena notável" Rayssa Leal, a skatista de 13 anos que veio de Imperatriz, um município na divisa entre Maranhão e Tocantins, e que conquistou a prata de forma emocionante na modalidade estreante na prova Street. Ao passar pelas redes sociais, Rayssa mobilizou a delegação brasileira, tanto que a seleção feminina de futebol estava no refeitório com os celulares ligados para acompanhar a fadinha na final e foi recepcionada pelo time feminino de vôlei, que fizeram questão de abraçá-la e tietar com a medalha pendurada.

O feito já era memorável só por estar em uma Olimpíada com tão pouca idade. Mas foi ganhando maiores proporções na medida em que tornou-se a única brasileira a classificar para a final. Pamela Rosa competiu com o tornozelo contundido, terminou em 10º, e Letícia Buffoni não conseguiu mostrar suas melhores manobras, ficou em 9º. Classificava oito para as voltas decisivas. Rayssa superou as expectativas, foi melhor que skatistas americanas, europeias e asiáticas. Só não foi melhor que Momiji Nishiya, atleta prata da casa (ou melhor, ouro da casa), igualmente com 13 anos, mostrou que o COI acertou em apostar na modalidade para atrair público mais novo na audiência e levou o primeiro ouro da história, igualando o feito de seu compatriota Yuto Horigome do dia anterior entre os homens. Aliás, é o primeiro pódio completo menor de idade. A japonesa Funa Nakayama, bronze, tem apenas 16 anos.

Para Rayssa, que "viralizou" no começo de sua carreira por realizar um flip com sete anos, em um vídeo de uma festa da escola com uma fantasia feita pela avó, é apenas o começo de um conto de fadas real.

E o Oscar vai para...


A outra grande história do dia está intimamente ligada à sétima arte e poderia ser contada nas grandes telas. Thomas Daley venceu, ao lado de Matty Lee, a prova Plataforma 10m sincronizado - masculino dos Saltos Ornamentais e deu o terceiro ouro para a Grã-Bretanha no dia. E o que tem isso de tão especial?

No cinema, ele seria aquele herói que apanha durante o filme inteiro e consegue uma reviravolta espetacular no final. Isso porque estreou em Pequim-2008, com 14 anos, e amargou a última colocação da prova com outro parceiro. Em Londres-2012, ficou em quarto com uma pontuação distante do pódio.

A virada vem no ano seguinte, quando assume sua orientação sexual e o namoro com Dustin Lance Black, vencedor do Oscar de melhor roteiro original com o filme Milk (2009) - hoje são casados e têm um filho de três anos. O peso das costas saiu e ganhou o bronze no Rio-2016. O desfecho épico veio ao superar os chineses. A prova é disputada desde Sydney-2000, com uma vitória russa. Mas, desde então, apenas a China subia ao lugar mais alto do pódio.

A atuação de Tom foi perfeita e, com 27 anos, mostrou a resiliência digna de um Oscar de melhor ator. Certamente a medalha dourara tem o mesmo valor para a família e o país.

Resumo do dia


A Rússia conquistou o ouro na Ginástica Artística geral por equipes masculina. Feito repetido 25 anos após o pódio de Atlanta-96. Japão brigou até a última nota, ficou com a prata e a China terminou com bronze.

Outras medalhas disputadas:

  • > Canoagem Slalom C-1 masc. - (SLO > CZE > ALE);
  • > Esgrima Sabre individual fem. - (RUS > RUS > FRA) // Florete individual masc. - (HKG > ITA > CZE);
  • > Judô até 57 kg fem. - (KOS > FRA > CAN/JAP) // até 73 kg masc. - (JAP > GEO > MGL/KOR);
  • > Levantamento de Peso até 55 kg fem. - (FIL* > CHN > KAZ);
  • > Mountain Bike Cross-country masc. - (GBR > SUI > ESP);
  • > Natação 100m borboleta fem. - (CAN > CHN > AUS) // 100m peito masc. - (GBR > HOL > ITA) // 400m livre fem. - (AUS > EUA > CHN) // Rev. 4x100m livre masc. - (EUA > ITA > AUS);
  • > Taekwondo até 67 kg fem. - (CRO > GBR > EGY/CIV) // até 80 kg masc. - (RUS > JOR > EGY/CRO);
  • > Tiro Esportivo Skeet fem. - (EUA* > ITA > CHN) // Skeet masc. - (EUA* > DIN > KUW);
  • > Tiro com Arco equipes masc. - (KOR > TPE > JAP);
  • > Triatlo masc. - (NOR > GBR > NZL) e;
  • > Tênis de Mesa duplas mistas - (JAP > CHN > TPE).

