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Tóquio 2020 - Dia 16: Últimos brilhos eternos de uma mente cheia de lembranças

Publicado  domingo, 8 de agosto de 2021


Chega ao fim as disputas de Tóquio com as últimas medalhas pendurada no peito dos campeões. O Brasil esteve com a bandeira no pódio duas vezes com duas pratas. Assim, a "terra do sol nascente" carrega a melancolia de ser a "terra do brilho poente", mas deixando grandes lembranças para quem se envolveu com os XXXII Jogos da Era Moderna.


Coube à Sérvia a última vitória na Olimpíada de Tóquio-2020. Foi um 13 a 10 sobre a Grécia no Polo Aquático. Curiosamente, o país-berço dos Jogos estava presente na disputa do último ouro. Os sérvios tiveram dificuldades para confirmar o bicampeonato seguido no masculino, mas impuseram a sua maior força e técnica. A Hungria completou o pódio ao vencer a Espanha por 9 a 5, na disputa pelo bronze.

No entanto, não será o último país a ouvir seu hino em cima do degrau mais alto. Tradicionalmente, a maratona masculina do Atletismo é a última prova a ser coroada, dentro da cerimônia de encerramento. Uma novidade que essa edição trouxe, o pódio feminino da mesma prova também será consagrado durante a cerimônia. Desta forma, por duas vezes, o hino a ser tocado será do Quênia. Ontem, Peres Jepchirchir teve uma vitória apertada, com o tempo de 2h27min20, sobre a compatriota Brigid Kosquei, que chegou apenas com 16 segundos de desvantagem. Molly Seidel, dos Estados Unidos, quase fura a festa dupla do país africano. Ficou com a terceira colocação, dez segundos depois.


Hoje, o astro Eliud Kipchoge arrancou com muitos quilômetros faltando para cumprir com seu favoritismo. Chegou destacado, com 2h08min38 no percurso da cidade de Sapporo, que foi escolhida como local de competição por causa da alta umidade em Tóquio. Mais de um minuto depois, chegou Abdi Nageeye, que nasceu na Somália, mas compete pela Holanda. Imigração parecida realizada pelo terceiro colocado, Abdi Bashir, com mesma origem, mas que carrega a bandeira da Bélgica. A prova contou com a participação de três brasileiros. Daniel Chaves da Silva abandonou ainda nos primeiros quilômetros da prova. Daniel do Nascimento, chegou a liderar e sempre manteve-se no grupo da frente, mas teve um mal súbito e também não conseguiu completar o trajeto. O único que atravessou a linha de chegada, Paulo Roberto de Paula, terminou em 69º.

Resumo do dia

Considerável o número de medalhas para o último dia de competições:

  • > Basquete feminino - (EUA > JAP);
  • > Boxe peso leve fem. - (IRL > BRA) // peso leve masc. - (CUB > EUA) // peso médio fem. - (GBR > CHN) // peso super pesado masc. - (UZB > EUA);
  • > Ciclismo de Pista sprint fem. - (CAN > UCR > HKG) // keirin masc. - (GBR > MAL > HOL) // omnium fem. - (EUA > JAP > HOL);
  • > Ginástica Rítmica geral por equipes - (BUL > RUS > ITA);
  • > Handebol masc. - (FRA > RUS > NOR) e;
  • > Vôlei fem. - (EUA > BRA > SER).

Brasileiras

Outras duas participações brasileiras eram mais aguardadas. Beatriz Ferreira, no Boxe, e o time de Vôlei feminino ainda alimentavam o sonho de dois ouros, o que passaria a marca de sete obtidos na Rio-2016. Todavia, ambas tentativas fecharam a participação brasileira com duas pratas que devem ser igualmente valorizadas como as outras 19 que o país conquistou. No peso leve feminino, Bia até fez um primeiro round equilibrado com a irlandesa Kellie Harrigton, mas nos outros dois ficou mais latente a predominância da adversária no combate. Já as meminas que foram para quadra, não tiveram chances perante uma seleção americana, líder do ranking mundial e absolutamente favoritas. As parciais de 25/21, 25/20 e 25/14 não deixam margem para que o sonho fosse maior do que o alcançado.

Com isso, mais uma edição olímpica fica para trás, repleta de polêmicas, desde se deveria ter sido realizada na crise que a humanidade vive até presença de público e as influências das redes sociais. O fato é que aconteceu mais uma vez, com um ano de adiamento, os Jogos Olímpicos de Tóquio. E o que não faltará são grandes momentos, grandes personagens, grandes conquistas para que, quando olharmos a história e pensarmos "apesar de...", tenhamos a certeza que pudemos presenciar novamente grandes feitos realizados por esta espécie e cultivemos as mais lindas lembranças que a esportividade nos traz.

Tóquio 2020 - Dia 15: Receita campeã tem acarajé, azeite de dendê e vatapá

Publicado  sábado, 7 de agosto de 2021

Montagem sobre fotos de COB e CBF

Tá com fome e quer uma receita de sucesso? Mexa os ingredientes para a massa como Isaquias Queiroz mexe a pá na água, bata o recheio como Hebert Conceição e acrescente um molho experiente como Daniel Alves. Leve ao forno e sirva em uma bandeja dourada. Não tem como não fazer sucesso no fim de semana do dia dos país. Apesar de parecer culinária, essa é uma crônica de esporte.

Isaquias Queiroz, Hebert Conceição e Daniel Alves são atletas e não cozinheiros. Mas têm mais aspectos em comum desses três: todos conquistaram medalha de ouro no décimo quinto dia de competições para o Brasil (Canoagem Velocidade, Boxe e Futebol, respectivamente) e todos são orgulhosamente baianos. Se tem uma terra arretada, porreta de produzir campeões nessa edição dos Jogos de Tóquio é a Bahia. Mesmo lugar de origem de Ana Marcela Cunha, campeã da Maratona Aquática. E que pode produzir mais uma medalhista dourada, Beatriz Ferreira, no último dia de competições. O "país" baiano estaria entre as 20 potências esportivas do mundo. Além de ter uma culinária excelente que deve servir de combustível para tanto campeão. Muito axé!

Foto: Jonne Roriz/COB

Para um bom prato baiano ingredientes frescos e típicos da região são fundamentais. Muitas vezes precisa de um ingrediente úmido, leite ou água, para unir os outros ingredientes secos e deixar a massa mais macia. Esses fluídos precisam de uma batedeira bem forte e constante para deixar a massa homogênea. Tipo como o Isaquias Queiroz. Poucas vezes uma atuação individual foi tão soberana e imponente o remador de Ubaitaba. Na prova da Canoagem Velocidade C-1 1000m, venceu sua semifinal com folga e teve o privilégio de competir na raia central da final, por ter um dos melhores tempos. Desde o início foi destaque pela força e facilidade com que conduzia a canoa. Por determinado tempo, até metade da prova, esteve ao lado do chinês Hao Liu, que ficou com a prata. Serghei Tarnovschi, da Moldávia, que terminou com o bronze, não fez sombra. E por mais que sejam bons países, para a receita tem que ter resistência baiana mesmo. Então Isaquias conseguiu abrir mais de uma canoa de vantagem e terminou a massa em 4min04s408, tempo ideal para dar liga e deixar descansando até juntar com o recheio. Aqui vem uma dica fundamental para dar um diferencial ao sabor. Adicione instruções espanholas para trazer ares mediterrâneos. Isso porque Isaquias tinha o treinador Jesus Morlán, que morreu em 2018, com 52 anos, vítima de câncer no cérebro, e que deixou todo o cronograma de treinos para que seu pupilo cumprisse até os Jogos. Infelizmente, não conseguiu ver a consagração material do ouro, mas não deixou de ser lembrado nessa receita.

