Quem passou para as quartas da UEFA

Publicado  quarta-feira, 17 de março de 2010

Acabou, agora há pouco, a fase de oitavas-de-final da UEFA Champions League. Depois de informar quem avançou, farei um balanço do comentário que fiz em dezembro, palpitando a respeito de quem eu achava, na época, que era favorito.
Na semana passada Arsenal atropelou o Porto, a equipe londrina segue em frente; o Fiorentina ganhou do Bayern, mas não levou a vaga; o Lyon empatou com o Real Madrid, surpreendendo o time espanhol; e o Manchester United não tomou conhecimento do Milan.
Ontem tiveram vitórias de CSKA Moscou e Inter de Milão, fora de casa, sobre Sevilla e Chelsea, respectivamente, e os times visitantes avançaram por terem vencido as duas partidas dos confrontos. Hoje, o Barcelona teve um jogo fácil contra o Stuttgart, 4 a 0, com mais um espetáculo de Lionel Messi e o Bordeaux venceu novamente o Olympiacos.
Em dezembro falei que era certeza que o Barcelona iria para as quartas-de-final, sem dificuldades. Mencionei, também, que o embate entre franceses e gregos era fraco, mas que o Olympiacos podia se classificar, por causa de seu treinador Zico, mas o brasileiro foi despedido pouco tempo depois, resultado: Bordeaux classificado. Arrisquei no Chelsea, porém José Mourinho conhece bem seu ex-time, vencendo não só em casa como no Stamford Brigde. Previ que o Bayern não podia vencer por pouca diferença o primeiro jogo, contudo disse que a vaga era dos alemães. Meu favorito era o Sevilla, mas quem levou foram os russos. Errei feio ao afirmar que os madrilenhos venceriam as duas partidas. Achei que Arsenal e Porto seria equilibrado, não contava com 5 a 0 dos ingleses, entretanto acertei que estes passariam. Por fim, pensei que o único italiano que seguiria seria o Milan.
Infelizmente, não acompanho tão bem o futebol no velho continente como deveria, alguns dos palpites tiveram uma pitada de torcida junto. Acertos 3, erros 5. Assim que houver o sorteio desta nova fase, farei mais um prognóstico, vamos ver.

Notícias rápidas de domingo

Publicado  domingo, 14 de março de 2010

A brasileira Fabiana Murer sagrou-se campeã mundial Indoor de salto com vara. Ela saltou 4,80m na primeira tentativa e bateu a russa Svetlana Feofanova, que também saltou a mesma altura, mas teve que fazê-lo apenas na terceira tentativa. A sempre favorita Yelena Isinbayeva, naõ esteve bem na competição e ficou com a quarta posição.
É a primeira vez que uma brasileira conquista a medalha de ouro no campeonato mundial Indoor de atletismo. Este está sendo disputado em Doha, no Qatar. É a competição mais importante do fraco ano para a modalidade.
No mesmo campeonato, Keila Costa obteve o bronze no salto em distância, com 6,63m alcançados.
Por fim, Fernando Meligeni conquistou seu primeiro título de masters, veteranos. A final do Rio Champions foi no Maracanãzinho, à tarde, contra o australiano Mark Philippoussis. O placar foi de 2 sets a 1, com parciais de 6-2, 4-6 e 10-8. O torneio contou com nomes como Mats Wilander, Wayne Ferreira e Marat Safin. De quebra, ganhou a liderança do ranking.

A experência da São Paulo Indy 300

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Depois de tudo o que aconteceu no fim de semana, é possível avaliar a primeira corrida de rua realizada na cidade de São Paulo como muito boa e muito bem sucedida. A cidade que é conhecida pelo trânsito caótico, teve a oportunidade de ver em uma de suas principais avenidas, a Marginal Tietê, carros andando a mais de 320km/h.

A escolha do local foi pertinente, o trajeto bem pensado, já que possibilitou haver muitas ultrapassagens num circuito de rua, coisa que não é comum, nesse tipo de prova. Duas retas bem longas, uma delas com 1,5km de pura aceleração, alternando com curvas fechadas sequenciadas. O circuito foi construído em, impressionantes, quatro meses, com recapiamento de um trecho da Marginal e da Olavo Fontoura, levantamento das muretas e grades de proteção, uso de pneus velhos que estavam pela cidade, para as barreiras, e que serão reciclados depois. Esquema de transporte público para levar e trazer do evento, evitando piorar o tráfego de veículos na região. Público bem comportado e apreciador de corridas.
Teve diversos contratempos, pontos negativos que não podem deixar de ser mencionados e que não poderiam acontecer, mesmo sendo a primeira vez. O concreto do sambódromo estava muito liso no sábado por conta de um produto que é passado para dar brilho e não dava tração suficiente para acelerar. O resultado foi as batidas em plena reta. Este problema, aparentemente, foi resolvido durante a madrugada, com o trabalho de funcionários da prefeitura, criando ranhuras no concreto e retirando cerca de 3 mm de espessura. Por conta disso, criou-se muita poeira, que ficou acumulada e não teve como ser limpa a tempo. Resultado foi a falta de visibilidade no começo do treino classificatório e da corrida. Por fim, as terríveis ondulações em três pontos do traçado, que não foram corrigidas por capricho de Tony Cotman, projetista responsável. Essas criaram poças quando choveu e precisou-se recorrer ao velho rodo.
Mas a corrida foi extremamente disputada, com várias alternativas de estratégia, com tantas ultrapassagens do modo que todo fã gosta de assistir, pegando vácuo, abrindo no final da reta e retardando a freada por dentro. Teve a presença de dois caças F-5, logo após o hino nacional, como é feito nos Estados Unidos. Entrada de pitlane inteligente, distante da linha de chegada, evitando encontros e divididas rachando a curva. O troféu, particularmente, é bem bonito e grandioso. Foi um belo espetáculo.