*Estabeleceram novos recordes olímpicos

Brasileiros

Foto: Miriam Jeske/COB

A Brazilian Storm (tempestade brasileira) continua sendo destaque no Surfe. Gabriel Medina, Ítalo Ferreira e Silvana Lima venceram suas baterias e estão nas quartas-de-final. A única eliminada foi Tatiana Weston-Webb.

>Fabiana Silva perdeu na estreia do Badminton individual feminino por 2 sets a 0. Por outro lado, Ygor Coelho começou vencendo no masculino pelo mesmo placar.

>No Boxe feminino peso pena, Jucielen Romeu perdeu para britânica nas oitavas e está fora.

>Guilherme Toldo fez apenas uma luta na Esgrima Florete individual masc. e perdeu ainda na primeira rodada.

>O Handebol masculino acumulou sua segunda derrota no grupo A, 34 a 29 para a França. Vai ficando mais distante a possibilidade (antes já remota) de classificar.

>O único representante do dia no Judô, Eduardo Barbosa não passou da fase preliminar da categoria até 73 kg.

>Dois brasileiros competiram no Mountain Bike cross-country: Luiz Henrique Cocuzzi ficou em 27º e Henrique Avancini, grande nome nas competições internacionais e que poderia ser pódio, alcançou o melhor resultado do país na prova com o 13º lugar. Chegou a liderar nos momentos iniciais.

>O revezamento masc. do 4x100m livre ficou com o último tempo da final na natação. Fernando Scheffer fez o terceiro tempo de sua semifinal nos 200m livre e avançou para a final. Léo de Deus avançou para as semifinais do 200m borboleta. Viviane Jungblut e Beatriz Dizotti não tiveram a mesma sorte no 1500m livre.

>O Taekwondo brasileiro chegou perto de medalhar no feminino. Milena Titoneli, venceu sua primeira luta e como perdeu a segunda para quem foi à final, pôde lutar na repescagem pelo bronze. Venceu a primeira luta, mas sucumbiu na decisão. Ícaro Martins não passou da primeira luta.

>Manoel Messias ficou em 28º no Triatlo.

>Robert Scheidt subiu para 8º após três regatas da Vela classe Laser. Patrícia Freitas continua em 11º no Windsurf RS:X.

>Última dupla brasileira a estrear no Vôlei de Praia, Ana Patrícia e Rebecca não tiveram dificuldades para fazer 2 sets a 0 na dupla do Quênia.

>Depois de um grande sofrimento e muitos erros, o Brasil virou para cima da Argentina no Vôlei masculino e, com 3 sets a 2, acumulou sua segunda vitória no torneio.

Tóquio 2020 - Dia 02: A Dinastia Abe e as rodas que percorrem o caminho suave

Publicado  domingo, 25 de julho de 2021


Os irmãos Uta e Hifumi Abe estabelecem uma nova dinastia no judô mundial, trazendo mais dois ouros para o país do sol nascente e criador da arte do "caminho suave". Brasileiro conquista o bronze na mesma modalidade e mantém tradição do país. As rodas do skate de Kelvin Hoefler também fizeram um caminho suave até uma prata inédita.

A história do Japão é contada através das dinastias dos grandes imperadores, principalmente em sua época feudal. Era Meiji, Era Tokugawa, Era Edo... Agora é possível dizer que hoje o mundo foi dominado pela Era Abe nas categorias até 52 kg no feminino e até 66 kg no masculino. Isso porque os dois irmãos, Uta, de 21 anos, e Hifumi, de 23, entraram para história como os primeiros a conquistar dois ouros no mesmo dia em um esporte individual. E se pensar que são bem jovens, a dinastia pode durar mais alguns ciclos olímpicos. Curiosamente a trajetória dos dois têm aspectos em comum: o fato dos dois terem eliminado brasileiros no caminho, Uta eliminou Larissa Pimenta logo na segunda fase e Hifumi superou Daniel Cargnin na semifinal. Ambos tiveram campanhas vitoriosas com dois ippons e dois waza-ari. E ajudaram o Japão a ficar em segundo no quadro de medalhas.