Foto: Wander Roberto/COB

O recheio pode ser uma carne ucraniana ao murro. É preciso ter uma mão de tijolo para esmurrar essa carne mais dura com eficiência e solte mais sabor quando for ao forno. Até irá pensar que está apanhando da carne, mas seja persistente e destemido como Hebert Conceição perante Oleksandr Khyzhniak, que batia, mas vinha perdendo a mão nos dois primeiros rounds. Faltando 1min40 a carne vai esmolecer, vai abrir a guarda. Esse é o momento de acertar um cruzado de esquerda na ponta do queixo. O bicho vai se retorcer, vai cair na lona. Quando tentar voltar, o termômetro vai indicar fim do preparo. Pode ter certeza que fez o certo e pode juntar com a massa para ir ao forno. Foi assim que o pugilista de Salvador fez no peso médio. Como uma cena de Rocky Balboa, que já daria por vencido, encontrou um golpe heroico no final e, incomumente, virou a luta com um nocaute. Fato que não acontecia em Olimpíadas há 25 anos. A vitória ficou maior ao saber que o rival não perdia a 62 lutas. Um sabor de ouro inigualável e um recheio maestral para um dia olímpico.

Foto: Gaspar Nóbrega/COB

Por fim, é preciso fazer um molho que vá juntar tudo naquela garfada saborosa quando está experimentando o prato. Aqui pode variar os ingredientes que for colocar, mas é importante ter um caldo grosso, envelhecido, de boa procedência e, de preferência, bem premiado internacionalmente. Uma boa indicação é o vinho Daniel Alves, safra 83, que venha de Juazeiro. Ele fica melhor com o tempo então é importante deixa curá-lo com bastante antecedência. Assim foi o capitão do time brasileiro de Futebol. Os demais ingredientes pareciam que não trariam um bom sabor contra uma paella espanhola na terceira final seguida da seleção em Jogos Olímpicos. Mas a percepção de Daniel Alves, ao salvar uma bola e recolocá-la na área, fez o ingrediente Matheus Cunha brilhar e abrir o placar da decisão. Já vinha tensa porque Richarlison tinha perdido um pênalti no começo e poderia ter azedado a receita. O próprio lateral direito aparentou que iria desandar ao ter sido desligado do fogo e ver Mikel Oyarzabal fazer gol nas suas costas. Mas a experiência desse vinho, já tão apreciado na própria Espanha por tantos anos, deu o caminho para o chef Jardine. Como falado, é melhor com mais tempo para incorpar os outros sabores. Então uma prorrogação, apesar de angustiante para quem já está com fome, deixa o prato com um gratinado especial. Então o chef, que parecia teimar com o que começou a receita, entendeu que precisava acrescentar um Malcom, vindo do banco para dar o toque final. Assim, no segundo tempo da extensão, já com o papel alumínio aberto, um contra-ataque certeiro deu a pincelada que faltava para painho ficar feliz com prato, talheres e guardanapo dourados e se esbaldar de comer o maravilhoso resultado de tantos esforços.


A expectativa do Brasil de vitórias no dia era alta, mas dificilmente pensar que viriam três ouros no mesmo dia, fato que nunca tinha acontecido na história olímpica do país.

Resumo do dia


Duas histórias mundiais fantásticas: ontem Kiyuna Ryo foi o primeiro japonês a conquistar ouro no Caratê e levou a foto da mãe para o pódio: "Depois de vencer, eu gostaria de dizer a minha falecida mãe que eu mantive a promessa de buscar a vitória nas Olimpíadas", declarou o carateca. Não tem como não se emocionar. Hoje, ao vencer o revezamento 4x400m com a equipe americana no Atletismo, Allyson Felix tornou-se a maior medalhista da modalidade, entre mulheres e homens, de toda história. Ela soma 11 medalhas desde Atenas 2004. Superou seu compatriota Carl Lewis, que conquistou dez entre Los Angeles-84 e Atlanta-96.

As medalhas:

  • > Atletismo maratona fem. - (QUE > QUE > EUA) // salto em altura fem. - (RUS > AUS > UCR) //  10000m fem. - (HOL > BAH > ETI) // lançamento de martelo masc. - (IND > CZE > CZE) // 1500 m masc. - (NOR* > QUE > GBR) // rev. 4x400m fem. - (EUA > POL > JAM) // masc. - (EUA > HOL > BOT);
  • > Basquete masc. - (EUA > FRA > AUS) // fem. (disp. bronze FRA 91 x 76 Sérvia);
  • > Beisebol masc. - (JAP > EUA > DOM);
  • > Boxe peso mosca masc. - (GBR > FIL) // fem. - (BUL > TUR) // meio-médio fem. - (TUR > CHN)
  • > Canoagem Velocidade C-2 500m fem. - (CHN > UCR > CAN) // K-4 500m fem. - (HUN > BLR > POL) // K-4 500m masc. - (ALE > ESP > SLK);
  • > Caratê kumitê acima de 61 kg fem. - (EGI > AZE > CAZ/CHN) // acima de 75 kg masc. - (IRA > SAU > TUR/JAP);
  • > Ciclismo de Pista madison masc. - (DIN > GBR > FRA);
  • > Ginástica Rítmica geral individual - (ISR > RUS > BLR);
  • > Golfe fem. - (EUA > JAP > NLZ);
  • > Handebol masc. - (FRA > DIN > ESP);
  • > Hipismo saltos por equipes - (SUE > EUA > BEL);
  • > Luta Olímpica estilo livre até 65 kg masc. - (JAP > AZE > IND/RUS) // até 97 kg masc. - (RUS > EUA > ITA/CUB) // até 50 kg fem. - (JAP > CHN > EUA/AZE);
  • > Natação Artística equipes - (RUS > CHN > UCR);
  • > Pentatlo Moderno masc. - (GBR > EGI > KOR);
  • > Polo Aquático fem. - (EUA > ESP > HUN);
  • > Saltos Ornamentais plataforma 10m masc. - (CHN > CHN > GBR);
  • > Vôlei masc. - (FRA > RUS > ARG) e;
  • > Vôlei de Praia masc. - (NOR > RUS > QAT).
*Estabeleceu novo recorde olímpico

Brasileiros

>A equipe de Ginástica Rítmica ficou com a 12ª colocação nas apresentações iniciais e não avançou.

>Já no Hipismo saltos por equipe, os cavaleiros brasileiros ficaram com a sexta posição na final.

>Grata surpresa ao ver o jovem Kawan Figueiredo Pereira, de 19 anos, que concluiu a prova dos Saltos Ornamentais em 10º.

>O Vôlei masculino perdeu a decisão do bronze por 3 sets a 2 para a Argentina.

Tóquio 2020 - Dia 13: A arte da alquimia com medalhas

Publicado  quinta-feira, 5 de agosto de 2021


Atletas brasileiros estão empenhados em transformar um sonho em medalha, um bronze em prata ou ouro e, com seus elixires, buscam a vida eterna no Panteão Olímpico. Pedro Barros transformou suas manobras em prata, Bia Ferreira e Herbert Conceição evoluíram seus bronzes e o Vôlei masculino, perdeu a mão mágica, e voltou ao pó.

Alquimia é a prática medieval que utilizava os primeiros fundamentos da química, física, biologia, medicina, semiótica, arte, antropologia, matemática e outras ciências. Tinha dois objetivos principais: transmutação de metais de menor valor em ouro e obtenção da vida eterna, com a retirada de todos os males. Pois bem, ao chegar os momentos decisivos da Olimpíada de Tóquio, muitos competidores brasileiros estão se tornando especialistas nesta ciência mística. Alguns tiveram sucesso, outros chegaram a ver o brilho, mas amarguraram o insucesso das transformações.

