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Tóquio 2020 - Dia 02: A Dinastia Abe e as rodas que percorrem o caminho suave

Publicado  domingo, 25 de julho de 2021


Os irmãos Uta e Hifumi Abe estabelecem uma nova dinastia no judô mundial, trazendo mais dois ouros para o país do sol nascente e criador da arte do "caminho suave". Brasileiro conquista o bronze na mesma modalidade e mantém tradição do país. As rodas do skate de Kelvin Hoefler também fizeram um caminho suave até uma prata inédita.

A história do Japão é contada através das dinastias dos grandes imperadores, principalmente em sua época feudal. Era Meiji, Era Tokugawa, Era Edo... Agora é possível dizer que hoje o mundo foi dominado pela Era Abe nas categorias até 52 kg no feminino e até 66 kg no masculino. Isso porque os dois irmãos, Uta, de 21 anos, e Hifumi, de 23, entraram para história como os primeiros a conquistar dois ouros no mesmo dia em um esporte individual. E se pensar que são bem jovens, a dinastia pode durar mais alguns ciclos olímpicos. Curiosamente a trajetória dos dois têm aspectos em comum: o fato dos dois terem eliminado brasileiros no caminho, Uta eliminou Larissa Pimenta logo na segunda fase e Hifumi superou Daniel Cargnin na semifinal. Ambos tiveram campanhas vitoriosas com dois ippons e dois waza-ari. E ajudaram o Japão a ficar em segundo no quadro de medalhas.

Daniel Cargnin tem tatuado no peito "Família" em japonês. Foto: Gaspar Nóbrega/COB

Aproveitando que o assunto é judô, o Brasil conquistou a sua 23ª medalha na modalidade, justamente com o gaúcho Daniel, que teve um desempenho acima do esperado e levou o bronze, a segunda medalha do país no dia. Antes de contar como foi a primeira, é preciso citar que a campanha do judoca foi impecável nas três primeiras lutas, com um ippon sobre o egípcio e dos waza-ari sobre o moldavo e o italiano, número um do ranking mundial. Sofreu ippon na semifinal, mas conseguiu recuperar suas forças mentais e aplicou uma nova pontuação sobre o israelense na disputa do terceiro lugar.


O Japão e o Brasil se cruzaram novamente na estreia do Skate street nos Jogos Olímpicos. O esporte que preza pelo arrojo, também é julgado se os atletas percorrem uma linha limpa, uma espécie de caminho suave das manobras. Yuto Horigome teve quatro notas acima dos 9 pontos, somando 37.18 e conquistou o primeiro ouro. Ele superou a pontuação do brasileiro Kelvin Hoefler, que liderava até antes da penúltima rodada de manobras. Por não ter encaixado nenhum movimento nas segunda e terceira rodadas, Kelvin chegou a ficar em quarto lugar geral. Mas um 9.34 na última chance e a queda do americano Jagger Eaton, devolveram o atleta do Guarujá ao pódio com uma prata igualmente histórica. Assim, o Brasil ingressou no quadro de medalhas e terminou o dia com a 19ª colocação.

Resumo do dia

Um domingo que trouxe as primeiras medalhas da natação, inclusive para o Japão. Nos 400m medley individual masculino, ouro e prata para os Estados Unidos e bronze para Austrália. Na mesma prova do feminino, ouro para a japonesa Yui Ohashi e prata e bronze para as norte-americanas. Mas as grandes histórias ficaram para o revezamento 4x100m livre feminino e os 400m livre individual masculino.

As australianas Bronte Campbell, Meg Harris, Emma McKeon e Cate Campbell simplesmente pulverizaram o record olímpico que pertencia ao próprio time, marca alcançada em 2018. O tempo de 3min29s69 foi 36 centésimos mais rápido que o anterior e serviu para deixar os revezamentos do Canadá e dos Estados Unidos mais de três segundo para trás.

Ahmed Hafnaoui, da Tunísia. Foto: Twitter/Fina

O futuro (e porque não dizer o presente) dos 400m livre masculino tem um novo nome: Ahmed Hafnoui. O tunisiano tem apenas 18 anos e surpreendeu os favoritos, e ganhou na batida de mão dos favoritos Jack McLoughin (AUS) e Kieran Smith (EUA).