Daniel Cargnin tem tatuado no peito "Família" em japonês. Foto: Gaspar Nóbrega/COB

Aproveitando que o assunto é judô, o Brasil conquistou a sua 23ª medalha na modalidade, justamente com o gaúcho Daniel, que teve um desempenho acima do esperado e levou o bronze, a segunda medalha do país no dia. Antes de contar como foi a primeira, é preciso citar que a campanha do judoca foi impecável nas três primeiras lutas, com um ippon sobre o egípcio e dos waza-ari sobre o moldavo e o italiano, número um do ranking mundial. Sofreu ippon na semifinal, mas conseguiu recuperar suas forças mentais e aplicou uma nova pontuação sobre o israelense na disputa do terceiro lugar.


O Japão e o Brasil se cruzaram novamente na estreia do Skate street nos Jogos Olímpicos. O esporte que preza pelo arrojo, também é julgado se os atletas percorrem uma linha limpa, uma espécie de caminho suave das manobras. Yuto Horigome teve quatro notas acima dos 9 pontos, somando 37.18 e conquistou o primeiro ouro. Ele superou a pontuação do brasileiro Kelvin Hoefler, que liderava até antes da penúltima rodada de manobras. Por não ter encaixado nenhum movimento nas segunda e terceira rodadas, Kelvin chegou a ficar em quarto lugar geral. Mas um 9.34 na última chance e a queda do americano Jagger Eaton, devolveram o atleta do Guarujá ao pódio com uma prata igualmente histórica. Assim, o Brasil ingressou no quadro de medalhas e terminou o dia com a 19ª colocação.

Resumo do dia

Um domingo que trouxe as primeiras medalhas da natação, inclusive para o Japão. Nos 400m medley individual masculino, ouro e prata para os Estados Unidos e bronze para Austrália. Na mesma prova do feminino, ouro para a japonesa Yui Ohashi e prata e bronze para as norte-americanas. Mas as grandes histórias ficaram para o revezamento 4x100m livre feminino e os 400m livre individual masculino.

As australianas Bronte Campbell, Meg Harris, Emma McKeon e Cate Campbell simplesmente pulverizaram o record olímpico que pertencia ao próprio time, marca alcançada em 2018. O tempo de 3min29s69 foi 36 centésimos mais rápido que o anterior e serviu para deixar os revezamentos do Canadá e dos Estados Unidos mais de três segundo para trás.

Ahmed Hafnaoui, da Tunísia. Foto: Twitter/Fina

O futuro (e porque não dizer o presente) dos 400m livre masculino tem um novo nome: Ahmed Hafnoui. O tunisiano tem apenas 18 anos e surpreendeu os favoritos, e ganhou na batida de mão dos favoritos Jack McLoughin (AUS) e Kieran Smith (EUA).

Além disso, foram disputadas medalhas no:

  • > Ciclismo de estrada fem. - (AUT > HOL > ITA);
  • > Esgrima Florete individual fem. - (EUA > RUS > RUS) // Espada individual masc. - (FRA > HUN > UCR);
  • > Levantamento de Peso masc. até 61 kg - (CHN* > INA [Indonésia] > CAZ) // masc. até 67 kg - (CHN* > COL > ITA);
  • > Saltos Ornamentais Trampolim sincronizado 3m fem. - (CHN > CAN > ALE);
  • > Taekwondo até 57 kg fem. - (EUA > RUS > TUR/TPE [Taipe Chinês]) // até 68 kg masc. - (UZB > GBR > CHN/TUR);
  • > Tiro Esportivo Pistola de ar 10m fem. - (RUS* > BUL > CHN) // Carabina de ar 10m masc. - (EUA*> CHN > CHN) e;
  • > Tiro com arco Equipes fem. - (KOR > RUS > ALE).

