Recado do atleta - Diogo Hubner

Publicado  terça-feira, 14 de junho de 2016

O armador central da Seleção Brasileira de handebol deixou um recado para os expectadores do Esporte pelo Juva, confere aí:

Aqui segue a entrevista publicada no Lance!

No site do Lance: http://www.lance.com.br/handebol/podemos-surpreender-muita-gente-diz-veterano-selecao.html
E aqui, está a entrevista na íntegra:

Recentemente, houve um evento teste na Arena do Futuro, no Rio de Janeiro. Quanto tem de importância conhecer a arena antes dos Jogos Olímpicos?
Seria bem importante a Seleção ter participado, infelizmente não conseguiu. Usou-se clubes para essa experiência nesse evento. Eu só vi por foto, mas conversei com diversos jogadores que foram lá e falaram que vai ser realmente um caldeirão, acho que a torcida pode fazer uma diferença significativa para a Seleção, pois a arquibancada é muito próxima, o ginásio vai estar cheio, sem contar que são os Jogos Olímpicos, não é qualquer torneio, é a competição que todos querem estar. Acredito que o Brasil pode usar a Arena como um fator a seu favor.
Como fica em relação às referências do ginásio?
Não sei como vai funcionar na Olimpíada, acredito que a Arena seja só para jogos oficiais, que tenha quadras auxiliares para treinamento, não sei se terá um reconhecimento um dia antes, seria muito interessante. Se não tiver, é saber aproveitar o fator torcida para jogar bem e conseguir um bom resultado.
O Brasil terá dois torneios nessa reta final antes da Olimpíada, o Pan-americano e o Quatro Nações. Você acha que serão bons testes para a Seleção treinar e pegar ritmo competitivo?
Sem dúvida alguma! A gente sabe que são 14 atletas que vão ser escalados. No Pan, a Seleção pode levar 16, então devem ir esses dois a mais. São torneios importantíssimos. Brasil e Argentina, que estarão na Olimpíada, vão lapidar suas preparações e é um torneio na Argentina. Jogar fora de casa, contra a própria, numa possível final, acho que é muito importante. Depois, no Quatro Nações, já com o grupo definido, acredito que venham seleções fortes, que já estejam aqui para os Jogos Olímpicos. São torneios fundamentais para esse final de preparação.
No Pan-americano, acredita que tem mais algum time que possa complicar a vida do Brasil, além da Argentina, que joga em casa?
A seleção chilena já há um tempo vem evoluindo bastante, sempre faz semifinal, ou cai para o Brasil ou para a Argentina. Nos Jogos Pan-americanos de Toronto, vencemos na semifinal novamente. É uma equipe que, depois de alguns problemas políticos, alguns jogadores principais voltaram para a seleção, é um time que temos que ficar bem atentos. O Chile está começando a se aproximar.
Falando de Toronto, teve um episódio interessante na final contra a mesma Argentina, em que você declarou ter vivido dez minutos de terror, por ter perdido o tiro de sete metros nos momentos finais. Depois vocês reverteram na prorrogação. Como foi aquele momento?
Durante a competição toda, eu tinha convertido dez de dez cobranças, na final, três de três. Naquele momento, fui muito confiante para cobrar. O goleiro defendeu e eu não tiro os méritos, já que é muito difícil defender um tiro desses, mas eu cobrei mal, da maneira que estou habituado a cobrar. Se mudasse, provavelmente a bola entraria. Foi bem difícil, porque, apesar de não valer a vaga olímpica diretamente, valia o título, que não vinha desde 2007. Em Guadalajara, perdemos para eles e não fomos para Londres. Tínhamos perdido uma oportunidade de vencer a partida. Mas tiveram os dez minutos da prorrogação. Voltei à partida, mas voltei com a cabeça completamente fora, não estava muito focado. Saí e depois retornei, já mais tranquilo para pensar o jogo. No final, deu tudo certo, seria uma marca que ficaria na carreira de forma negativa.
Isso é relacionado com o fator psicológico, que interfere no decorrer do jogo. Você se prepara mais para isso agora?
