Copa das Confederações - a "Fúria"

Publicado  segunda-feira, 15 de junho de 2009

No segundo jogo da rodada neste domingo, a Espanha deu show, massacrou e goleou a Nova Zelândia por 5 a 0, mostrando que é favorita para a conquista do campeonato, mesmo tendo jogado com o adversário mais fraco da competição. Justificou o posto de primeiro lugar no ranking da FIFA, chegando ao 33º resultado positivo seguido.
Não dava para ser diferente: a Espanha iria atacar desde o começo e a seleção neozelandesa torceria para que não fosse tão grande o vexame. Logo no começo, a Espanha fez prevalecer a boa ténica e impôs seu ritmo de jogo, marcando três vezes com "El Niño" Fernando Torres e uma vez com Fabregas em 25 minutos e mantendo a partida sob controle absoluto. As jogadas sairam de tabelas bem trabalhadas, principalmente pelo lado esquerdo do ataque. O que mais impressionou não foram os gols, mas a total frieza do comandante Vicente del Bosque ao não comemorá-los. A equipe mostrou que não sentiu a ausência de Iniesta e Marcos Sena no meiocampo e no começo do segundo tempo já deu números finais a partida, depois de boa jogada do nome da partida Torres, pela esquerda, que resultou num cruzamento para Villa, que aproveitou a incrível "furada" do zagueiro adversário para completar para o gol.
Consequências do jogo: para a Nova Zelândia, nada além do esperado e não mudará sua figuração na Copa; para a Espanha, serviu para poupar seus jogadores e deixar recado para os próximos oponentes e favoritos da outra chave: "Cuidado! Viemos com muita vontade e vamos atropelar quem passar na nossa frente. Seremos os melhores!"
Destaque da partida: Fernando Torres "El Niño" (9) - Espanha

NOVA ZELÂNDIA 0 X 5 ESPANHA
Nova Zelândia: Glen Moss; Mulligan, Lockhead, Brown e Vicelich; Boyens, Elliott, Bertos e Brockie (Christie); Smeltz (Chris James) e Killen (Bright).
Técnico: Ricki Herbert
Espanha: Casillas; Sergio Ramos (Arbeloa), Albiol, Puyol e Capdevilla; Xabi Alonso, Xavi (Cazorla), Riera e Fabregas; David Villa e Fernando Torres (David Silva).
Técnico: Vicente Del Bosque
Local:Royal Bafokeng Stadium, em Rustenburgo (África do Sul)
Data: 14/06/2009 (domingo)Horário: 15h30 (de Brasília)
Árbitro: Coffi Codja (BEN)
Assistentes: Komi Konyoh (TOG) e Alexis Fassinou (BEN)
Gols: Fernando Torres, aos 6min, 14min e 17min, Fabregas, aos 25min do primeiro tempo; David Villa, aos 2min do segundo tempo.

Copa das Confederações - a abertura

Publicado  domingo, 14 de junho de 2009

Neste domingo, teve início o torneio preparatório para a Copa do Mundo, que ocorrerá no próximo ano. A Copa das Confederações serve para o país anfitrião dar boas-vindas ao resto do mundo e dizer que está pronto para o evento principal no ano seguinte. Em Johannesburgo, a África do Sul trouxe uma apresentação mais simples, querendo mostrar que a nação tem de melhor o seu povo e fizeram uma festa curta de cerca de meia hora, cujo o destaque ficou nas danças e sorrisos das pessoas participantes.
Logo em seguida, houve o jogo de abertura da competição que reune os vencedores continentais, além do último campeão mundial e do país sede. A partida foi entre África do Sul e Iraque pelo grupo A, valia mais pelo aspecto histórico, de duas seleções que haviam sido banidas da FIFA há tempos atrás, por causa de suas respectivas guerras e hoje se encontravam no centro do mundo para um embate pacífico que envolvia apenas uma bola e três pontos. O jogo, tecnicamente, não foi bom, tão pouco emocionante, não havia jogadores de destaque em campo e o resultado não poderia ser outro, 0 a 0. A África do Sul, comandada pelo técnico brasileiro Joel Santana, até conseguiu criar algumas poucas chances de gol, mas parou em suas limitações e nas mãos de Mohammed Kassid, goleiro da seleção que veio para se defender.
Consequências do jogo: não há muitas consequências para o resto dos países; para a África do Sul aumenta-se a pressão pela classificação para as semi-finais, pois se esperava a vitória contra os adversários de hoje para, praticamente garantirem a vaga, já que tem-se como certo que ambos os times percam para Espanha e ganhem da Nova Zelândia, agora será decidido no saldo; e para o Iraque resta esperança de conseguir outras apresentações menos ruins.
Destaque do jogo: Mohammed Kassid (12) - Iraque