Foto: Gaspar Nóbrega/COB

O caso de maior sucesso comprovado foi de Pedro Barros, no Skate park. O catarinense "Super Sayajin" executou uma alquimia quase perfeita na pista de Bowl japonês. Levitou, voou, girou, saltou. E para quem já tinha um título mundial, transformou o sonho olímpico em uma prata verdadeira, além de ter conseguido a imortalidade. Seu nome estará para sempre no Hall da Fama olímpica, como um dos três primeiros a figurar no pódio da modalidade na história. Só não esteve tão encantado quanto o australiano Keegan Palmer, que encontrou a melhor fórmula logo na primeira volta e apenas aperfeiçoou seu ouro na sequência.

Por muito pouco, Luiz Francisco não encontrou o caminho para o bronze. Fez tudo o que era necessário para que surgisse o metal, mas havia o americano Cory Juneau que já tinha tocado e imantado para perto de seu peito.

Darlan Romani, no arremesso de peso do Atletismo, foi na mesma linha de Luizinho. Como ele mesmo descreveu, deu 200% na prova. Contudo 21, múltiplo dos míticos 3 e 7, não era o resultado da equação necessária para chegar ao pódio. Lançou a esfera a 21.88m de distância. Talvez fosse impossível alcançar o mais reluzente metal com o novo recorde olímpico de 23,30m obtidos pelo americano Ryan Crouser. Mas para chegar ao bronze, precisava de mais 60 cm. Ficou em quarto.



Um esporte que, assim como o Skate, tem fornecido os ingredientes ou materiais perfeitos para grandes transformações, em todos os sentidos, é o Boxe. Como se não bastasse estar transformando socialmente pessoas carentes para o lado da cidadania e capacidade, tem produzido verdadeiros campeões. Depois de Abner Teixeira ter fabricado bronze, hoje foi a vez de Beatriz Ferreira, no peso leve, e Hebert Conceição, no peso médio, transformarem o metal menos nobre. Não se sabe qual será o resultado, pois demora alguns dias a transformação completa. Venceram suas lutas nas semifinais e, se tiverem a mão de pedra filosofal certa, podem alcançar a imortalidade na final, ao lado de Servílio de Oliveira, Éder Jofre, Popó e tantos outros.

Por outro lado, um laboratório que era conhecido por seus fantásticos resultados, perdeu a mão. Esse "centro de excelência", como ficou conhecido a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), depois de ver todas as suas duplas construírem castelos de areia, está vendo suas cartas marcadas da quadra se transformar em pó. Isso porque o time masculino perdeu de forma inacreditável para a Rússia na semifinal e vai disputar o bronze com a Argentina. Tinha todos os ingredientes para continuar fabricando o mesmo ouro da Rio-2016, mas distribuições erradas de jogo somadas com apatia e falta de substituições fizeram toda a receita vitoriosa ser revertida em latão, um metal usado para sucata. O único bruxo que pode salvar a credibilidade da entidade é Zé Roberto e suas feiticeiras raivosas.

Resumo do dia

  • > Atletismo salto triplo masc. - (POR > CHN > BKN [Burkina Faso]) // arremesso de peso masc. - (EUA* > EUA > NZL) // 110m com barreiras masc. - (JAM > EUA > JAM) // marcha atlética 20 km masc. - (ITA > JAP > JAP) // salto com vara fem. - (EUA > RUS > GBR) // 400m masc. - (BHM [Bahamas] > COL > GRA [Granada]) // heptatlo fem, - (BEL > HOL > HOL) // decatlo masc. - (CAN > FRA > AUS);
  • > Boxe peso leve fem. - (bronze para FIN/THA - disp. ouro BRA x IRL) // peso mosca masc. - bronze para CAZ/JAP - disp. ouro GBR x FIL) // peso médio masc. - (bronze para RUS/FIL - disp. ouro BRA x UCR) // peso pena masc. - (RUS > EUA);
  • > Canoagem Velocidade K-1 200m masc. - (HUN > ITA > GBR) // C-1 200m fem. - (EUA > CAN > UCR) // K-1 500m fem. - (NLZ > HUN > DIN) // K-2 1000m masc. - (AUS > ALE > CZE);
  • > Caratê kata fem. - (ESP > JAP > ITA/HKG) // kumitê até 67 kg masc. - (FRA > TUR > CAZ/JOR) // kumitê até 55kg fem. - (BUL > UCR > TPE/AUT);
  • > Futebol fem. disp. bronze - EUA 4 x 3 AUS;
  • > Luta Olímpica estilo livre até 57 kg masc. - (RUS > IND > EUA/CAZ) // até 86 kg masc. - (EUA > IRA > SMN/RUS) // até 57 kg fem. - (JAP > BLR > BUL/ EUA);
  • > Maratona Aquática - 10km masc. - (ALE > HUN > ITA);
  • > Saltos Ornamentais plataforma 10m fem. - (CHN > CHN > AUS);
  • > Skate park masc. - (AUS > BRA > EUA) e;
  • > Tênis de Mesa por equipes fem. - (CHN > JAP > HKG).

Brasileiros

>Os revezamentos 4x100m fem. e masc. correram para buscar uma final, mas não ficaram entre os melhores tempos. Três marchadores foram para a prova dos 20 km. Um terminou em 13º, outro 46º e o último não completou. Teve ainda Darlan Romani no arremesso já falado.

>No Pentatlo Moderno, Maria Ieda Guimarães terminou a parte de esgrima em 33º. Amanhã a prova continua.

>Três brasileiros tinham chance de medalha no Skate park. Só Pedro Barros subiu ao pódio. Luiz Francisco ficou em quarto e Pedro Quintas, em oitavo.

Tóquio 2020 - Dia 11: Não deixe que eu acorde desta terça-feira olímpica

Publicado  terça-feira, 3 de agosto de 2021

Foto: Jonne Roriz/COB
O décimo primeiro dia de competições de Tóquio parecia um sonho, daqueles que, quando acorda, você tenta retornar só para curtir mais um pouco. Grande número de medalhas durante a madrugada inteira, três quebras de recordes mundiais e Brasil potência esportiva, com direito a bicampeonato olímpico e mais três bronzes.

Esse negócio de ficar acordado por muitas madrugadas seguidas e trocar o dia pela noite, dá um nó em nossas cabeças. Veja só, quando que veríamos o Brasil ter chances de conquistar ou assegurar oito ou nove medalhas no mesmo dia? Assistir muito a Olimpíada dá nessas coisas. Desta terça-feira dos sonhos, o país teve reais condições de cinco medalhas e levou um ouro e três bronzes. Ainda tinha remotas possibilidades de mais três. E poderia ter assegurado mais três e assim o fez em duas.

O sonho começou como "pesadelo", se é possível chamar um quarto lugar do mundo dessa forma. Isaquias Queiroz buscava mais uma medalha na Canoagem Velocidade K-2 1000m. Ao lado do novo parceiro Jacky Godmann, justificou o favoritismo de uma vaga na final, com o segundo tempo da bateria. Contudo, a dupla não conseguiu emparelhar com cubanos, chineses e alemães na final. Terminaram na quarta colocação.