Não depois daquilo. Já me preparo há algum tempo. No jogo, estamos suscetíveis a erros. O que penso é o quão rápido vou me levantar após um erro. Essa é a grande sacada do atleta. Erros vão acontecer. Handebol é um jogo aberto, não é uma fórmula exata, são coisas que acontecem. Se eu tive um erro defensivo, não posso levar para o ataque. Não posso executar daquela maneira novamente.
Pergunto sobre esse aspecto, porque pode ter situações na Olimpíada que vai decidir uma vaga ou conquista...
Sim, claro! Hoje é uma Seleção com bastante gente jovem e que, apesar disso, já está tendo uma experiência internacional muito grande. Mas isso é uma parte que temos que trabalhar bem, essa pressão, essa euforia de jogar em casa. É um ponto que a Seleção tem que se preocupar.
O sorteio dos grupos de handebol do torneio olímpico teve como novidade o Brasil podendo escolher qual chave iria cair. Como você avalia os adversários do Brasil na primeira fase?
Nos Jogos Olímpicos, não tem time fraco, acredito que as outras equipes também pensem assim com em relação ao Brasil. São duas chaves, uma extremamente difícil e uma muito difícil. Acho que a opção feita foi a melhor, foi a muito difícil. Nós fugimos de França, de Croácia e de Dinamarca, são equipes que, historicamente, vão muito bem em Olimpíada. E enfrentaremos algumas seleções que já vencemos ou jogamos de igual para igual. No caso da Polônia, vencemos dentro da sua casa num torneio logo após o Mundial. Já vencemos a Suécia em duas oportunidades. A Alemanha é um jogo um pouco mais difícil, que o jogo da Seleção não encaixa muito bem, mas há a possibilidade de fazer um bom jogo. A Eslovênia é um time muito chato, mas dá jogo, perdemos por três gols no Mundial, o jogo foi parelho. E o Egito já vencemos algumas vezes, mas é muito duro, muito forte fisicamente. Não temos tantas informações, pois eles se 'escondem', jogam pouco. Enfim, tenho certeza que o Jordi e a comissão técnica vão mapear os adversários, vão estudar muito bem. A intenção do Brasil é se classificar, passar para as quartas-de-final. Passando, é pensar jogo a jogo, ver as possibilidades. Independentemente da posição, o importante é passar.
O técnico Jordi Ribeira declarou que tem por objetivo justamente primeiro classificar para depois pensar em medalha. A dificuldade é desse tamanho que parece mesmo?
A dificuldade é muito grande, muito grande. Não podemos esquecer que são os Jogos Olímpicos, que todos se preparam para essa competição. Mesmo assim, acredito que o Brasil tem condições de fazer um grande torneio. Diferente da Seleção feminina, a masculina não tem aquela pressão por medalha, tem pressão por classificar, por jogar bem, em demonstrar um trabalho bem feito, que vem sendo realizado há bastante tempo. Acho que a Seleção pode surpreender muita gente.
Teria algum adversário que você não gostaria de cruzar logo nas quartas-de-final?
A França, né? Atual bicampeã olímpica, a seleção que 'todo mundo foge', seria uma seleção ruim de enfrentar. Mas não temos que escolher adversário, se pensamos em medalha, em subir um degrau maior, temos que enfrentar dentro das nossas possibilidades.
Todas as seleções que estiveram no último mundial estarão na Olimpíada e terminaram a frente do Brasil. Como escrever uma história diferente em casa?
No handebol, diferente de outras modalidades, nunca falamos que tem um favorito. O handebol sempre tem oito favoritos. Não podemos achar nunca que teremos vida fácil. As seleções são muito parelhas. Precisamos saber vencer o jogo. Nos últimos dois mundiais, caímos para a Rússia e para a Croácia por um gol de diferença. A Seleção vem aprendendo a vencer os jogos nesse trabalho de quatro anos que o Jordi e a comissão técnica tem feito. 
Também com relação ao último Mundial, vocês enfrentaram Qatar, Croácia e Eslovênia e tiveram derrotas apertadas. Esses jogos podem ajudar a ver o que há para melhorar?
