Libertadores e Sul-americana 07/04/22

Publicado  sexta-feira, 8 de abril de 2022

Libertadores e Sul-americana 06/04/22

Publicado  quinta-feira, 7 de abril de 2022

Alemanha ou Holanda no grupo do Brasil pode ser ótimo caminho rumo ao hexa

Publicado  sexta-feira, 1 de abril de 2022


Finalmente chega o sorteio da FIFA da Copa do Mundo do Qatar/2022. O Brasil é um dos cabeças-de-chave do torneio. Há a possibilidade de enfrentar logo na primeira fase Alemanha ou Holanda, que estão no pote 2. Isso pode ser muito bom para a Seleção Canarinho na busca da sexta estrela.

Al Rihla, significa A Jornada, será a bola da Copa do Qatar

Nesta sexta-feira (1º de abril e não é mentira!), vão ser apontados os oito grupos com quatro seleções cada que disputarão o torneio mais visto e esperado da humanidade, a 22ª edição da Copa do Mundo de Futebol Masculino. As bolinhas que dirão quais os três primeiros confrontos de cada uma das 32 seleções começam a ser definidas às 13h (horário de Brasília). O sorteio acontece no país-sede, o Qatar, que será o primeiro país do Oriente Médio a receber a competição.

Por isso, o Qatar será cabeça-de-chave número 1 e estará no grupo A. É a seleção com ranking mais baixo da FIFA, ocupa a 51ª posição. Uma curiosidade: das 29 seleções já conhecidas, apenas Gana tem posicionamento pior, sendo a 60ª colocada. Falta definir três países, um da repescagem europeia que espera uma solução da guerra na Ucrânia, um do confronto Ásia-América do Sul e um entre Costa Rica x Nova Zelândia.


Os outros cabeças-de-chave seguem a ordem dos primeiros no ranking: Brasil, Bélgica, França, Argentina, Inglaterra, Espanha e Portugal. Significa dizer que essas seleções apenas se enfrentarão a partir das oitavas-de-final, contando que se classifiquem. Eles serão distribuídos e determinam certas particularidades para os times dos potes 2, 3 e 4.

A regra do sorteio é não enfrentar seleção do mesmo continente que o seu, com exceção da Europa, que tem 13 representantes, ou seja, cinco grupos terão dois europeus. Então, por exemplo, onde cair Argentina (pote 1) não pode ter Uruguai nos representantes do pote 2 e Equador e repescagem, do pote 4.


Assim, há possibilidades do Brasil ter um grupo muito fácil (México, Tunísia e Gana, por exemplo) ou um eventual "grupo da morte" (Alemanha, Polônia e Camarões, em um exercício de futurologia).

Idealmente, fala-se de ir em uma crescente na competição, então nenhum desses grupos estaria no melhor dos pensamentos de Tite. Buscar equilíbrio nos estilos de adversários e que consiga uma classificação tranquila, mas que possa ser desafiado para um ritmo mais forte para as fases seguintes.


Pensando em uma situação atrativa para a Copa já começar com expectativas altas, não seria ruim que tivesse em um grupo com Brasil e Alemanha ou Holanda. É a garantia de um grande jogo a ser assistido já na primeira fase e que, não necessariamente, elimine uma forte concorrente. Para o Brasil, defendo que seria o melhor cenário. Já que passou quase o ciclo inteiro sem enfrentar europeus, então teria um duelo bem considerável para se testar e ter parâmetro de forças, além de garantir que um desses não estaria no caminho já nas oitavas. Basta lembrar 2014, foram as duas derrotas da seleção (semifinal e disputa de terceiro). Claro que neste cenário seria interessante uma composição com Marrocos e Arábia Saudita ou Coreia do Sul e Gana, por exemplo. Outra curiosidade, o Brasil pode enfrentar os mesmos adversários da primeira fase da Copa da Rússia/2018: Suíça, Sérvia e Costa Rica.


De qualquer forma, acredito que o mais interessante seja "fugir" do grupo vizinho enroscado. Já que há o enfrentamento de primeiro de um grupo enfrentando o segundo do outro (A com B, B com A, C com D, D com C e assim até H com G). Então não adianta muita coisa um grupo relativamente tranquilo e esperar um adversário das oitavas que saia de um grupo com França e Holanda ou Inglaterra e Alemanha, por exemplo.