Foto: Gaspar Nóbrega/COB
A partir daí o sono passou a ficar mais profundo e tranquilo, com muitas alegrias. O jovem Alison dos Santos correu leve como uma pluma e passou pelas barreiras como nuvens que se desfaziam. Nos 400m com barreiras, ele foi um dos protagonistas de uma das provas mais tecnicamente bem disputadas e difíceis até agora. Quase todos os oito atletas estipularam novas marcas pessoais, da temporada, do país, continentais (caso dele próprio, com recorde sul-americano pelo tempo de 46s72) ou mundial. O norueguês Karsten Warholm ficou com o ouro, com o fantástico tempo de 45s94 e o americano Rai Benjamin apertou, mas acabou com a prata. O tempo de Alison foi suficiente para o bronze.

Foto: Jonne Roriz/COB
O ápice do sonho veio já na sequência, na Vela. Martine Grael e Kahena Kunze partiram para a regata da medalha da classe 49er FX em segundo na classificação. Havia possibilidade desde conquistar o ouro até ficar fora do pódio, dependendo da combinação de resultados. Felizmente para as velejadoras campeãs no Rio-2016 a combinação foi a melhor possível. Chegaram em terceiro na regata, mas com holandesas, alemãs e espanholas, que também brigavam, ficaram para trás, tornou o sonho do bicampeonato olímpico realidade com tons dourados no mar japonês.

Foto: Gaspar Nóbrega/COB
Duas medalhas novas, que ainda não se sabe de qual metal, tipo quando não identifica uma pessoa ou objeto no sonho, ganharam contornos mais claros e conforme ia raiando o dia. A primeira foi garantida com Beatriz Ferreira no Boxe peso leve. Não deu margem para interpretação dos juízes contra a lutadora do Uzbequistão. Passou das quartas-de-final e já assegurou, pelo menos, o bronze. A outra teve traços de déjà-vu, com Brasil e México em decisão no futebol masculino, já que os dois países fizeram a final de Londres-2012. Desta vez, o jogo teve ares dramáticos e chegaram a perturbar o sono. O placar de 0 a 0 perdurou até a prorrogação. Mas a tranquilidade veio com os anjos, digo com o goleiro Santos e a trave, que pararam dois pênaltis mexicanos. Os quatro batedores brasileiros converteram e garantiram, ao menos, uma nova prata. É a terceira decisão seguida do país, que vai tentar o bi contra a Espanha.

Foto: Gaspar Nóbrega/COB
Também aconteceu de aparecer elementos que te trazem a certeza de não estar na realidade, mas que são muito sentidos dentro do sonho. Foi assim com o segundo bronze do dia. No Boxe, peso pesado, Abner Teixeira deu a impressão que poderia vencer o cubano na semifinal e transformar o bronze garantido em um metal mais valioso. Nem nos melhores sonhos isso foi possível e o pugilista teve que contentar-se com o feito que já tinha alcançado anteriormente em sua campanha.

Foto: Gaspar Nóbrega/COB
Já com o dia claro, veio aquela parte do sonho que te faz acordar bem, sorridente e satisfeito de ter sonhado tudo aquilo. Thiago Braz mostrou que é saltador de finais olímpicas e cresce nos momentos decisivos. Era muito difícil repetir o ouro do Rio por sua forma em recuperação e o favoritismo do sueco Armand Duplantis, que confirmou o ouro, e do americano Chris Nilsen, que ficou com a prata. Mas se o sonho fosse almejado com muita vontade, um lugar no pódio poderia acontecer. Assim, Braz saltou 5,87m, sua melhor marca da temporada no salto com vara, garantindo o bronze.

É claro que esse dia não passou de um delicioso sonho. Impossível ter visto tanto de um Brasil que dá certo desse jeito. Pena que só durou um dia olímpico.

Resumo do dia

Muitas medalhas:

  • > Atletismo salto em distância fem. - (ALE > EUA > NIG) // 400m com barreiras masc. - (NOR** > EUA > BRA) // salto com vara masc. - (SUE > EUA > BRA) // lançamento de martelo fem. - (POL > CHN > POL) // 800m fem. - (EUA > GBR > EUA) // 200m fem. - (JAM > NAM > EUA);
  • > Boxe peso pena masc. - (bronze para GAN/CUB - disp. ouro: RUS x EUA) // peso pesado masc. - (bronze para BRA/NZL  - disp. ouro: CUB x RUS) // peso pena fem. - (JAP > FIL) // peso meio-médio masc. - (CUB > GBR);
  • > Canoagem velocidade K-1 200m fem. - (NLZ > ESP > DIN) // C-2 1000m masc. - (CUB > CHN > ALE) // K-1 1000m masc. - (HUN > HUN > POR) // K-2 500m fem. - NLZ > POL > HUN);
  • > Ciclismo de Pista perseguição por equipes fem. - (ALE** > GBR > EUA) // sprint por equipes masc. - (HOL* > GBR > FRA);
  • > Ginástica Artística barras paralelas masc. - (CHN > ALE > TUR) // trave fem. - (CHN > CHN > EUA) // barra fixa masc. - (JAP > CRO > RUS);
  • > Levantamento de peso até 109 kg masc. - (UZB** > ARM > LET);
  • > Luta Olímpica estilo greco-romana até 77 kg masc. - (HUN > QGZ [Quirguistão] > AZE/JAP) // até 97 kg masc. - (RUS > ARM > IRA/POL) // estilo livre até 68 kg fem. - (EUA > NIG > QGZ/UCR);
  • > Saltos Ornamentais trampolim 3m masc. - (CHN > CHN > GBR) e;
  • > Vela classe 49er FX (BRA > ALE > HOL) // classe 49er - (GBR > NLZ > ALE) // classe Finn - (GBR > HUN > ESP) // classe Nacra 17 - (ITA > GBR > ALE).
*Estabeleceu novo recorde olímpico // **Estabeleceram novos recordes mundiais

Brasileiros

Mesmo com todas aquelas conquistas, ainda teve outros brasileiros em disputas com resultados diversos.

>Wanderson de Oliveira poderia ter garantido a quarta medalha do Boxe brasileiro nessa edição dos Jogos, caso tivesse vencido o cubano Andy Cruz no peso leve. Parou nas quartas.

>Outra remota chance de medalha foi na despedida da Ginástica Artística. Flávia Saraiva competiu contundida na final da trave, mas terminou com a sétima colocação.

>No Hipismo saltos individual, Yuri Mansur zerou o percurso com o cavalo Alfons e está na final. Marlon Zanotelli derrubou um obstáculo com o cavalo Edgar M e ficou em 31º. Classificam 30.

>Samuel Albrecht e Gabriela Nicolino tinham chances quase nulas na regata da medalha da classe Nacra 17. Terminaram na décima colocação.

>Laís Nunes não foi párea para a búlgara na Luta Olímpica estilo livre até 62 kg. Perdeu a luta e parou nas oitavas da categoria. 

>O time masculino de Vôlei não enfrentou grandes dificuldades contra o Japão. Venceu por 3 sets a 0 e está na semifinal contra a Rússia.

>Já a dupla Rebecca e Ana Patrícia até engrossaram contra a dupla alemã no Vôlei de Praia, mas perderam por 2 a 1 e se despediram nas quartas. Ana Patrícia já veio de alguns dias de mal súbito e, depois da partida, desmaiou novamente.

Tóquio 2020 - Dia 06: Mulher brasileira, sinônimo de força, habilidade, competência

Publicado  quinta-feira, 29 de julho de 2021


Rebeca Andrade e Mayra Aguiar conquistam duas medalhas para o Brasil, na Ginástica Artística e no Judô. Representam a realização do esforço e reconhecimento que tantas outras mulheres buscam e merecem, dentro de um país que está há anos-luz de dizer que promove igualdade de gênero nas oportunidades da vida. Mais um passo dado na luta que não pode parar.