Além disso, foram disputadas medalhas no:

  • > Ciclismo de estrada fem. - (AUT > HOL > ITA);
  • > Esgrima Florete individual fem. - (EUA > RUS > RUS) // Espada individual masc. - (FRA > HUN > UCR);
  • > Levantamento de Peso masc. até 61 kg - (CHN* > INA [Indonésia] > CAZ) // masc. até 67 kg - (CHN* > COL > ITA);
  • > Saltos Ornamentais Trampolim sincronizado 3m fem. - (CHN > CAN > ALE);
  • > Taekwondo até 57 kg fem. - (EUA > RUS > TUR/TPE [Taipe Chinês]) // até 68 kg masc. - (UZB > GBR > CHN/TUR);
  • > Tiro Esportivo Pistola de ar 10m fem. - (RUS* > BUL > CHN) // Carabina de ar 10m masc. - (EUA*> CHN > CHN) e;
  • > Tiro com arco Equipes fem. - (KOR > RUS > ALE).

*Estabeleceram novos recodes olímpicos

Brasileiros

Ítalo Ferreira foi o primeiro destaque brasileiro do dia

A grande estreia ficou por conta dos surfistas brasileiros, que não decepcionaram. Os quatro avançaram. Ítalo Ferreira foi o primeiro a cair na água, acumulou 13.67 pontos e passou em primeiro na bateria 1. Gabriel Medida teve um pouco mais de dificuldade na bateria 5, mas fez 12.23 pontos e também ficou em primeiro. Pontuação parecida com os 12.13 de Silvana Lima, que passou em segundo na bateria 3 entre as mulheres. Tati Weston-Webb fez 11.33, o suficiente para lhe garantir a primeira colocação na bateria 4.

>Wanderson de Oliveira venceu o refugiado Wessam Salamana no Boxe peso leve e avançou para as oitavas-de-final.

>Ana Sátila ficou em sétimo após duas baterias da Canoagem Slalom K1 e avançou para as semifinais.

>Dois empates em esportes coletivos: na estreia do Handebol feminino, 24-24 contra a Rússia. Já no futebol masculino, 0-0 contra Costa do Marfim.

>Na natação, Felipe Lima não passou da semifinal dos 100m peito. Assim como Murilo Setin não avançou para as semi nos 200m livre. Nesta mesma prova, Fernando Scheffer estipulou novo record sulamericano (1min45s05) e está entre os 16 melhores. Guilherme Bassettonão avançou nos 100m costas, mas Guilherme Guido sim e disputa a semifinal. Por fim, o revezamento 4x100m livre no masculino avançou para a final.

>Verthein Ferreira fez o segundo tempo em sua bateria do Remo Single Skiff 2000m e está na semifinal.

>Edval Pontes perdeu para o turco nas oitavas-de-final do Taekondo até 68 kg e foi eliminado.

>Gustavo Tsuboi estreou com vitória no Tênis de Mesa individual, 4 sets a 1. Já Bruna Takahashi perdeu por 4 sets a 0 e está fora da competição feminina.

>Patrícia Freitas está em 11º depois de três regatas da Vela Windsurf RS:X. Assim como Robert Scheidt, após uma regata da classe Laser.

>Vitória no Vôlei de Praia Masculino, com Evandro e Bruno Schmidt fazendo 2 a 1 nos irmão Grimalt, do Chile.

>Grande estreia do Vôlei feminino: 3 sets a 0 na Coreia do Sul (25/10, 25/22 e 25/19).