As primeiras impressões da nova Fórmula 1 e as perspectivas para temporada 2022

Publicado  quarta-feira, 23 de março de 2022

 

A corrida inaugural da Fórmula 1 da atual temporada, às beiras do Golfo Pérsico, trouxe novidades visuais dos carros e possibilidades diferentes no que diz respeito a competição

No último domingo (20), começou a temporada 2022 da Fórmula 1 com a vitória de Charles Leclerc, da Ferrari, no GP do Barhein. A escuderia italiana fez a dobradinha com o espanhol Carlos Sainz chegando em segundo, fato que não acontecia desde Singapura 2019 ou desde 2010 no circuito bareinita. Lewis Hamilton completou o pódio, após uma boa dose de sorte nas voltas finais.

A expectativa dos amantes do automobilismo elevou-se à máxima potência depois de um final apoteótico e polêmico da última temporada com Max Verstappen conquistando o título na volta derradeira de Abu Dhabi em cima de Hamilton. Muito também era aguardado pela nova mudança de regulamento técnico dos carros, que, de tempos em tempos, a FIA promove para combater monopólios competitivos.

Para quem não viu os lançamentos dos bólidos e não acompanhou os treinos de pré-temporada, muitas surpresas foram vistas no primeiro Grande Prêmio do ano. Além de mais robustos, com pinturas mais identificáveis de cada equipe e piloto, e mais bonitos (por causa da asa traseira maior e envolvente nas rodas e das próprias, com calotas e aros maiores), os carros estão "mais grudados" na pista devido ao efeito solo da nova aerodinâmica. Com isso, uma cadeia de consequências: está melhor para quem vem atrás buscar o vácuo para facilitar a ultrapassagem, aconteceu um desgaste mais elevado dos pneus - que será um fator interessante de alternância de estratégias em cada circuito - e as suspensões terão que trabalhar mais nas retas para compensar as "golfinhadas" que as máquinas estão sofrendo ao se deslocar, isso pode significar desgastes e quebras.

Claramente, a Ferrari foi a que melhor adaptou-se às mudanças propostas. Muito era falado que o carro do ano passado era uma causa perdida e quanto mais cedo investisse recursos, melhor seriam os resultados. Dito e feito. Os italianos, que completam 75 anos de competições, largam na frente em 2022. Os dois pilotos têm habilidades semelhantes, mas o monegasco deve ter prioridade nos momentos decisivos do campeonato, já que é cria da academia de pilotos da equipe e mais promissor por mais temporadas.

Christian Horner e a Red Bull mostram novamente sua força e aparentam ser os únicos, no momento, a incomodar os "Tifosi". Contudo, a unidade de potência (antes visto apenas a montadora do motor) híbrida da Honda e com componentes próprios, ainda não é a mais confiável. Tanto que, foi a única equipe a não completar a prova, Verstappen e Sergio Perez abandonaram nas voltas finais.

A Mercedes, que dominou os últimos campeonatos de construtores, está claramente um degrau abaixo e com problema de velocidade máxima nas retas. Contar apenas com o talento de Hamilton e George Russell vai lhe permitir pontos e, com sorte, como no Barhein, algum pódio. Já foi dito que irá demorar algumas corridas para voltar a ser competitiva, resta saber se será o suficiente e terá tempo hábil para a recuperação.

A grata surpresa foi a Haas com um desempenho ótimo, principalmente com Kevin Magnussen, aparentemente sendo a quarta escuderia mais ajeitada, um grande salto para quem amargurava posições no fim do grid até ano passado. Um pouco abaixo, mas impulsionado pela unidade de potência Ferrari, vem a Alfa Romeo e a curiosidade do que o primeiro chinês da categoria, Guanyu Zhou, pode aprontar.

Quem mantém-se nos intermediários e podem sonhar com esse quarto posto são a Alpine e AlphaTauri. Pierre Gasly teve problemas e seu carro teve um princípio de incêndio, por isso a equipe italiana não esteve melhor. A consistência de Fernando Alonso pode garantir pontos para o time francês e, em uma situação muito adversa, pode pensar em postos mais altos.

No pelotão de trás, Aston Martin e Williams já estavam nessa situação e não devem surpreender, mesmo com mais 22 provas pela frente. A tristeza fica por conta da McLaren, que se juntou a esse grupo e parece ter regredido mais abaixo do que poderia se esperar. Dá impressão de ser a pior equipe neste primeiro momento da temporada.

A próxima corrida será no circuito de rua de Jeddah, na Arábia Saudita, já neste fim de semana. Uma corrida nova, que estreou no fim do ano passado, terá modificações para amenizar os problemas de estreia, não dá para apontar a Ferrari como única favorita, mas pode confirmar a ótima fase.

O lado insensível (e não tão incomum) do esporte

Publicado  quinta-feira, 6 de janeiro de 2022


Na maioria das vezes, o esporte nos emociona e nos remete ao lado positivo da vida. Contudo, esquecemos que é uma criação humana e, como tal, é imperfeita e tem seu lado insensível, principalmente quando se mistura com outros aspectos sociais, como negócios financeiros, ganância de vitória, ignorância ideológica e perdão a quem faz mal.