Uma nação forte passa, necessariamente, pelas mãos e pés de mulheres fortes que essa nação comporta. Assim é quando ocorre guerras, questões sanitárias ou conquistas esportivas. Hoje o Brasil acordou mais forte por causa de muitas mulheres que estão batalhando e se expondo, longe de suas famílias e amigos, do outro lado do mundo, para honrar a bandeira verde e amarela. As conquistas foram individuais, mas representam outras tantas atletas de esportes coletivos, técnicas, profissionais da delegação, jornalistas na cobertura e as mais de 100 milhões de brasileiras que continuam a batalha por aqui.

Foto: Julio Cesar Guimarães/COB

O bronze no judô com a gaúcha Mayra Aguiar, na categoria até 78 kg, veio com uma campanha que oscilou da vitória fácil na primeira rodada contra a israelense, passou pela derrota doída nas quarta para a alemã e pela recuperação mental para seguir com seu objetivo. Mostrou força contra uma escola dura como a russa e terminou com um sorriso depois de imobilizar a sul-coreana e aplicá-la ippon. É simplesmente a única brasileira a subir no pódio olímpico, em um esporte individual, por três Olimpíadas seguidas (Londres-2012, Rio-2016 e Tóquio-2020).

Foto: Jonne Roriz/COB

A prata da guarulhense Rebeca Andrade, na Ginástica Artística individual geral, tem uma representatividade igualmente importante, porque diz de uma negra que venceu na vida, que superou cirurgias de ligamento cruzado do joelho, falta de estrutura e se colocou entre uma americana e uma russa, duas potências do esporte, para dizer que é a segunda melhor do mundo. Fez apresentações impecáveis no salto, nas barras paralelas e na temível trave, com uma nota revisada para cima. Se não cometesse erros no solo, tinha chances reais do ouro. Pode ter sido um pouco de nervosismo ou ansiedade, mas vem para lhe fortalecer para as finais por aparelho que ainda vai disputar. E é uma medalha inédita, que Daiane dos Santos e outras que vieram antes trilharam esse caminho, mas não foram congratuladas em Jogos Olímpicos.

Hoje não faltaram histórias de mulheres brasileiras fantásticas. O vôlei feminino somou sua terceira vitória em três partidas e segue firme para classificação no grupo. A vítima da vez foi o Japão que perdeu por 3 sets a 0. Mas a vitória não veio sem um momento traumático. Durante o terceiro set, a levantadora Macris virou o tornozelo e saiu chorando de quadra. Fica ainda a torcida para que possa voltar nas fases decisivas e continuar ajudando o time.

Foto: Wander Roberto/COB

Ana Sátila fez o segundo melhor tempo na Canoagem Slalom C-1 na semifinal e tornou-se a primeira brasileira a chegar entre as dez melhores. Infelizmente, não passou em um dos portões na final e teve 50 segundos acrescidos a seu tempo, terminando na décima colocação. A bicampeã mundial terá mais três anos para ser mais uma mulher a reescrever sua trajetória em Jogos Olímpicos.

Assim como Priscilla Stevaux Carnaval, que não avançou no Ciclismo BMX corrida, ou Grazielli de Jesus, que não passou das oitavas no Boxe peso mosca. Ou ainda Ane Marcelle dos Santos, que venceu a primeira no Tiro com Arco e perdeu a segunda.

A inspiração pode vir de Laura Pigossi e Luisa Stefani, que perderam hoje na semifinal do Tênis duplas, mas ainda disputarão o bronze. Ou do Handebol, que perdeu hoje para a Espanha por 27 a 23, mas ainda tem chance precisando de uma vitória contra França ou Suécia nos dois últimos jogos do grupo. Ou de Ágatha e Duda, que se recuperaram e venceram a segunda no Vôlei de Praia e classificaram-se para as oitavas. Ainda podem olhar para as Yaras do Rugby de 7, que mesmo perdendo os dois primeiros jogos, são motivo de orgulho só de estarem lá representando um continente inteiro.

Resumo do dia

Vamos direto às medalhas:

  • > Canoagem Slalom C-1 fem. - (AUS > GBR > ALE);
  • > Esgrima Florete por equipes fem. - (RUS > FRA > ITA);
  • > Judô até 78 kg fem. - (JAP > FRA > BRA/ALE) // até 100 kg masc. - (JAP > KOR > RUS/POR);
  • > Natação 800m livre masc. - (EUA > ITA > UCR) // 200m peito masc. - (AUS* > HOL > FIN) // 200m borboleta fem. - (CHN* > EUA > EUA) // 100m livre masc. (EUA* > AUS > RUS) // RE. 4x200m livre fem. - (CHN** > EUA > AUS);
  • > Remo dois sem masc. - (CRO > ROM > DIN) // dois sem fem. - (NZL > RUS > CAN) // skiff duplo leve masc. - (IRL > ALE > ITA) // skiff duplo leve fem. - (ITA > FRA > HOL);
  • > Tiro Esportivo trap fem. - (SVK* > EUA > SMR) // trap masc. - (CZE* > CZE > GBR) e;
  • > Tênis de Mesa individual fem. - (CHN > CHN > JAP).
*Estabeleceram novos recordes olímpicos // **Estabeleceu novo recorde mundial

Brasileiros

>Pelo Ciclismo BMX prova de corrida, Renato Rezende ficou em terceiro no somatório de sua bateria e classificou-se para a semifinal.

>Na única participação em finais da Natação de hoje, Guilherme Costa ficou com o oitavo tempo dos 800m livre. Nas eliminatórias, participações brasileiras em três provas, mas nenhuma avançou para as fases decisivas.

>Verthein Ferreira fez o quinto tempo na semifinal do Remo skiff simples e não classificou-se para a final da prova. É o melhor desempenho de um brasileiro na prova. Ainda vai disputar a final B, que define de 7º a 12º lugares.

>Hebert Conceição venceu por decisão dividida no Boxe peso médio e avançou para as quartas.

>Rafael Buzacarini perdeu na primeira luta do Judô até 100 kg e não pôde ir até a repescagem.

>Também no Vôlei de Praia, a dupla Alison/Álvaro Filho venceram os holandeses por 2 sets a 0 e vão para as oitavas como melhor dupla do grupo.

>Vela: Nacra 17 (seis regatas) - 11º // 49er (seis regatas) - 16º // 470 fem. (quatro regatas) - 5ª // Laser (oito regatas) - 4º // RS:X fem. (doze regatas) - 10ª // Finn (seis regatas) - 13º // 470 masc. (quatro regatas) - 9º.

Ícones do esporte: Rocky Marciano

Publicado  quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Terceira coluna publicada no Bola Parada