Primeiras impressões

Publicado  segunda-feira, 17 de junho de 2013

A Copa das Confederações finalmente começou. Depois de tantos anos desde quando o Brasil foi escolhido sede da Copa de 2014 que o país do futebol esperava pela chegada dos grandes eventos esportivos. O primeiro jogo entre os anfitriões e o campeão asiático, o Japão. O Brasil vinha sob grande desconfiança dos resultados anteriores em amistosos, mas não deu margem e venceu por 3 a 0.
É a primeira vez que o Brasil sedia um evento futebolístico desse porte desde 1950, na única vez que teve Copa do Mundo por aqui. As primeiras impressões foram boas, em geral. Obviamente que nem tudo é perfeito, com protestos que houveram na porta do estádio Mané Garrincha, alguns tropeços da organização com os voluntários e o público, vaias a Blatter e Dilma Rousseff, mas a festa do futebol foi bonita na cerimônia de abertura, simples e criativa, cativante e acolhedora, colorida, com a cara do país. Foi emocionante acompanhar o Hino Nacional, a expressão do goleiro Julio Cesar mostrou isso.
Com bola rolando, o primeiro toque não poderia ser de outro senão do principal jogador dos donos da casa, Neymar, que teve a honra de iniciar a competição. A primeira falta foi feita por Thiago Silva e a primeira falta sofrida foi por Paulinho. Nada tão importante quanto o primeiro gol da Copa das Confederações. Coube ao próprio Neymar a façanha. Com 2min52, foi o gol mais rápido em estreia desse torneio. Ele que vinha de um jejum de 9 jogos sem marcar, fez um golaço. Marcelo cruzou da intermediária esquerda, Fred dominou meio no peito, meio no ombro, mas a bola escapou o suficiente para ficar ajeitada e quicando para Neymar pegar de primeira, na veia, e colocar no ângulo esquerdo do goleiro Kawashima, indefensável.
Neymar no momento do chute do primeiro gol brasileiro
Pouco tempo depois, o Japão deu trabalho com alguns chutes de longe de seu mais conhecido jogador, Keisuke Honda. Nada que abalasse a segurança do goleiro Julio Cesar. Os japoneses congestionaram o meio-campo, mas o Brasil soube ter paciência e trabalhar a bola para construir a vitória. Muito que a tranquilidade veio por conta desse primeiro gol, mas logo no começo do segundo tempo o Brasil ampliou sua vantagem com jogada semelhante, cruzamento de Daniel Alves pela direita e Paulinho emendou. Ainda teve tempo para mais um. Oscar puxou contra-ataque pela meia esquerda, gingou e serviu Jô, substituindo Fred, que chutou na saída do goleiro, ratificando a vitória brasileira. A situação desse primeiro gol do atacante atleticano pela Seleção, lembrou o primeiro gol do próprio Fred em Copas, feito em 2006 contra a Austrália, na vitória de 2 a 0. No chute pela direita, a bola bate na trave e sobra para o artilheiro, veja. A emoção que Jô sentiu deve ter sido parecida.
A primeira vitória foi brasileira, primeiros três pontos, importante para dar tranquilidade, como frisou o técnico Felipão na coletiva do dia anterior. Agora terá mais dois jogos para decidir seu futuro na competição, mas do jeito que jogou, parece estar em uma crescente interessante, formando uma unidade como time e se continuar assim, tem tudo para se classificar em primeiro do grupo. Não pode perder o foco, mesmo que saia atrás no placar ou encontre retrancas mais fechadas que a japonesa. Tem mais qualidade e joga com a torcida a seu favor. Ótimo foi saber que não teve aquela velha desculpa do peso da estreia, que a defesa esteve segura, o meio defendeu e apoiou bem e o ataque teve tranquilidade para acertar o alvo.
Para o Japão, resta treinar e tentar um feito histórico para o país, vencer Itália e México para se classificar em segundo, tarefa bem difícil, mas eles mostraram qualidade e consistência.
Um fato a lamentar é que o estádio de Brasília, que ficou um dos mais bonitos e que custou mais caro, não receba mais jogos nessa competição. Outra aspecto é que na cerimônia de abertura o público não lotou o estádio então ficaram vários espaços vermelhos vazios.
O primeiro jogo foi muito bom, nível de Copa do Mundo, torcendo para que os próximos continuem assim.
Melhor em campo: Neymar
Veja os melhores momentos da partida aqui.