*Estabeleceram novos recodes olímpicos

Brasileiros

Ítalo Ferreira foi o primeiro destaque brasileiro do dia

A grande estreia ficou por conta dos surfistas brasileiros, que não decepcionaram. Os quatro avançaram. Ítalo Ferreira foi o primeiro a cair na água, acumulou 13.67 pontos e passou em primeiro na bateria 1. Gabriel Medida teve um pouco mais de dificuldade na bateria 5, mas fez 12.23 pontos e também ficou em primeiro. Pontuação parecida com os 12.13 de Silvana Lima, que passou em segundo na bateria 3 entre as mulheres. Tati Weston-Webb fez 11.33, o suficiente para lhe garantir a primeira colocação na bateria 4.

>Wanderson de Oliveira venceu o refugiado Wessam Salamana no Boxe peso leve e avançou para as oitavas-de-final.

>Ana Sátila ficou em sétimo após duas baterias da Canoagem Slalom K1 e avançou para as semifinais.

>Dois empates em esportes coletivos: na estreia do Handebol feminino, 24-24 contra a Rússia. Já no futebol masculino, 0-0 contra Costa do Marfim.

>Na natação, Felipe Lima não passou da semifinal dos 100m peito. Assim como Murilo Setin não avançou para as semi nos 200m livre. Nesta mesma prova, Fernando Scheffer estipulou novo record sulamericano (1min45s05) e está entre os 16 melhores. Guilherme Bassettonão avançou nos 100m costas, mas Guilherme Guido sim e disputa a semifinal. Por fim, o revezamento 4x100m livre no masculino avançou para a final.

>Verthein Ferreira fez o segundo tempo em sua bateria do Remo Single Skiff 2000m e está na semifinal.

>Edval Pontes perdeu para o turco nas oitavas-de-final do Taekondo até 68 kg e foi eliminado.

>Gustavo Tsuboi estreou com vitória no Tênis de Mesa individual, 4 sets a 1. Já Bruna Takahashi perdeu por 4 sets a 0 e está fora da competição feminina.

>Patrícia Freitas está em 11º depois de três regatas da Vela Windsurf RS:X. Assim como Robert Scheidt, após uma regata da classe Laser.

>Vitória no Vôlei de Praia Masculino, com Evandro e Bruno Schmidt fazendo 2 a 1 nos irmão Grimalt, do Chile.

>Grande estreia do Vôlei feminino: 3 sets a 0 na Coreia do Sul (25/10, 25/22 e 25/19).

Bem-vindos ao mundo olímpico!

Publicado  quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Está é a minha postagem de número 300, uma contagem especial. Um projeto que começou há oito anos com meu ingresso na faculdade de jornalismo e com a pretensão (sonhadora) de noticiar os eventos da Olimpíada de Pequim/2008.
Esse sempre foi um espaço democrático de trazer um pouco de todos os esportes, mas sempre tive um carinho muito grande com aqueles que são modalidades olímpicas.
E é com enorme alegria que saúdo às novas modalidades que farão parte dos Jogos Olímpicos de Tóquio/2020. Nesta quarta, o Comitê Olímpico Internacional aprovou o ingresso de cinco esportes que abrilhantarão ainda mais o evento na terra do Sol nascente.
Caratê, Escalada Esportiva, Skate, Surf e Beisebol/Softbol são os recém-integrados ao programa olímpico. Caratê é luta de origem japonesa, mais uma que se junta ao Boxe, Judô, Luta Olímpica e Taekwondo. Escalada confesso que desconheço completamente da modalidade, mas deve ter seus atrativos para o público. Dois radicais que já tivemos campeões mundiais, Skate e Surf. Resta saber qual será o tipo a ser disputado, Street, Vertical e/ou Megarrampa nas quatro rodinhas e águas naturais ou piscinas artificiais para o shape com quilhas. Por fim, o Beisebol e sua versão feminina, o Softbol, que é uma febre no Japão e já esteve em outra edições dos Jogos, portanto regressa para a Olimpíada.
Fica aqui um questionamento a respeito de o porquê eventos como Futsal e Futebol de Areia não são considerados para entrar nesse grupo de modalidades, uma vez que têm campeonatos mundiais consolidados pela FIFA e alto número de praticantes. Também deixo registrado o desejo que o Kung Fu (modalidade milenar que pratico) entrasse nessa discussão, já esteve como exibição em Pequim/2008.