Podem, sem dúvida! Sempre que vamos para um torneio internacional, voltamos com uma bagagem maior, aprendemos muitas coisas. Fizemos o jogo de estreia do Mundial contra o Qatar, em alguns momentos, muito ruins. Há um mês, voltamos para jogar um torneio, perdemos de dois gols, mas faltando cinco minutos estávamos ganhando por dois. Por detalhe, a vitória escapou. A Seleção vem em constante aprendizado, em constante evolução, isso é muito importante.
Como acha que vai ser a experiência de jogar em casa?
Acho que vai pesar positivamente. Nós jogamos pouco aqui, a maioria dos torneios acontece fora. Esse contato vai ser bem interessante. Diferente da torcida do futebol, que vaia em alguns momentos, na Olimpíada isso não acontece. É o momento em que o brasileiro é patriota, é um momento em que está todo mundo junto, que dá valor à camisa amarela da Seleção. Vai motivar bastante.
Você é o segundo mais velho dessa Seleção. Quanto pode transmitir aos mais novos?
É de fundamental importância, ainda mais numa competição desse porte. Eu nunca fui aos Jogos Olímpicos, caso eu vá, será o primeiro. Mas já vivi muita coisa no esporte. Alguns atletas, apesar de terem uma energia muito grande, por serem novos, podem ter um ímpeto que atrapalha um pouco, acabo fazendo esse papel de acalmar, tanto dentro como fora de quadra. Até pela posição que jogo, como armador central, preciso pensar mais o jogo, dar uns toques, isso é mais natural. Os atletas mais novos recebem bem os mais velhos. É aquela história: não existem líderes sem liderados. Eles escutam bastante, acatam, trocam ideias, eu aprendo muito também. Mas acho que esse papel de ser mais velho é importante numa seleção.
Apesar da sua experiência, nunca disputou Jogos Olímpicos, como já disse. Como você vê esse evento, participando da cerimônia de abertura, concentrado com outros astros na Vila Olímpica?
Eu, sinceramente, não penso nisso. Penso no hoje, penso em me preparar para estar bem para jogar os Jogos Olímpicos de uma forma boa. Esse "extra-quadra" vai acontecer, será natural e, se tiver que passar por esse momento, vou passar. Mas não fico deslumbrando a cerimônia de abertura, se vou encontrar o Stephen Curry na Vila, não passa pela minha cabeça. Passa meu dia-a-dia. Tenho que estar bem tecnica, fisica e psicologicamente para poder estar no grupo e ajudar a Seleção.
Uma coisa curiosa é que você usa a 13. É um número de sorte para você ou apenas foi coincidência?
Quando em vim para São Paulo para jogar, em 2002, era a única camiseta que tinha disponível no júnior e no adulto. Não gostava de ficar mudando. Deu certo, me apeguei e fiquei com ela. Dificilmente não jogo com a 13. Não tenho tanta superstição, mas hoje tomei pra mim, gosto do número e não penso em mudar até o fim da carreira.
Seu ídolo no esporte é o croata Ivano Balic, que se aposentou recentemente. Como seria enfrentar um ícone desses? Você se motiva mais?
Eu não tive oportunidade de enfrentá-lo, mas enfrentei outros caras que admiro muito. É bacana. Durante o jogo, você vê o cara em que se espelha. Me motivo mais, sem dúvida. No dia-a-dia, penso em fazer algumas ações como esses caras fazem. Poder se desafiar e desafiá-los é muito interessante.
É inevitável também não comentar sobre o time feminino. Escolheram uma chave difícil com Noruega (atual campeã do mundo), Romênia (que as eliminou no último mundial) e Montenegro. Em compensação, elas já foram também campeãs mundiais. Acredita que elas podem ir longe no torneio?
Como eu falei, não dá pra escolher muito em Jogos Olímpicos. O Morten adotou o pensamento de que vai precisar enfrentar uma hora ou outra. Às vezes, é mais interessante enfrentar dentro da chave e passar, do que ter um jogo mais nervoso nas quartas-de-final. Não conversei com o técnico para saber a estratégia que ele adotou, mas tem que enfrentar as seleções. O Brasil joga de igual para igual com qualquer seleção, todas temem o Brasil também. Acho que as meninas vêm muito fortes para a Olimpíada. Elas fizeram um Mundial que não foram tão bem, elas sentiram que tinha alguma coisa errada e teria tempo de concertar.