...aqui com muita emoção

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Agora, a Indy foi totalmente oposta. Era a primeira vez que seria realizada uma corrida de rua em São Paulo, com o Anhembi e a Marginal Tietê como locais escolhidos. Por isso, a corrida era uma incógnita, não dava para prever o que aconteceria. A largada foi muito interessante, já que foi feita de forma lançada no sambódromo, levantou poeira, literalmente, dificultando a visão dos que vinham mais atrás. Com uma chincane travada logo no fim da reta, era óbvio que iria acontecer acidente. Takuma Sato rodou e acertou Scott Dixon e Hélio Castroneves, também Mario Moraes rodou ao frear bruscamente e montou no carro de Marco Andretti. Este acidente foi mais preocupante, pois o carro do brasileiro ficou em cima do cockpit de Marco. Felizmente não aconteceu nada de grave, apenas o susto.
Desta forma, o pacecar entrou e permaneceu na pista por algumas voltas, tempo suficiente para ajustes de carros nos pits. Logo em seguida foi a vez da venezuelana Milka Duno bater e promover outra parada nos boxes. Aí veio a parte mais emocionante da prova, com o temporal que chegou na volta 29. Questão de segundos antes, o baiano Tony Kanaan, que vinha em quarto, foi tocado e sua prova foi comprometida.
A chuva continuou, provocando algumas rodadas, paradas para troca de pneus e bandeira amarela. Mas a pista alagou em alguns pontos e a direção de prova decidiu interromper a corrida até que secasse a pista. Na volta com o carro de segurança, a prova passou a ser limitada pelo tempo restante e não pelo número de voltas. Apesar de estarem todos juntos, levou vantagem quem retornou logo para o pit-stop final para recolocar pneus de pista seca, caso de Hunter-Reay, que logo assumiu a primeira colocação. Ryan Briscoe estava pressionando o líder, quando saiu de frente e bateu.
Will Power superou Hunter-Reay, que tinha que poupar combustível, e venceu a prova. Vitor Meira havia assumido a terceira posição, tendo passado por Raphael Matos. Grande resultados dos dois brasileiros, já que Meira não corria desde seu acidente na Indianapolis 500, ano passado, pois havia quebrado algumas costelas, e Matos pois está numa equipe considerada de pequeno porte, comandada pelo ex-piloto Gil de Ferran. Helio Castroneves chegou em nono, Justin Wilson, em décimo primeiro, Bia Figueredo foi a melhor entre as quatro mulheres, chegando em décima terceira e Mário Romancini bateu no final e não completou a prova.

Lá sem emoção...

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Este fim de semana foi especial para o automobilismo, pois teve início as temporadas da Fórmula 1 e Fórmula Indy, as duas principais categorias do esporte. Impressionante foi a diferença da qualidade de corrida. A Fórmula 1 se torna cada vez mais chata, enquanto a Fórmula Indy teve todos ingredientes para uma agradável tarde de velocidade.
Pela cronologia, na parte da manha, aconteceu ao mesmo tempo o treino qualificatório da Indy em São Paulo e a corrida do Bahrein da F1. O treino aconteceu hoje por conta da pista que não oferecia condições suficientes ontem à tarde. Dario Franchitti fez a pole, garantindo o primeiro ponto do campeonato. Já na F1, havia vários atrativos para uma grande corrida, como a reestreia de Michael Schumacher, as estreias de diversos pilotos, incluindo os brasileiros Luca de Grassi e Bruno Senna, além do novo regulamento que faz com que os pilotos não parem para reabastecer. Mas a corrida foi extremamente entediante, mesmo sendo num circuito novo, projetado para favorecer a ultrapassagem através de retas longas. Sebastian Vettel largou na frente e terminaria assim se não fosse a perda de potência do motor. Felipe Massa saiu em segundo e chegou em segundo. Perdeu a posição na largada para seu companheiro de equipe, Fernando Alonso, e recuperou passando Vettel. O espanhol Alonso levou o carro sem pressão até o final e venceu. Hamilton também passou o alemão no final e completou o pódio. Três alemães na sequência: Vettel, Rosberg e Schumacher. Button, Weber, Liuzzi e Barrichelo completaram a zona de pontuação. Di Grassi e Senna não concluiram a prova, terminaram antes de completar um terço das voltas. Corrida sem ultrapassagens, sem emparelhamentos, sem voltas rápidas para disputa nos boxes, sem emoção nenhuma, o que tende a ser uma constante deste ano.