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Tóquio 2020 - Dia 12: Ana Marcela Cunha, sinônimo de obstinação

Publicado  quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Foto: Jonne Roriz/COB

Ana Marcela Cunha conquista ouro na Maratona Aquática. Foi brilhante e obstinada em buscar um triunfo que perseguia desde Pequim-2008. Deixa gravado seu nome na história olímpica. Agora vai atrás da vitória dos 10 km em Mundiais para completar sua coleção vitoriosa. 

Imagina uma pessoa que já conquistou inúmeras vezes o mais alto posto e em provas e campeonatos diferentes. Assim é Ana Marcela Cunha, baiana de 29 anos. É tetracampeã mundial da prova dos 25 km. Atual campeã da prova dos 5 km. Atual campeã dos Jogos Pan-Americanos nos 10 km. Tem mais duas pratas e cinco bronzes em mundiais. Um currículo completo, que sempre a credencia como uma das favoritas.

Mas faltava a láurea mais importante da modalidade, a olímpica. Em 2008, na China, estreou com 16 anos e terminou em quinto. Passou pelo trauma de não conseguir a vaga para Londres-2012. Veio para o Rio-2016 como grande favorita. Teve problemas com alimentação durante a prova e terminou em décimo. Por mais que tenha ficado feliz pelo bronze de Poliana Okimoto, ainda precisava de seu momento de protagonismo.

Foto: Jonne Roriz/COB

A preparação foi tamanha que, ao ser entrevistada depois da prova, confessou, em um diálogo com seu treinador Fernando Possenti: "as outras competidoras vão ter que nadar muito para me vencer". Até nadaram bem, mas Ana Marcela se impôs já nos primeiros quilômetros da prova e não deixava a liderança nem nos momentos de abastecimento. A obstinação com a conquista foi transmitida até para os seres que habitam a marina Odaiba. Em um registro muito feliz do fotógrafo do COB, até um pequeno peixe saltou para desviar do caminho de Ana Marcela. Seu técnico ficou satisfeito mas também lembrou que o foco é buscar essa mesma conquista no Mundial de Esportes Aquáticos, adiado para 2022, novamente em águas japonesas. Dessa forma que um campeão é forjado, sempre em busca de uma nova conquista.

Foi o quarto ouro do Brasil em Tóquio e a décima quinta medalha no total até o momento.

Foto: Jonne Roriz/COB

Falando em campeã e conquistas, Rebeca Andrade foi anunciada como a porta-bandeira do Brasil na cerimônia de domingo dos Jogos de Tóquio. O que acaba sendo um triste lembrete de que já foram três quartos da Olimpíada e que, infelizmente, já está acabando. 

Resumo do dia


Uma das melhores histórias do dia foi do georgiano Lasha Talakhadze. O halterofilista já era campeão na categoria máxima do levantamento de peso no Rio-2016 (acima de 105kg). Nesta quarta-feira, repetiu o feito no tablado japonês com direito a novo recorde mundial. A categoria sofreu uma alteração para acima de 109 kg, mas não impediu o atleta da Georgia levantar 223 kg de arranque e estipular nova referência desta parte da competição. Não contente, levantou 265 kg no arremesso, também determinando novo patamar de peso a ser erguido. O total foi de 488 kg, um valor com 47 quilos a mais que o concorrente mais próximo.

Medalhas

  • > Atletismo 400m com barreiras fem. - (EUA** > EUA > HOL) // 3000m com obstáculos fem. - (UGA > EUA > QUE) // lançamento de martelo masc. - (POL > NOR > POL) // 800m masc. - (QUE > QUE > POL) // 200m masc. - (CAN > EUA > EUA);
  • > Boxe peso mosca fem. - (bronze para JAP/TPE - disp. ouro BUL x TUR) // peso meio-médio fem. - (bronze para EUA/IND - disp. ouro CHN x TUR) // peso super pesado masc. - (bronze para CAZ/GBR - disp. ouro EUA x UZB) // peso meio-pesado masc. (CUB > GBR);
  • > Ciclismo de Pista perseguição por equipes masc. - (ITA** > DIN > AUS);
  • > Hipismo saltos individual - (GBR > SUE > HOL);
  • > Levantamento de Peso acima de 109 kg masc. - (GEO** > IRA > SIR);
  • > Luta Olímpica estilo greco-romano até 67 kg masc. - (IRA > UCR > EGI/ALE) // até 87 kg masc. - (UCR > HUN > SER/ALE) // estilo livre até 62 kg fem. - (JAP > QGZ > BUL/UCR);
  • > Maratona Aquática 10km fem. - (BRA > HOL > AUS);
  • > Natação Artística duetos - (RUS > CHN > UCR);
  • > Skate park fem. - (JAP > JAP > GBR) e;
  • > Vela classe 470 masc. - (AUS > SUE > ESP) // classe 470 fem. - (GBR > POL > FRA).
**Estabeleceram novos recordes mundiais

Brasileiros

>Depois de cinco eventos no decatlo masc., Felipe dos Santos está na 12ª colocação. Dois atletas estiveram nas semifinais dos 110m com barreiras masc., mas nenhum avançou para a final.

>Yuri Mansur teve duas faltas no Hipismo saltos individual, com seu cavalo Alfons, e terminou em 20º lugar.

>Nos Saltos Ornamentais plataforma 10m fem., Ingrid Oliveira ficou com a 24ª posição na fase preliminar. Apenas 18 competem na final.

>Três brasileiras competiram no Skate park. Isadora Pacheco não passou da preliminar. Dora Varella e Yndiara Asp passaram para a final, mas ficaram em 7º e 8º, respectivamente.

>Fernanda Oliveira e Ana Barbachan terminaram na 9ª colocação na Vela classe 470 fem. depois da regata das medalhas.

>O Vôlei de Praia não têm mais duplas representantes de qualquer gênero na disputa. Alison/Álvaro Filho perderam nas quartas para a dupla da Letônia.

>Já o Vôlei na quadra segue firme. O time feminino teve uma virada fantástica contra a Rússia, por 3 sets a 1 e avançou para a semifinal.

Conheça a modalidade - Maratona Aquática

Publicado  domingo, 17 de julho de 2016

Agora venho trazer um esporte relativamente novo, a MARATONA AQUÁTICA.

De fato, essa modalidade é bem recente dentro dos Jogos Olímpicos, seu ingresso foi em Pequim/2008. Em Londres/2012, fez parte do programa olímpico, mas como parte da natação. Agora é considerado uma modalidade independente.
Apesar das participações nas últimas duas Olimpíadas, esse esporte já vem desde o final do século XIX, mais precisamente em 24 de agosto de 1875, data em que o capitão inglês Matthew Webb se tornou a primeira pessoa a conseguir atravessar o Canal da Mancha a nado. Foram mais de 21 horas para cruzar 64 quilômetros.
O ato de nadar grandes distâncias em rios, lagos ou mar aberto sempre foi um desafio que o homem quis enfrentar. Era mais comum anteriormente com falta de piscinas para a prática esportiva. Passou muito tempo em desuso, graças ao surgimento de locais apropriados e com o aumento da poluição em locais naturais.
Ao mesmo tempo em que houve esse decréscimo, sempre teve alguém que se sentia desafiado a percorrer determinada distância nadando em mar aberto em diversas partes do mundo.
Foi estipulado que a prova olímpica seria na distância de 10 km. Em campeonatos mundiais, também se percorre 5 e 25 km.
Serão 25 atletas no masculino e 25 no feminino em busca das seis medalhas.
É preciso muita resistência e uma técnica apurada de nado, pois se o mar estiver agitado, será um fator que atrapalhará o desempenho dos nadadores.
A largada ocorre de uma plataforma flutuante, na qual os atletas ficam posicionados de acordo com um sorteio. A profundidade de todo o percurso deve ser de, no mínimo, 1,40 m e a temperatura deve estar entre 16 e 31º C. A chegada deve ter uma parede flutuante de, pelo menos, 5 m de largura. Quem tocar nela primeiro, depois de percorrer o caminho estipulado, é o campeão.
Todos os nadadores devem utilizar um chip no pulso, que indica o caminho percorrido pelo atleta.