La mano de la desclasificación

Publicado  segunda-feira, 13 de junho de 2016


O Brasil vem se especializando em dar vexames para aqueles remanescentes torcedores que ainda têm alguma esperança, exercem alguma torcida para uma equipe que cada vez é mais ridícula. Recentemente, foi divulgada uma pesquisa em que mais de 85% da população não se importa ou pouco dá relevância para a Seleção, seja em qualquer faixa etária, condição social ou escolaridade.
A eliminação mais recente para o Peru, na mais inútil das Copas Américas, merece uma reflexão mais profunda do que pensar apenas que foi um gol ilegal de mão que tirou o Brasil da competição, como insiste em defender o, até agora, técnico Dunga.
Primeiro, os fatos dessa competição: uma Copa América em que não vão os melhores jogadores brasileiros, já não daria para pensarmos que seríamos favoritos. Mesmo assim, ao olhar o grupo, com Equador, Peru e Haiti, era para o Brasil atropelar, 9 pontos garantidos, primeira colocação. Não foi o que se viu. Conseguimos um empate chorado com o Equador, depois do juiz não ter validado um gol adversário, em que a bola não saiu e o goleiro Alisson falhou. Isso o Dunga esqueceu, não ressaltou esse fato na coletiva pós-eliminação. Pobre do Haiti que sofreu um terrível e enganoso 7 a 1. Devido às circunstâncias do grupo, o Brasil podia empatar para se classificar como primeiro. Jogou apenas para isso. Quando já estava 1 a 0 para o Peru, Dunga tinha oportunidade de fazer algumas alterações para tentar dar mais dinamismo, trazer novas opções. Teve coragem de dizer que não as fez porque o time estava encaixado. Encaixado? O goleiro peruano não tinha feito sequer uma defesa difícil, como poderia estar encaixado? Estava encaixotado, isso sim. O gol foi irregular, mas essa mão é mais simbólica do que apenas o gol de Ruidíaz.
É o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, que não pode por o pé para fora do país que será preso como foi José Maria Marin, seu antecessor, mas continua roubando por aqui como se nada estivesse acontecendo e ninguém fala nada. São os empresários que dominam o futebol, fatiam valores econômicos dos jogadores, fazem com que sejam escalados na Seleção para serem vendidos e fazem os clubes reféns de seus interesses financeiros. É a falta de estrutura e vontade dos clubes de se organizarem em prol de um objetivo comum de crescimento. É a safadeza de quem faz peneiras nos clubes, que para "dar uma olhada" num possível talento cobra propina e desperdiça a chance de revelar alguém que poderia representar mais Neymares atuando em campos nacionais. É a indicação de um técnico que não teve carreira nem venceu nada como treinador e convoca jogadores para não serem utilizados em uma hora crítica. Que Boston de eliminação (com o perdão do trocadilho)!
Soma-se à desorganização do campeonato nacional, ocorrendo simultaneamente. Hoje, tenho certeza que Corinthians, Santos, São Paulo e Grêmio estão comemorando mais o retorno de seus jogadores Elias, Lucas Lima, Gabigol, Ganso, Rodrigo Caio, Walace e Marcelo Grohe do que lamentando a precoce eliminação brasileira.
O vexame é ainda maior ao saber que, em 100 anos de competição, essa foi apenas a segunda vez que o Brasil foi eliminado na primeira fase, fato que não ocorria desde 1987, que não era eliminado de uma competição oficial nessa fase desde 2003, não perdia para o Peru há 31 anos.
E o que será do futuro? Depois de Alemanha e seu 7 x 1, de Paraguai e sua eliminação nos pênaltis e de Peru e seu gol de mão, o que pode vir? Tem os Jogos Olímpicos e a busca ao ouro. Primeiro, quem será o técnico? Segundo, vem novo vexame com Neymar presente desta vez?

Uma lenda morre enquanto outra escreve sua história

Publicado  terça-feira, 7 de junho de 2016

O esporte, de uma maneira geral, é muito dinâmico. Ainda o luto de uma perda de um ídolo do tamanho de Muhammad Ali pode ser sentida e será por muito tempo. Mesmo assim, não há como não ficar feliz com a mais recente conquista de Novak Djokovic na França.
Na última sexta-feira, tivemos uma daquelas perdas que só nos damos conta de sua dimensão por ter ocorrido no nosso tempo. Simplesmente o melhor pugilista de todos nos deixou, aos 74 anos. Tudo o que for dito ou feito para homenagear Cassius Clay será pouco, por tudo o que essa personalidade fez no boxe e para melhorar a sociedade como um todo.
Muhammad Ali, na revanche contra Sonny Liston, em 1965
O primeiro tricampeão mundial dos pesos pesados e campeão olímpico morreu por conta de choque séptico devido a causas naturais, depois de ter sido internado um dia antes, em Phoenix, no Arizona. Já vinha sofrendo com complicações de saúde há muito tempo. Lutou e venceu muitos rounds, mas uma hora essa batalha acabaria. Não dá para falar que perdeu, uma vez que já está imortalizado na memória de todos que gostam de esporte e que podem procurar por grandes humanos da história.
Ali protagonizou fantásticas lutas contra Joe Frazier, George Foreman e Leon Spins. Foi considerado o esportista do século pela renomada Sports Ilustrated. Travou outras importantes lutas fora dos ringues, combatendo a discriminação racial e se recusando servir ao exército na Guerra do Vietnã. Dentro dos tablados, teve 57 vitórias, sendo 37 por nocaute, e apenas 5 derrotas.
Está sendo preparado um grande celebração de sua vida no funeral que ocorrerá na próxima sexta-feira, em Louisville, Kentucky, cidade natal do boxeador. Personalidades como o ex-presidente Bill Clinton e o ator Will Smith estarão presentes. Mas o mundo inteiro chora a perda de uma lenda. Feliz daqueles que tiveram a oportunidade de vê-lo em ação.
Por outro lado, no velho continente, o sérvio Novak Djokovic vem aumentando sua participação entre as lendas vivas do tênis, escrevendo um capítulo que ainda não existia em sua galeria de conquistas, com a obtenção do título de Roland Garros, o único Grand Slam que faltava em sua carreira. Ao término, cumpriu uma promessa ao repetir o gesto de riscar um coração e deitar-se sobre ele, homenageando nosso Guga, que estava presente.
No domingo, bateu o britânico Andy Murray por 3 sets a 1, com as parciais de 3-6/ 6-1/ 6-2/ 6-4, na quadra de terra batida de Paris e se tornou apenas o oitavo tenista a conquistar os quatro maiores torneios do circuito. Ele se junta às lendas Fred Perry, Don Bugde, Rod Laver, Roy Emerson, Andre Agassi, Roger Federer e Rafael Nadal, estes dois últimos ainda em atividade.
Novak beija seu novo troféu na quadra Philippe-Chatrier
Já havia vencido o Australian Open seis vezes, sendo atual bicampeão do torneio, assim como é em Wimbledon, onde tem três conquistas ao todo, além de ser atual campeão do US Open, competição que já venceu duas vezes. 
Aliás, da última edição do torneio britânico para cá, Djokovic tem sido o único vencedor, mostrando que está no auge de sua forma, sendo quase imbatível na atualidade. Esse feito pode se tornar maior caso vença Wimbledon e o US Open ainda esse ano. E pode completar o Golden Slam, caso essas vitórias se concretizem e ele conquiste a medalha de ouro no Rio, em agosto. Imagina o tamanho de um feito desse aos 29 anos de idade. Com a bola que ele vem jogando, alguém ainda duvida dessa carismática lenda? 