Nesta última quarta-feira (5), quatro exemplos, em diferentes esferas, trouxeram à tona esse tal lado insensível do esporte. É difícil até mesmo elencar uma que seria mais branda que outras.

Insensível à história

O primeiro caso é a típica situação do dinheiro passando por cima de tudo e destruindo com a imagem do herói. Refiro-me ao "novo" Cruzeiro. Ronaldo e o restante da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) que passaram a comandar a instituição mostraram o quão ruim pode deixar de ser um clube para virar uma empresa. Além de jogadores que mal chegaram já ser demitidos pela alta folha salarial não condizente com a série B, outra vítima foi o ídolo máximo Fábio. O goleiro, que defendeu o time mineiro por 17 anos e conquistou 13 títulos, foi descartado como uma engrenagem antiga e enferrujada, mesmo aceitando redução no que teria a receber. Ele tinha como objetivo duas metas antes do fim de sua carreira: ajudar o time a retornar à elite do futebol brasileiro e ultrapassar a marca de 1000 jogos defendendo o mesmo escudo. (Apenas Pelé, Roberto Dinamite e Rogério Ceni alcançaram tal feito). Fábio tem 976 partidas, faltava 24. Tudo o que um goleiro desse calibre passou nesses últimos anos merecia um final mais digno e honroso. Mas as SAFs estão entrando pelas cifras, não pelas histórias.

Insensível a quem está começando

O segundo caso aconteceu em um despretensioso jogo de segunda rodada da Copinha. É a situação de alguém que acha que iria reinventar a roda e se tornar um gênio, visando um resultado improvável. A partida era entre Atlético-MG e Andirá-AC. O Galo era muito favorito por sua estrutura. Ninguém imagina que um time com tão pouca expressão fosse fazer frente. Entretanto, o goleiro Tomate estava roubando a cena, com grandes defesas estava segurando o zero no placar, candidato a herói do empate. Teria ele a chance de ouro quando o juiz marcou pênalti para os atleticanos no meio do segundo tempo. Mas o treinador Kinho Brito resolveu trocar o arqueiro, pensando que surpreenderia o adversário e colocou o reserva Carlos no lugar de Tomate. Carlos não defendeu, Galo venceu por 1 a 0 e Tomate saiu inconsolável para o banco. Apesar de ter direito de fazer o que fez, o técnico não poderia ter dado oportunidade para Carlos na última rodada, com o time já eliminado? Se tem um lado bom, Tomate vem ganhando cada vez mais fãs em redes sociais, Richarlison, da seleção, lhe mandou mensagem de apoio e ele foi convidado para um período de testes no Atlético-MG.

Insensível à vida

O terceiro caso é quase inexplicável. Não dá para um atleta, uma pessoa que ocupa um cargo de liderança ser tão ignorante a ponto de passar vergonha mundial. Estou falando de Novak Djokovic. O tenista sérvio, número 1 do mundo, ganhador de 20 Grande Slams, foi barrado e não disputará o Australian Open. E tudo porque é um negacionista da pandemia e não quer tomar vacina contra a Covid! Não dá para acreditar na falta de respeito, empatia e noção que este atleta tem. Como é possível que um jogador, que inclusive usa a ciência a seu favor na câmara de gravidade aumentada para correr com mais esforço, adote uma posição contrária à vacinação que tem salvado inúmeras vidas ao redor do mundo? Que tipo de exemplo ele quer passar para as novas gerações, que vêm o destronando com alguma frequência? O quanto ele está disposto a perder, tanto em oportunidades de ter mais títulos que outros tenistas como em dinheiro de patrocinadores até "tomar consciência" de suas atitudes?

Insensível à instituição

Por fim, o perdão a quem não merece ser perdoado. Estou falando da relação Grêmio - Douglas Costa. Bom, a meu ver, um jogador que não sentiu a dor de um rebaixamento, fez festa no dia que o time caiu, que arranjou confusão com torcedores se dizendo mais gremista, que remarca a festa do casamento para o meio da pré-temporada e foi buscar negociações com outras equipes não merece vestir a camisa do Tricolor Imortal. Todavia, o presidente insiste em dizer que o cidadão irá defender as cores do Grêmio em 2022. O maior patrimônio de um time é sua torcida, porém, nesse caso, danem-se aqueles que pagaram ingresso e choraram na última rodada do Brasileirão. Depois não entendem porque chegaram nesta situação de chacota do rival Colorado.