Curiosidades
Além de traje de banho, touca e óculos, os atletas devem se proteger do frio e/ou do sal passando gordura em seus corpos;
Por se tratar de uma prova muito longa e desgastante, há pontos de reabastecimento nutricional, em que os nadadores "param" na água para se reidratar e se alimentar;
O nadador tunisiano Oussama Mellouli foi o primeiro nadador a vencer tanto em piscina como em mar aberto. Em Pequim/2008 venceu os 1500 metros estilo livre. Depois, em Londres/2012, novamente alcançou o pódio da prova, ficando com o bronze. Dias depois conquistou o ouro na maratona aquática.

Destaques
O americano Jordan Wilimovsky foi campeão mundial no ano passado e tentará o ouro no Rio. Terá um páreo duro, já que Oussama Mellouli também se classificou e quer o inédito bicampeonato.
Outra nadadora que quer o bicampeonato é a húngara Éva Rizstov, ficou em décimo no Mundial, mas suficiente para garantir a classificação para a Olimpíada.

Brasileiros
Ana Marcela Cunha já conquistou
bronze no Mundial do ano passado
Temos grandes chances de medalhas no feminino, com as duas representantes, tanto Poliana Okimoto como Ana Marcela Cunha são fortíssimas candidatas ao pódio.
No lado masculino, Allan do Carmo corre por fora, terá uma missão mais árdua para chegar entre os três primeiros.



Quadro de medalhas da modalidade
Como é um esporte recente, ainda ninguém despontou. Tem quatro países empatados em primeiro, Holanda, Hungria, Rússia e Tunísia com 1 ouro.
A Grã-Bretanha ganhou mais medalhas, 3 no total, com 2 pratas e 1 bronze.
Em terceiro está a Alemanha com 1 prata e 1 bronze.

Onde e quando ocorre
A praia de Copacabana será o fantástico cenário de fundo dessa competição.
Dia 15 de agosto as mulheres caem na água. Dia 16 será a vez dos homens.

Mais tarde trarei o belíssimo Nado Sincronizado.