Duplas que decidem

Publicado  terça-feira, 31 de maio de 2016

O basquete é, talvez, o esporte coletivo que mais precise de grandes atuações individuais. Por consequência, acaba formando times memoráveis, mas que sempre merecem maior destaque uma dupla. Foi assim com Michael Jordan e Scott Pippen no lendário Chigado Bulls e, mais recente, Kobe Bryant e Shaquille O'Neal no vitorioso Los Angeles Lakers. Sempre um genial e o outro, monstruoso.
Felizmente o tempo se encarrega de produzir herdeiros do melhor basquete do mundo. A bola da vez é Stephen Curry e Klay Thompson do Golden State Warriors. Ontem, venceram o Oklahoma City Thunder por 96 a 88, assegurando o título de campeão da Conferência Oeste americana e um lugar nas finais da NBA. Mas esse feito veio com muito suor e determinação, já que perdiam a série de melhor de 7 jogos por 3 a 1 e viraram para 4 a 3. Para ter uma noção do tamanho dessa conquista, apenas nove times na história, que perdiam por tal desvantagem em playoffs, conseguiram reverter o placar.
Essa partida derradeira pareceu uma repetição do jogo seis com a ótima dupla do Thunder, Russell Westbrook e Kevin Durant mandando nos dois primeiros quartos. Mas Thompson mostrou ser uma máquina de bolas de três e Curry justificou ser o MVP pelo segundo ano seguido da temporada. Juntos, conduziram o time a uma arrancada nos últimos dois quartos de maneira empolgante. Os brasileiros Anderson Varejão e Leandrinho, do Warriors, tiveram pouco tempo em quadra, mas desempenharam satisfatoriamente suas funções.
Agora, já a partir do próximo dia 2, eles reeditarão o confronto contra o Cleveland Cavaliers, liderados por LeBron James e Kyrie Irving, para saber quem será o grande campeão da temporada e quem é dupla que deve ocupar o trono, com o posto de herdeiros legítimos do bom basquete. No ano passado deu Warriors. Será que vem repeteco ou os Cavs dão o troco?
Ah... em agosto, boa parte desses craques estarão jogando no mesmo Dream Team, no Rio de Janeiro. Será imperdível!

Recado do atleta - Caio Bonfim

Publicado  sábado, 7 de maio de 2016

O atleta Caio Bonfim da marcha atlética competiu hoje no Campeonato Mundial da prova dos 20 km, em Roma, e fez seu melhor tempo na carreira: 1h20min20. Chegou num honroso oitavo lugar, menos de um minuto do chinês Zhen Wang, que venceu a disputa. Zelin Cai, também da China, e Álvaro Martín, da Espanha, completaram o pódio.
Antes da prova, ele deixou um recado para o Esporte pelo Juva. Confere aí:

E eu pude entrevistá-lo antes da prova, numa matéria publicada hoje na página do Lance!: