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O balanço do Brasil, saldo: poderia ser melhor

Publicado  terça-feira, 26 de agosto de 2008

Avaliando a participação brasileira no Jogos Olímpicos de Pequim 2008, podemos constatar que não foi a melhor que tivemos em Olimpíadas. O desempenho foi aquém do esperado e conquistamos menos medalhas de ouro. Nesta edição foram apenas três contra as cinco de Atenas 2004, nossa melhor participação.
No geral, tivémos o mesmo número de medalhas de Atlanta 96, 15 no total, nosso recorde até então. Apesar de termos conquistado medalhas inéditas, caso dos três ouros e os bronzes no judô e taekwondo femininos, deixamos de ganhar outras medalhas, como do Diego Hipólito, Jardel Gregório, Jade Barbosa, Fabiana Murer, Tiago Camilo e João Derly ou melhorado as conquistadas como no futebol masculino e feminino, vôlei de quadra e de praia. Ainda teve esportes que tradicionalmente nos dão medalhas de ouro como a vela, que trouxe uma prata e um bronze, e o hipismo, que não trouxe medalha nenhuma. Na natação, podia-se não ter dependido de apenas um atleta, uma vez que tinhamos ao menos mais dois para conseguir medalhas. Na maratona, também não tivémos bom rendimento. Basquete feminino, que nos últimos tempos tem sempre chegado entre os primeiros, com alguns pódios, desta vez ficou pelo caminho.
Foi a maior delegação brasileira com 277 esportistas, sendo 137 mulheres, que foram responsáveis por grante parte das conquistas individuais e coletivas, chegamos a um maior número de finais e condições de disputa de medalha, mas não soubemos aproveitar, devido ao pouco desenvolvimento psicológico dos atletas e a falta de capacidade de suportar pressão. Mesmo tendo sido aprovada a lei de incentivo ao esporte entre o fim de 2004 e o começo de 2005, para que desse tempo dos atletas se planejarem para o ciclo, não deu tão certo como se esperava. Mas o caminho é por aí. Tem que continuar investindo porque, assim, num projeto de longo alcance formaremos mais campeões olímpicos com mais capacidade.

Acabou. Agora, 4 anos para Londres 2012!

Publicado  segunda-feira, 25 de agosto de 2008

O maior espetáculo da Terra que a humanidade já viu, proporcionado pelos chineses, teve seu final apoteótico neste domingo às 8h da noite, horário local. Os Jogos Olímpicos de Pequim 2008 acabaram, heróis foram coroados, records foram quebrados, límites foram superados, lagrimas foram derramadas, sorrisos foram estampados e mais uma vez o planeta inteiro se emocionou.
A XXIX edição das Olimpíadas consagrou grandes nomes do esporte, como Michael Phelps, o maior nome entre todos, Yelena Isinbayeva, Usain Bolt e Rafael Nadal. Cada um com sua nacionalidade e seu esporte. Todos confirmaram seus favoritismos e venceram todas as provas que disputaram. Brasileiros também foram enaltecidos e o hino nacional foi tocado, com nomes de César Cielo Filho, Maurren Higa Maggi e as meninas do volei, Mari, Fofão, Walewska, Fabiana, Paula Pequeno, Sheila, Fabi, etc. que fizeram nossos corações baterem mais acelerado. Outros nomes também tiveram destaque como os chineses Yao Ming, Liu Xang e Chen Xiexia, os argentinos Manu Ginobbli e Lionel Messi, os americanos Kobe Briant, Dalhausser, Rogers e Staley, entre tantos outros destaques.
Mais um ciclo olímpico foi encerrado e com ele, mais uma página histórica foi escrita com muito suor e dedicação. A tristeza fica no ar para todos os amantes do esporte. Mas ao mesmo tempo, renovam-se as esperanças e começa a contagem novamente, agora para Londres 2012. Faltam 4 anos apenas. É tempo de se planejar, evoluir, melhorar, competir para chegar lá como diz o tema das Olimpíadas: "Higher, Faster, Stronger". Logo em breve, já é tempo de treinar novamente, para mais records serem batidos e outras medalhas serem alcançadas.
E o Brasil não pode ficar para trás. É necessário mais investimentos, criar centros de excelência, condições adequadas de treinamento, massificar esportes menos conhecidos, dar patrocínio, trabalhar a parte psicológica e física. Pode parecer um desejo utópico, mas para um país que tem vocação para o esporte e que conquista muitos bons resultados apenas com seus próprios esforços, deveria ter mais cuidado com seus atletas para que eles possam trazer mais alegrias para um povo que é sofrido, mas que se orgulha e se emociona de torcer por nomes até desconhecidos.
Ficam aqui as imagens da cerimônia de encerramento. Junto com elas, a tristeza de uma despedida, mas também a alegria de ter acompanhado, quase na íntegra, a maior celebração que o esporte pode proporcionar e, assim, informar com o máximo de precisão sobre muitos eventos. Gostaria de poder explicar mais partes técnicas, de mencionar mais resultados, porém não foi possível, por ser um acontecimento de proporções inimagináveis. Mas, desde já, agradeço a atenção e a disposição de quem leu e pôde aprender alguma coisa ou saber de algum resultado. O trabalho segue, novas competições com mais informações. Guardo com muito carinho na memória toda a cobertura que fiz e termino com um pouco mais de experiência do que quando comecei. E vou cumprir com minha promessa de buscar o esporte pelo mundo e repassá-lo aqui no blog Esporte pelo Juva. Que a chama olímpica permaneça acesa em nossos corações. Até Londres 2012!

ONE DREAM ONE WORLD.