Brasileira leva três medalhas em Kazan

Publicado  domingo, 2 de agosto de 2015

Está acontecendo o mundial de esportes aquáticos em Kazan, na Rússia. Primeiro grande evento pós-Pan, diria um choque de realidade para boa parte dos atletas que estiveram em Toronto. Nele, engloba as modalidades de saltos ornamentais, salto em altura, nado sincronizado, pólo aquático, natação e maratona aquática.
Foi justamente nesta última que surgiram as primeiras medalhas para o Brasil. A autora das conquistas foi Ana Marcela Cunha, que ganhou bronze na prova de 10km, prova olímpica, prata na prova de equipe de 5km e, neste sábado, ouro na prova de 25km, com o tempo de 5h13min47s. A baiana de 23 anos se consagrou bicampeã mundial desta distância, tendo vencido a primeira vez no mundial de quatro anos atrás em Xangai, na China.
Além das medalhas, Ana Marcela se classificou para os Jogos Olímpicos do Rio-2016. Junto com ela, Poliana Okimoto e Allan do Carmo também garantiram suas vagas, já que terminaram entre os dez primeiros na prova dos 10km. São nomes que certamente figuram entre os favoritos e podem ajudar o país com novas conquistas em casa.
O quadro geral de medalhas, até o momento, tem a China na liderança com 8 ouros, 9 pratas e 3 bronzes, com domínio total nos saltos ornamentais. Os donos da casa estão em segundo, empatados em 8 ouros, mas com 3 pratas e 1 bronze, com excelência quase total no nado sincronizado. O Brasil está em sexto, com essas medalhas da Ana Marcela. Mas o quadro tende a mudar bastante com as competições de natação que começam neste domingo e vão até semana que vem.
Uma análise comparativa entre o Pan e o mundial, nas modalidades que já se encerraram ou estão por terminar: nos saltos ornamentais, o México liderou o quadro, com 9 medalhas, sendo 5 de ouro, Canadá em segundo, também com 9 medalhas, sendo 2 de ouro, o Brasil ficou em quinto com apenas uma prata, na frente dos Estados Unidos; no mundial, os canadenses são os primeiros da América com 3 pratas, México apenas uma prata e os norte-americanos com um bronze.
No nado sincronizado, ficou Canadá com dois ouros, México com duas pratas e Estados Unidos com dois bronzes; em Kazan, apenas os Estados Unidos figuram entre os medalhistas, lembrando que nesta edição do mundial foram disputadas 9 competições e na Olimpíada são apenas 2.
Por fim, as maratonas se aproximam em termos de resultados, já que os Estados Unidos dominaram no Pan e também no mundial. Venezuela e Equador, apareceram no Pan, muito por conta de não ter os principais brasileiros, não apareceram no mundial, o Brasil foi o outro país do continente que figurou entre os melhores.
Por isso que muitas vezes os parâmetros continentais não valem tanto, mas podem ser um indicativo, caso haja um país que seja referência mundial em determinada modalidade.

Notícias do fim de semana

Publicado  domingo, 4 de abril de 2010

  • Pela Superliga feminina de volei, o Osasco venceu o primeiro jogo da semi-final contra o Pinheiros por 3 sets a 1. O outro time vencedor foi o São Caetano, que fez um partidasso contra o Rio de Janeiro, com o placar de 3 sets a 0. No meio da semana, as equipes se enfrentam novamente, com mando de quadra invertido.
  • Poliana Okimoto venceu a Travessia dos Fortes, prova de 3,3 km, pela terceira vez, a primeira como atleta do Corinthians.
  • Seguindo os nadadores que são recém-contratados de clubes de futebol, Cesar Cielo conquistou o ouro nos 100m livre, no GP de Ohio, com o tempo de 49s. Nicholas Santos, seu companheiro de Flamengo, chegou em terceiro. Cielo já havia conquistado o ouro em outra prova que é sua especialidade, 50m livre.
  • Por fim, Andy Roddick confirmou a boa fase com o tênis que vem apresentando. Chegou a segunda final consecutiva de Masters 1000, desta vez em Miami. Diferentemente de Indian Wells, não deu margem a seu adversário, venceu o tcheco sensação do torneio Tomas Berdych por 2 sets a 0, com parciais de 7-5 e 6-4. Desde 2004 que um americano não vence em Miami, na ocasião o próprio Roddick foi o vencedor. É seu bicampeonato no torneio e o quinto Masters.

Brasil campeão mundial, você sabia?

Publicado  quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Nesta quarta feira, uma brasileira de sobrenome japonês venceu e se sagrou campeã mundial. Poliana Okimoto conseguiu um feito inédito num esporte que, apesar de recente, vem ganhando destaque no cenário aquático, a maratona de 10 km, disputada em mares pelo mundo. Poliana precisava apenas completar a prova de hoje, pois já havia vencido outras oito provas anteriores de dez que tinha participado, mas acabou vencendo novamente na última etapa nas águas agitadas de Sharjah, cidade dos Emirados Árabes. Poliana já havia ganho medalha de bronze na prova dos 5 km no mundial em Roma e coroa o ano vencendo a campeã olímpica de Pequim, a russa Larissa Ilchenko, e a campeã mundial do ano passado, a alemã Angela Maurer.
A atleta tem como curiosidades ser treinada pelo marido e ter tido medo do mar quando criança.
Allan do Carmo conquistou o vice campeonato pelos homens.