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No último sábado, pudemos assistir ao circo - quase pode-se dizer a luta - entre o boxeador norte americano Floyd Mayweather e o lutador de artes marciais irlandês Conor McGregor, que resultou na esperada vitória do pugilista. Com isso, "Money" Mayweather somou sua 50ª vitória na nobre arte e concluiu sua carreira de forma invicta com o cartel de 50-0-0, sendo 27 dessas vitórias por nocaute.
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Mas venho aqui trazer um nome que é uma lenda no esporte e que é muito mais representativo. Estou falando de Rocco Francis Marchegiano, ou simplesmente Rocky Marciano. Ele pode não ter alcançado as cifras que Floyd tem, mas o ítalo-americano foi muito mais avassalador em sua época. Conquistou 49 vitórias e também encerrou sua carreira sem sequer empatar um embate. No entanto, superou 43 de seus oponentes nocauteando-os, o que significa aproximadamente 70% de seus combates tiveram que ser interrompidos pelo árbitro, uma vez que o outro lutador não tinha mais condições de continuar.
Nasceu no dia 1º de setembro de 1923, em Brockton, no estado de Massachusetts, e morreu um dia antes de completar 46 anos, num desastre aéreo, em Iowa. Mesmo assim, seu 94º aniversário vem ser recordado nesta semana. É tido como um dos maiores peso pesados de toda história, faz parte do Hall da Fama do Boxe desde 1990, quando foi criado este memorial. Pode ser colocado na mesma prateleira de Joe Frazier, Mike Tyson, Joe Louis (a quem, inclusive, venceu por nocaute em 1951), George Foreman e Evander Holyfield. Só não o coloco no mesmo patamar de Muhammad Ali, por acreditar que este foi o maior de todos os tempos.
18119350_1255299524569336_7702770856492960824_nEra dono de um estilo destemido, concentrado e respeitoso para com os adversários. Quem viveu nesta época, diz que, apesar de não ter um corpo tão característico de lutadores da categoria, tinha uma das mãos mais pesadas de toda história. Veja aqui um compilado de suas lutas e entenda a potência de seus golpes. Tanto fazia qual era a mão, seus diretos causavam grande estrago em quem subia no ringue para enfrentá-lo. Ele também tinha uma alta capacidade de resistir às pancadas que sofria.
Começou a lutar profissionalmente com 23 anos. Em 17 de março de 1947 fez sua primeira vítima, Lee Epperson. Lutou em alguns lugares importantes, como no templo da modalidade, o Madson Square Garden, e o Yankee Stadium. Em setembro de 1952 superou Jersey Joe Walcott, no Municipal Stadium, na Philadelphia e passou a ser detentor do cinturão, status que não o deixou até o fim de sua carreira. Sua última luta foi quatro anos mais tarde contra Archie Moore, no bairro do Bronx. Parou de lutar por conta das marcas em seu rosto e em consideração à esposa Barbara e à filha Marie Anne, fato que é comum em tantos lutadores.
g1_u5989_rocky_marcianoA Philadelphia é o local onde morava o personagem que Marciano serviu de inspiração. Sim, ele é o responsável por Sylvester Stallone protagonizar Rocky Balboa em sete filmes no cinema. [Aquele momento em que vem à cabeça a música e a cena clássica de subir as escadarias correndo até o topo]. Todo mundo já assistiu ou ouviu falar na franquia que tanto fez sucesso e impulsionou ainda mais o esporte. Outra curiosidade sobre Rocky é que ele foi imortalizado também em uma edição de selos postais dos correios americanos.Tirando o personagem, tem um filme de 1999 chamado "Rocky Marciano", alguns DVDs e pelo menos sete livros que contam mais sobre sua carreira. Nada mais justo para ícone que está no Olimpo daqueles que usaram luvas para fazer arte.

Coluna publicada originalmente em 29 de agosto de 2017

Conheça a modalidade - Boxe

Publicado  quinta-feira, 23 de junho de 2016

A modalidade que trago hoje, a quarta da série, é conhecida como a nobre arte, é o BOXE.


A história data relatos do surgimento do esporte no fim do século VII a.C. na Grécia Antiga, com lutadores usando tiras de couro enroladas nos punhos. Em 1867, John Chambers foi encarregado de estabelecer regulamentos que vigoram até hoje.
É considerado uma arte marcial. Resistência, reflexos rápidos e agilidade dos membros são características essenciais para um pugilista ser bem sucedido.
Faz parte do programa olímpico desde St. Louis/1904. Desde então, a única vez que não esteve em uma edição de Olimpíada foi em Estocolmo/1912, devido a uma lei da Suécia que bania a prática da modalidade em seu território. As mulheres só puderam competir a partir da última edição em Londres/2012.
Há diferenças entre o boxe profissional e o olímpico, mas com o objetivo de aproximar-se do mais habitual, foram mudadas algumas regras do olímpico: tirou-se os protetores de cabeça; antes tinha um sistema de pontuação em que eram necessários três dos cinco juízes apertarem botão de ponto ao mesmo tempo para ser consignado o tento para determinado atleta, agora, como no boxe clássico, que vence o round tem nota 10 e quem perde, pode ter 9 ou 8. 
Os nome dos golpes desferidos são o jab, o direto, o cruzado, o hook, o uppercut e o jab-direto.
Para os homens, são três rounds de três minutos cada com um de descanso. Para as mulheres, são quatro rounds de dois minutos cada com um de descanso.
Os atletas são divididos por categoria de peso. São dez no masculino e três no feminino, com 52 medalhas em jogo, já que o sistema de disputa é por eliminação simples e os dois lutadores que chegarem à semifinal e perderem, automaticamente recebem um bronze cada, não há disputa de terceiro lugar.

As categorias (em azul, masculino, e em vermelho, feminino):
  • Peso mosca-ligeiro (46-49 kg)      Peso mosca (48-51 kg)
  • Peso mosca (-52 kg)                   Peso ligeiro (57-60 kg)
  • Peso galo (-56 kg)                      Peso médio (69-75 kg)
  • Peso ligeiro (-60 kg)
  • Peso meio-médio ligeiro (-64 kg)
  • Peso meio-médio (-69 kg)
  • Peso médio (-75 kg)
  • Peso meio-pesado (-81 kg)
  • Peso pesado (-91 kg)
  • Peso superpesado (+91 kg)

Curiosidades
A partir desta edição dos Jogos, a Federação Internacional de Boxe decidiu aceitar lutadores profissionais, devido a interesses políticos. Antes era somente permitido amadores. Mesmo assim, não devem comparecer figuras importantes da modalidade, já que não envolve patrocínio;
Grandes nomes do pugislismo surgiram em Olimpíadas: Muhammad Ali (ainda com o nome de Cassius Clay) em 1960, Joe Frazier em 1964, George Foreman em 1968, Sugar Ray Leonard em 1976, Oscar de la Hoya em 1992 foram alguns deles;
O primeiro boxeador brasileiro a conquistar uma medalha foi Servílio de Oliveira, em 1968, na Cidade do México. Ele levou um bronze para casa.

Destaques
No lado feminino, a jovem norte-americana Claressa Shields é o nome mais cotado para uma medalha certa. Ela é atual campeã olímpica e bicampeã mundial na categoria peso médio.
Outro destaque fica com a irlandesa Katie Taylor, pentacampeã mundial e atual campeã olímpica na categoria peso ligeiro.
Entre os homens, um nome para ficar de olho é do irlandês Michael Conlan, campeão mundial do peso mosca.
Além dele, a tradição cubana se faz presente com Roniel Iglesias, atual campeão olímpico no peso meio-médio ligeiro.

Brasileiros
Robson Conceição tem grandes possibilidades de trazer o primeiro ouro do país, na categoria peso leve. Já foi vice-campeão mundial em 2013.
Há outros nomes por quem torcer, como Robenilson de Jesus e Adriana Araújo, que levou bronze em Londres, mas têm obstáculos mais duros no caminho.

Quadro de medalhas da modalidade
Mais um esporte em que os Estados Unidos são soberanos, 111 medalhas, sendo 49 de ouro.
Cuba continua uma potência na modalidade, é segunda, com 67 medalhas, 34 delas douradas.
A Grã-Bretanha é terceira força com 17 medalhas de ouro, 53 no total.
O Brasil está em 50º lugar com apenas 1 prata e 3 bronzes.

Onde e quando ocorre
Riocentro - pavilhão 6 será o local dos ringues.
O gongo soa já no dia 06 de agosto e vai até momentos antes da cerimônia de encerramento no dia 21 de agosto.

Amanhã será explicado o que é Canoagem Slalom.

Uma lenda morre enquanto outra escreve sua história

Publicado  terça-feira, 7 de junho de 2016

O esporte, de uma maneira geral, é muito dinâmico. Ainda o luto de uma perda de um ídolo do tamanho de Muhammad Ali pode ser sentida e será por muito tempo. Mesmo assim, não há como não ficar feliz com a mais recente conquista de Novak Djokovic na França.
Na última sexta-feira, tivemos uma daquelas perdas que só nos damos conta de sua dimensão por ter ocorrido no nosso tempo. Simplesmente o melhor pugilista de todos nos deixou, aos 74 anos. Tudo o que for dito ou feito para homenagear Cassius Clay será pouco, por tudo o que essa personalidade fez no boxe e para melhorar a sociedade como um todo.
Muhammad Ali, na revanche contra Sonny Liston, em 1965
O primeiro tricampeão mundial dos pesos pesados e campeão olímpico morreu por conta de choque séptico devido a causas naturais, depois de ter sido internado um dia antes, em Phoenix, no Arizona. Já vinha sofrendo com complicações de saúde há muito tempo. Lutou e venceu muitos rounds, mas uma hora essa batalha acabaria. Não dá para falar que perdeu, uma vez que já está imortalizado na memória de todos que gostam de esporte e que podem procurar por grandes humanos da história.
Ali protagonizou fantásticas lutas contra Joe Frazier, George Foreman e Leon Spins. Foi considerado o esportista do século pela renomada Sports Ilustrated. Travou outras importantes lutas fora dos ringues, combatendo a discriminação racial e se recusando servir ao exército na Guerra do Vietnã. Dentro dos tablados, teve 57 vitórias, sendo 37 por nocaute, e apenas 5 derrotas.
Está sendo preparado um grande celebração de sua vida no funeral que ocorrerá na próxima sexta-feira, em Louisville, Kentucky, cidade natal do boxeador. Personalidades como o ex-presidente Bill Clinton e o ator Will Smith estarão presentes. Mas o mundo inteiro chora a perda de uma lenda. Feliz daqueles que tiveram a oportunidade de vê-lo em ação.
Por outro lado, no velho continente, o sérvio Novak Djokovic vem aumentando sua participação entre as lendas vivas do tênis, escrevendo um capítulo que ainda não existia em sua galeria de conquistas, com a obtenção do título de Roland Garros, o único Grand Slam que faltava em sua carreira. Ao término, cumpriu uma promessa ao repetir o gesto de riscar um coração e deitar-se sobre ele, homenageando nosso Guga, que estava presente.
No domingo, bateu o britânico Andy Murray por 3 sets a 1, com as parciais de 3-6/ 6-1/ 6-2/ 6-4, na quadra de terra batida de Paris e se tornou apenas o oitavo tenista a conquistar os quatro maiores torneios do circuito. Ele se junta às lendas Fred Perry, Don Bugde, Rod Laver, Roy Emerson, Andre Agassi, Roger Federer e Rafael Nadal, estes dois últimos ainda em atividade.
Novak beija seu novo troféu na quadra Philippe-Chatrier
Já havia vencido o Australian Open seis vezes, sendo atual bicampeão do torneio, assim como é em Wimbledon, onde tem três conquistas ao todo, além de ser atual campeão do US Open, competição que já venceu duas vezes. 
Aliás, da última edição do torneio britânico para cá, Djokovic tem sido o único vencedor, mostrando que está no auge de sua forma, sendo quase imbatível na atualidade. Esse feito pode se tornar maior caso vença Wimbledon e o US Open ainda esse ano. E pode completar o Golden Slam, caso essas vitórias se concretizem e ele conquiste a medalha de ouro no Rio, em agosto. Imagina o tamanho de um feito desse aos 29 anos de idade. Com a bola que ele vem jogando, alguém ainda duvida dessa carismática lenda? 

Muita expectativa para pouca luta

Publicado  domingo, 3 de maio de 2015

Nesta madrugada de sábado para domingo, ocorreu a luta mais esperada dos últimos tempos no mundo do boxe, entre o invicto Floyd Mayweather e o filipino Manny Pacquiao, com vitória (contestável) do americano, que unificou os cinturões do Conselho Mundial, da Associação Mundial e da Organização Mundial de Boxe pelo peso meio-médio, este último pertencia ao desafiante.
Por se tratar de dois ícones do esporte conhecidos mundialmente, o tanto que se esperou para a luta acontecer, os valores astronômicos movimentados entre apostas e bolsas pagas, criou-se muita expectativa para ver um grande combate. Muitos chamaram de "luta do século". Outros falaram que não tinha uma luta tão grandiosa desde o fim da trilogia entre Muhammad Ali e Joe Frazier há 40 anos. Talvez um grande exagero. Mas a verdade é que a nobre arte merecia um embate mais empolgante do que o que foi visto na MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas.
A luta, que era programada para doze rounds, teve alternância entre os dois lutadores de quem se portava melhor, por isso era difícil prever um resultado, ainda mais com uma diferença acentuada de pontuação, mas ninguém nunca chegou perto de nocautear o adversário. No fim, os juízes foram unânimes, com 118-110, 116-112 e 116-112 a favor do lutador da casa, que agora conta com 48 triunfos.
Previsivelmente, era para ser uma luta burocrática, por ter muito em jogo e lutas desse tipo terem um ar suspeito em torno do resultado. Tanto que Mayweather disse ao ser perguntado sobre a luta: "Eu não vou aqui dar palpite. Se ele se interessou mais pela luta, eu lutei de forma inteligente". De fato, se viu um Pacquiao tomando mais iniciativa e o americano contragolpeando mais, o que gera uma tendência a acreditar que "Pac-man" merecia mais a vitória. O auge da luta foi no quarto assalto, no qual o filipino encaixou uma sequência de golpes e empolgou o público presente.
Mas foi muito pouco de luta efetiva de ambos para o tanto que se falou desse combate. Nenhum dos dois saiu com sinais aparentes, cortes no supercílio, nariz sangrando, sequer um inchaço no rosto.
O boxe mostra-se ainda muito mais forte do que o tão famigerado UFC, basta ver o quanto de pessoas comentavam sobre o assunto nas redes sociais e quanto foi vendido de pacotes em Pay-Per-View. Mas a decepção também é proporcionalmente grande.

Resumo do dia - 28/07/12

Publicado  domingo, 29 de julho de 2012

Ontem foi um dia em que já tiveram diversas competições e o Brasil figurou entre os principais destaques do dia.

  • A primeira medalha saiu no tiro esportivo, por volta de 8h da manhã, com a chinesa Siling Yi. Ela fez 502.9 pontos na categoria Rifle de ar 10m feminino. Superou a polonesa Sylwia Bogacka, que fez 502.2 pontos, e a compatriota Dan Yu, que fez 501.5.

  • Depois foi a vez dos homens na Pistola de ar 10m. O ouro foi para o sul coreano Jongoh Jin, a prata ficou com o italiano Luca Tesconi e o bronze com o sérvio Andrija Zlatic.

  • No ciclismo de estrada masculino, os atletas percorreram 250 km, uma distância considerada grande para uma etapa de Tour de France por exemplo, competição que boa parte deles participaram há poucos dias atrás. O vencedor foi Alexandr Vinokurov, do Cazaquistão. Ele compete pela equipe Astana no circuito mundial, mas não conseguiu se destacar no Tour desse ano. Fez o tempo de 5h45min57, mesmo tempo que o segundo colocado, o colombiano Rigoberto Uran, mas como chegou uma bicicleta a frente levou o ouro. Completou o pódio o norueguês Alexander Kristoff. Nomes famosos como Luis Leon Sanches, Roman Kreuziguer, Alejandro Valverde, Sylvain Chavanel, Robert Gesink, Andre Greipel, Tom Boonen ficaram mais para atrás, mas a grande decepção, talvez, tenha sido Mark Cavendish, que competia em casa e era tido como grande favorito, mas terminou na 29ª colocação com o tempo de 5h46min37. O brasileiro Murilo Fischer terminou três posições atrás com o mesmo tempo. Os outros dois brasileiros não completaram a prova.