No masculino, o futebol é mais imprevisível

Publicado  sábado, 28 de julho de 2012

Ontem foi a vez dos homens entrarem em campo pelo torneio olímpico. Deu para perceber que, se no feminino, temos algumas candidatas ao ouro, no masculino não dá para fazer muitos prognósticos, é muito mais equilibrado, principalmente se tratando de categoria dos jovens.
8h da manhã teve início, com Honduras e Marrocos, pelo grupo D. Duas seleções de pouca tradição no futebol, fizeram um jogo de muitos erros, mas de muitos gols também. O Marrocos abriu o placar, Honduras virou a partida, mas os marroquinos buscaram o empate com um belo gol de cobertura com Labyad. Ambos saem com um ponto, mas nenhuma é favorita para se classificar.
Depois foi a vez de México e Coreia do Sul correrem atrás da bola, pelo grupo B. Mas ficaram em um novo empate, no entanto sem gols.
De volta com o grupo D, o Japão surpreendeu a Espanha, franca favorita. Venceu por 1 a 0, mas poderia ter vencido de mais, se não fosse o número excessivo de chances desperdiçadas pelos japoneses. A consequência dessa derrota para os espanhóis é que na próxima fase, podem pegar o Brasil já nas quartas de final e, o que poderia ser uma final, pode deixar um dos grandes de fora do pódio.
Às 13h foi a vez dos Emirados Árabes quase surpreenderem os uruguaios, no grupo A. Saíram na frente, mas o Uruguai soube controlar bem o jogo e terminou vencedor, virando o placar.
Quase ao mesmo tempo jogaram Gabão e Suíça, pelo grupo B. Os europeus abriram o placar de pênalti, mas cederam o empate no final do primeiro tempo. Grupo em que as quatro equipes saíram com o mesmo número de pontos na primeira rodada.
Quando estes jogos terminaram vieram os dois jogos do grupo C aconteceram no mesmo horário. A Bielorrússia superou a Nova Zelândia pela diferença mínima. Já o Brasil começou arrasador, fez três gols em meia hora de jogo contra o Egito. Oscar começou justificando a escolha dele como titular no lugar de Ganso. Duas assistências, a primeira pela direita encontrou a boa movimentação de Hulk e Rafael, que recebeu em condições de cortar para a esquerda e chutar forte, com 16 minutos. A segunda, teve a esperteza e rapidez de chegar na bola lançada antes do goleiro, driblar e tocar para Leandro Damião entrar chutando. O terceiro gol foi uma mescla de inteligencia e habilidade. Neymar veio trazendo da direita, quando viu que estava cercado por quatro adversários rolou do centro para a esquerda e encontrou Hulk em posição legal, que avançou e cruzou na cabeça de Neymar, que acertou a bola no goleiro, mas como vinha em seu contrapé não teve como espalmar direito.
Depois disso veio o segundo tempo e toda aplicação e bom futebol sumiram, foi a vez do Egito pressionar. Descontou em um lance de bola parada em que a zaga não conseguiu afastar o perigo e, do bate ou rebate, a bola sobrou e Aboutrika pôs na rede. Ainda encostou no placar com nova falha do sistema defensivo e Mohamed Salah teve categoria para tirar do alcance do goleiro Neto.
Valeu pela vitória na estreia, por três pontos e porque, provavelmente, seja o adversário mais difícil da primeira fase, mas é bom abrir os olhos para não ser surpreendido mais a frente.
Para terminar o dia, os britânicos enfrentaram Senegal. Mas Giggs e seus companheiros não conseguiram sair do empate contra os senegaleses. Bellamy fez o primeiro gol britânico, pegando rebote dentro da área. Konate deixou tudo igual a menos de dez minutos para o final, se deslocou bem e recebeu nas costas da zaga, tocou na saída do goleiro.
Domingo terá a segunda rodada, a partir das 8h da manhã, com Egito e Nova Zelândia.

A primeira glória olímpica foi francesa, mas a primeira vitória foi britânica

Publicado  sexta-feira, 27 de julho de 2012

Anteontem o dia olímpico foi bem divertido com goleadas, gols bonitos e as favoritas vencendo suas partidas. Mas já teve uma gafe, que para nós pode parecer engraçado, porém para os envolvidos é algo muito sério.
O primeiro jogo foi talvez o mais burocrático da rodada, mas o importante para as donas da casa foi a vitória, que é um passo importante para se classificarem no grupo em que tem o Brasil como favorito para passar como primeiro. A defensora Stephanie Houghton foi responsável por tirar um dos zeros do placar e também por dar números finais à partida contra a Nova Zelândia. Fez gol de falta, aos 19 do segundo tempo, e deu três pontos para as britânicas, no grupo E. Foi o primeiro triunfo olímpico dessas edições. O jogo foi em Cardiff, País de Gales, contudo com público muito aquém de uma estreia de Jogos Olímpicos.
Uma hora após começar o jogo das britânicas, teve início dois jogos simultaneamente. Pelo grupo F, as campeãs mundiais japonesas enfrentaram as canadenses. Já no grupo G, as norte-americanas jogaram contra as francesas. Quem fez o primeiro gol do torneio foi a atacante da França, Gaetane Thiney, aos 12 minutos de jogo, às 13h13 horário de Brasília, um golaço, um chute fora da área que venceu a goleira Hope Solo. Dois minutos depois, a França ampliou com Marie-Laure Delie. Era a supresa da rodada. Mas os Estados Unidos foram bem frios e aplicados taticamente e empataram ainda no primeiro tempo com Wamback e Morgan. Depois no segundo tempo, continuaram com ritmo forte e viraram com Lloyd e Morgan, mais uma vez, uma das artilheiras.
O Japão justificou o favoritismo e logo abriu dois gols contra o Canadá no primeiro tempo. No segundo, teve uma chance claríssima de fechar o placar mas a zagueira canadense evitou o gol em cima da linha. Pouco tempo depois Tancredi descontou. Mas ficou nisso.
Logo na sequência foi a vez do Brasil estrear na competição. E em um torneio curto, começar com uma boa impressão conta bastante, principalmente se é uma das favoritas ao ouro. Marta e o restante da Seleção não deram margem para dúvidas. Venceram a fraca Camarões por 5 a 0, incontestavelmente. Logo com sete minutos de partida, Francielle bateu falta na ponta da área, a goleira posicionou mal a barreira e esperava um cruzamento, a bola foi direto no gol, passando pela jogadora brasileira que estava encobrindo a visão da goleira. Três minutos mais tarde, Francielle cobrou escanteio e Renata Costa completou de cabeça. No segundo tempo, Cristiane entrou no ataque brasileiro e deu ainda mais velocidade e qualidade nas jogadas ofensivas. Marta, de pênalti, ampliou o placar. Faltando dez minutos para o fim do tempo regulamentar, Cristiane recebeu lançamento nas costas da zaga, driblou a goleira que saía para abafar a jogada e completou para o fundo das redes. E ainda houve tempo para mais uma bela jogada de Cristiane, que desmontou o sistema defensivo africano e resultou em mais um gol de Marta, oportunista. Foi a seleção que pegou a oponente mais fraca, mas fez o que deveria ser feito, com a goleada mais elástica do dia.
Uma hora depois do início do jogo do Brasil, eram para ter jogado simultaneamente Suécia contra África do Sul e Colômbia contra Coreia do Norte, mas um erro terrível atrasou a segunda partida em mais de uma hora. O telão que apresentava as jogadoras coreanas mostrava junto a bandeira da Coreia do Sul, isso deixou todo o time, incluindo a comissão técnica, indignados e se recusaram a entrar em campo. De fato, um erro desses não pode acontecer, principalmente antes da cerimônia de abertura, todo o mundo assistindo. Mas o pedido de desculpas foi aceito e a bola pôde rolar nos gramados britânicos.
A Suécia venceu a África do Sul por 4 a 1, pelo grupo F. O destaque desse jogo foi o golaço africano. Elas perdiam por 3 a 0, quando em um princípio de contra-ataque, Modise percebeu a goleira suéca Lindahl adiantada, chutou do meio campo e encobriu a adversária, falha da goleira, esperteza e habilidade da sulafricana.
Para finalizar, as coreanas venceram as colombianas por 2 a 0, pelo grupo G, no Hampdem Park, na Escócia.
A próxima rodada acontece no amanhã, a partir da 8h, com Japão e Suécia.

Japão 1 x 0 Camarões

Publicado  terça-feira, 15 de junho de 2010

Os samurais surpreenderam os leões africanos, venceram jogando melhor e propiciaram ao grupo E ser o primeiro a ter dois times vencedores na chave. Como a maioria dos outros jogos, não foi uma partida emocionante de se ver, valeu pelo resultado.
A partida começou em ritmo extremamente lento. A primeira finalização foi de Camarões aos 37 minutos de tempo corrido. A etapa inicial poderia se resumir a isso, se não fosse o gol japonês, no minuto seguinte. Matsui recebeu pela direita, ameaçou e cruzou para a entrada da pequena área, a bola caiu no pé de Keisuke Honda, que chutou por cima do goleiro.
No princípio da etapa complementar, Eto'o fez uma bela jogada individual e seu companheiro bateu para fora, por cima do gol. Depois de mais meia hora, houve uma bola na trave para cada seleção. Os camaroneses tiveram mais uma chance de empatar, nos acréscimos, mas Kawashima defendeu.

Jogadas cruciais:
38' - Matsui recebe, aberto pela direita, finta e cruza. Ninguém intercepta e Honda domina errado, mas consegue fazer o gol.
86' - M'bia chuta de longe e acerta o travessão, na volta Emana chuta na mão do goleiro.

Melhores jogadores:
Japão: Keisuke Honda (5,5) - fez o gol e se apresentou em algumas jogadas.
Camarões: Samuel Eto'o (4,0) - criou uma jogada, mas foi facilmente marcado.