ÁFRICA DO SUL 0 X 0 IRAQUE
África do Sul: Khune; Gaxa, Mokoena, Booth e Masilela; Sibaya, Mhlongo, Dikgacoi e Modise; Parker (Pienaar) e Fanteni (Mashego)
Técnico: Joel Santana
Iraque: Mohammed Kassid; Salam, Ali Hussein e Basem; Mohammed Ali, Fareed Majeed, Nashat, Karrar (Hawar) e Mahdi (Salih); Imad (Zahra) e Younus
Técnico: Bora Milutinovic
Data: 14/06/2009 (domingo)
Local: estádio Ellis Park, em Johannesburgo (AFS)
Árbitro: Jorge Larrionda (URU)
Auxiliares: Pablo Fandino e Maurício Espinosa (URU)
Cartões Amarelos: Fanteni e Sibaya (AFS); Nashat (IRQ)

Roland Garros, a consagração

Publicado  sábado, 13 de junho de 2009

O principal torneio de saibro, disputado em Paris, na França, terminou na semana passada, mas é impossível deixar passar em branco e não mencionar o feito histórico que Roger Federer alcançou ao vencê-lo e se igualar a Pete Sampras, tornando-se o maior vencedor de Grand Slam de todos os tempos.
Roger se aproveitou do fato de o grande favorito, Rafael Nadal, ter sido eliminado pelo sueco e finalista, Robin Soderling, e fez prevalecer sua melhor técnica, ganhand0 a partida por 3 sets a 0, com parciais de 6-1, 7-6 (7-1) e 6-4. "Esta é talvez a minha maior vitória, ou certamente aquela que tirou a maior pressão dos meus ombros. Acho que, até o final da minha carreira, poderei jogar com a mente em paz e não ter de ouvir que nunca ganhei Roland Garros", desabafou o suíço.
Seus números são impressionantes: 14 títulos de Grand Slam, como Pete Sampras, tendo jogado 40 contra 52 do americano; 19ª final, que só Ivan Lendl tinhe feito; sexto tenista a conseguir todos os quatro principais torneios, depois de Frey Perry, Donald Budge, Rod Laver, Roy Emerson e Andre Agassi. Somente falta conseguir esse feito numa mesma temporada, o que é ainda perfeitamente possível se tratando de um tenista de 27 anos, que é tido como gênio, melhor de todos que já existiu.

Quartas-feiras decisivas

Publicado  quarta-feira, 10 de junho de 2009

Nas últimas semanas, a quarta-feira tem sido o dia mais importante no mundo do futebol. Há 15 dias houve a final da UEFA Champions League, o campeonato mais significativo de clubes da Europa e que dá a oportunidade ao vencedor de disputar o mundial no fim do ano. Na quarta seguinte foram definidos os finalistas da Copa do Brasil, que leva o vencedor à Libertadores da América do ano que vem. Agora, nesta de hoje, tem Eliminatórias da Copa do Mundo e o Brasil terá oportunidade de ratificar um bom futebol, apresentado na rodada anterior.
O Barcelona se consagrou tri-campeão europeu de clubes ao vencer o Manchester United, no estádio olímpico de Roma, por 2 a 0. Com gols de Eto'o e, o futuro melhor do mundo neste ano, mas que, pessoalmente, já vem agradando desde o ano anterior, Lionel Messi, a equipe azul-grena deu um baile tático nos diabos vermelhos da Inglaterra. Numa época que se valoriza o poder defensivo e a capacidade de contra-ataque, o Barça mostrou que ainda é possível vislumbrar um bom futebol, bem jogado e que preza pelo ataque como principal arma. Também credencia a Espanha como potência forte para a Copa das Confederações que começa neste fim de semana, porque os dois jogadores de meio do time catalão, Xavi e Iniesta, são os maestros da seleção ibérica, que já venceu a Eurocopa ano passado.
No Brasil, deu a lógica na Copa nacional. Inter e Corinthians farão a final do torneio, mesmo tendo jogado mal seus segundos jogos. O colorado passou pelo Coritiba, mesmo perdendo por 1 a 0 no Couto Pereira, pois venceu a primeira partida por 3 a 1 no Beira-rio. O time paulista jogou de acordo com o regulamento, empatando no Maracanã em 1 a 1 contra o Vasco e empatando novamente, em casa, em 0 a 0 e garantindo a vaga pelo gol fora de casa. Os jogos foram bem medíocres mas suficientes para os times. Na próxima quarta começa a decisão no Pacaembú, depois o jogo será no Sul.
No último sábado, a Seleção Brasileira venceu o Uruguai por 4 a 0, em jogo válido para as Eliminatórias da Copa de 2010, em Montevidéu. Novamente, demonstrou um futebol forte e ofensivo fora de casa e assumiu a liderança da América do Sul. Hoje jogará contra o Paraguai, no Recife, e terá a chance de mostrar que pode jogar bem também dentro de casa, já que nas últimas rodadas duplas, quando venceu bem fora, empatou em 0 a 0 em casa. Poderá abrir 3 pontos contra o rival, moralmente garantir a vaga para a Copa e ainda vingar o vexame em Assunción há um ano, em que os paraguaios dizimaram os brasileiros com show de Cabañas e Roque Santa Cruz e venceram por 2 a 0. Kaká, Robinho e, provavelmente, Alexandre Pato, substituindo Luís Fabiano expulso do último embate, terão que mostrar serviço e empenho para furar a retranca adversária. É um jogo que a individualidade poderá fazer diferença.