  • O judô teve seu primeiro dia com as categorias ligeiro masculino (-60kg) e feminino (-48kg) sendo definidas.

  • No levantamento de peso feminino até 48 kg, domínio asiático. Ouro para a chinesa Mingjuan Wang, que levantou o total de 205 kg, somando arranque e arremesso. Prata para o Japão e bronze para a Coreia do Norte.

  • No tiro com arco, a Itália superou os Estados Unidos na final, por um ponto, no masculino por equipes. 219 a 218. O bronze ficou com a Coreia do Sul que passou pelo México na disputa de terceiro.

  • A esgrima foi dominada pelas italianas. No florete individual as três italianas que competiam ficaram no pódio. Será que são favoritas quando for por equipes?

  • Na natação já tiveram algumas finais, 400m medley masculino, 400m estilo livre masculino vencida pelo chinês Yang Sun, 400m medley feminino, que a chinesa Shiwen Ye venceu e o revezamento 4x100m livre para mulheres, que foi o grande destaque de hoje com as australianas vencendo e batendo o recorde olímpico com o tempo de 3min33s15. A prata ficou com a Holanda e os Estados Unidos com o bronze.

  • Também teve a participação dos brasileiros. Além das três medalhas, teve vôlei de praia masculino com Ricardo e Pedro Cunha, que venceram os noruegueses por 2 sets 0, mesmo placar do feminino com Juliana e Larissa, sobre a fraca dupla das Ilhas Maurício. 

  • O vôlei de quadra feminino passou um sufoco mas conseguiu passar pela Turquia, por 3 sets a 2, resultado preocupante.

  • As meninas do futebol conquistaram sua segunda vitória ao passar pela Nova Zelândia por 1 a 0 e já se classificaram para a próxima fase do torneio. 

  • No tênis masculino de duplas, Marcelo Melo e Bruno Soares venceram os americanos Roddick e Isner, dupla forte. Artur Zanetti se classificou nas argolas e Sergio Sasaki no individual geral para as finais da ginástica artística. 

  • Kyssia da Costa se classificou para as quartas de final no remo Single Scull.

  • No boxe, Robenilson de Jesus avançou no peso mosca e Esquiva Falcão herdou a classificação nos médios.

  • Por outro lado, o Brasil não teve só glórias. Perdeu na outra chave de tênis com Bellucci e Andre Sá, contra os irmão Bryan. Diego Hipolyto decepcionou-se mais uma vez, ao cair de barriga no solo e ficou em 58º, sem nota para a final. Felipe França também não esteve bem, ele que era considerado uma esperança de medalha nos 100m peito, mas não passou das semifinais, assim com Felipe Lima. No CCE, de hipismo, Jorge Carvalho ficou em 30º e Sergei Fofanoff terminou o dia em 41º. No remo Single Scull masculino, Anderson Nocetti vai disputar repescagem. Pelo tênis de mesa, Gustavo Tsuboi, Hugo Hoyama, Ligia Silva e Caroline Kumahara perderam na primeira fase e só voltam a competir por equipes. Para completar, o basquete feminino estreou, assim como há quatro anos, com derrota. 73 a 58 para as francesas.

Como uma luta histórica acaba frustrantemente?

Publicado  quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

No sábado de madrugada, assisti um confronto que era para entrar para os momentos memoráveis do boxe, pois se tratava do retorno do multicampeão Evander Holyfield aos ringues, depois de quase um ano longe dos holofortes. O americano de 48 anos desafiou o lutador de Bahamas, Sherman Williams, dez anos mais novo.
A luta estava programada para 12 assaltos, mas logo no início percebia-se que Holyfield não estava no melhor de sua forma e perdia os três primeiros rounds. Antes de começar o quarto, o juíz declarou que Holyfield não tinha mais condições para lutar, devido uma cabeçada do adversário que o atingiu no supercílio esquerdo e que não parava de sangrar. Dessa maneira foi declarado luta sem resultado.
Frustrante.

Últimos feitos olímpicos

Publicado  domingo, 24 de agosto de 2008

No último dia de cometições, vários eventos coroaram seus heróis olímpicos: basquete masculino, ginástica rítmica, pólo aquático, handebol, boxe e maratona masculino. Assim sendo, restou a cerimônia de encerramento para dar um ponto final nesta edição dos Jogos Olímpicos e escrever mais uma página na história do esporte e dos grandes feitos da humanidade.

Num dos esportes mais competitivos de todos presentes, os americanos queriam recuperar a hegemonia perdida nos últimos anos, principalmente com o Dream Team que assombrou o mundo com suas enterradas e jogadas perfeitas. Para isso, o Redeem Team, ou o time da redenção, como estavam sendo chamados, teriam que bater os espanhóis na final do basquete masculino. Na primeira fase, os americanos já haviam batido os adversários por mais de 30 pontos de diferença. Mas a final foi diferente de todos os jogos que os EUA participaram, pois tinham passado pelos oponentes com certa facilidade. Os espanhóis engrossaram o jogo e deram um sufoco aos favoritos comandados por Kobe Briant e LeBron James. Mas no banco tinha Dwayne Wade, que anotou 27 pontos e fez a diferença para os americanos. Final de jogo: EUA 118 x 107 Espanha. Depois de oito anos, eles se redimiram e conquistaram pela 13ª vez o ouro no esporte.
O leste europeu continua dominando o esporte plasticamente mais bonito das Olimpíadas, a ginástica rítmica. Na apresentação por equipes nos conjutos com cinco cordas e com duas maças e três arcos. Pela terceira vez seguida, as russas chegaram mais perto da perfeição levando mais um ouro. A China ficou com a prata e a Bielorússia com o bronze. A russa Evgeniya Kanaeva, que fez parte da equipe campeã, já havia ganhado no individual geral, com a presença da Bielorússia e Ucrânia no pódio. Outro time que foi tricampeão olímpico nesse domingo é o da Hungria no pólo aquático. A equipe bateu os EUA na final por 14-10.


Em uma final inédita, os azarões da Islândia perderam no handebol para a França por 28-23. Foi a primeira vez que a França ganhou o torneio, mas as duas equipes já decidiram o bronze em outra ocasião.

No boxe, categoria até 54kg o mongol Badar-Uugan Enkhbat faturou o ouro. A China faturou 2 ouros inéditos na modalidade, nas categorias até 48kg e até 81kg. Com isso, a China alcançou a incrível marca de 51 medalhas douradas nesta edição, tornando-se o 4º país a conseguir tal feito. Ainda teve ouro para o Cazaquistão, Rússia e Itália. O destaque negativo, foi a ausência de Cuba no topo do pódio. O país é, sabidamente, um produtor de campeões no esporte e sempre trás muitas medalhas. Pode ser que tenha uma crise no esporte por causa do momento político conturbado da ilha cubana.

O último herói olímpico a receber sua medalha e escutar seu hino no lugar mais alto do pódio, foi o queniano Samuel Wanjiru, vencedor da maratona masculina, com o tempo de 2h06min32s, quebrando o record olímpico. A largada foi na Praça da Paz Celestial e a chegada no estádio Ninho de Pássaro. A África dominou o pódio com Marrocos em segundo e Etiópia em terceiro. O único brasileiro a conseguir completar a prova foi José Teles em 38º. Os outros dois não resistiram ao calor e abandonaram a prova.