Fim de semana de gala no automobilismo

Publicado  segunda-feira, 25 de maio de 2009

As duas provas mais tradicionais nas duas principais categorias do automobilismo foram disputadas neste domingo. Na Fórmula 1, o luxuoso e intediante circuito de Mônaco foi o cenário da vez. Algumas horas mais tarde, houve a 93ª edição da Indy 500, nos Estados Unidos, a contar para a IRL, com vitória de brasileiro.
Nas ruas estreitas do Principado de Monte Carlo, a BrawnGP comprovou seu domínio, vencendo mais uma vez, a quinta de Jenson Button de seis provas no ano. O inglês teve mais um dia de Schumacher, ou dessa vez como se trata de Mônaco, dia de Senna, já que não teve conhecimento de outros pilotos por perto. Teve o carro na mão, correu melhor que todos os outros, sempre andando mais rápido que qualquer um e com a tática correta. Barrichello fez o que podia ser feito, ultrapassando Kimi Häikkönen na largada e servindo de escudo para o companheiro. Terminou em segundo e marcou seus pontos. O problema é que agora está com 16 pontos de diferença entre Button e Barrichello, que ainda é segundo no campeonato. Felipe Massa começa dar indícios de recuperação no campeonato e demonstra, junto com seu companheiro de equipe, que a Ferrari evoluiu, mas ainda está a alguma distância da BrawnGP. Massa terminou em quarto depois de ganhar a posição na tática de paradas. Próxima corrida é na Turquia, onde Felipe dominou nos últimos anos, então a expectativa aumenta para ver o embate entre as duas equipes, uma vez que o circuito de Istambul permite muitas ultrapassagens.
Já nos Estados Unidos, o "Homem-Aranha", como é conhecido Hélio Castroneves, venceu pela terceira vez a corrida mais tradicional do automobilismo: as 500 milhas de Indianápolis. No ano em que o circuito completa 100 anos de existência, o brasileiro teve sua redenção, após um triste episódio no começo do ano, no qual foi acusado de ter sonegado impostos no país e apareceu algemado no tribunal. Mas Hélinho se recuperou com um show de pilotagem, uma estratégia invejável e um pouco de sorte. Já tinha feito a pole-position duas semanas antes. Sempre correu entre os primeiros, fez os abastecimentos nos momentos certos, utilizando bem as bandeiras amarelas que teve durante a corrida, bandeiras essas causadas, em parte, pelo resto dos brasileiros. Faltando pouco mais de 35 voltas para encerrar, houve uma dessas reduções de velocidade por causa de acidente e a maioria dos pilotos foi obrigada a parar para reabastecer, só que o problema é que o tanque dos carros da IRL não suporta mais que 30 voltas de combustível nesse autódromo. Então todos contavam com mais uma bandeira antes do fim da corrida para que pudessem poupar combustível e, assim, ter o suficiente para correr mais rápido e chegar ao final. Nesta altura, Castroneves já se encontrava em primeiro e um acidente ocorreu com os outros dois brasileiros restantes na prova, Raphael Matos e Vitor Meira. Depois de retirado os carros e limpa a pista, Hélio dispachou seus concorrentes e abriu vantangem antes de cruzar a linda de chegada. Com esse triunfo, se tornou o brasileiro com mais vitórias nesta prova, superando o lendário Émerson Fittipalddi. Outro fato bom que merece destaque é a única mulher que corre nesta categoria, Danica Patrick ter chegado em terceiro, melhor colocação de uma piloto. O fato triste fica por conta do acidente entre os brasileiros resultando em duas costelas fraturadas por Vitor Meira, que estará fora de ação pelo resto da temporada.